• 10/07/2007

    Contra transposição, povo Tumbalalá retoma terra na Bahia

     


    O povo Tumbalalá realizou, às 2h da madrugada desta terça-feira, uma retomada de terras no município de Curaçá, Bahia. Os Tumbalalá vivem à margem esquerda do rio São Francisco, na Bahia.


     


    A terra retomada fica próxima ao local onde está prevista a construção de duas barragens da obra de transposição do rio São Francisco. O grupo protesta contra a transposição e quer a garantia da conclusão dos estudos do Grupo Técnico de identificação de suas terras. aldeamento


     


    Há pelo menos 11 anos os Tumbalalá lutam pela demarcação de suas terras. Em 2003, a Funai, após relutar em aceitar o grupo como indígena, montou um grupo para a identificação da terra mas, quatro anos depois, os trabalhos ainda não foram concluídos. A terra dos Tumbalalá foi transformada em aldeamento pelos padres Capuchinhos no início da colonização da região.


     


    Os Tumbalalá já foram fortemente atingidos por barragens anteriores. A mudança no sistema de enchentes do rio fez com que esse povo tivesse que modificar toda a sua prática de agricultura.


     


    Local


    O local da retomada  é conhecido por Fazenda Fernando, e estava sob a posse de Zé de Urbano. Está situado próximo ao Assentamento Pedra Branca.


     


     

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  • 09/07/2007

    Funai reenvia ao MJ processo de demarcação da terra Tupinikim e Gurani, no ES

     


    Flávia Bernardes, do site Século Diário


     


    O processo sobre o reconhecimento e demarcação dos 11.009 hectares de terras indígenas será devolvido pela Fundação Nacional do Índio (Funai) ao Ministério da Justiça. Em reunião com os índios, o presidente da Funai, Márcio Augusto Freitas de Meira, assinou o documento despachando o processo e ratificando o parecer da Diretoria de Assuntos Fundiários (DAF).

    O parecer reconhece o direito indígena sobre os 11.009 hectares no norte do estado do Espírito Santo são tradicionalmente indígenas. Nele, a DAF recomenda a demarcação das terras, reiterando o que o primeiro laudo da DAF já havia informado à própria Funai e ao Ministério da Justiça.

    “Neste ponto a reunião foi bem positiva. Queríamos saber o que o processo ainda estava fazendo lá depois de tanto tempo, se faltava algo, e o presidente falou que não faltava nada e que ele seria encaminhado. A expectativa é que até a próxima semana ele já esteja no Ministério da Justiça”, ressaltou o representante da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste de Minas Gerais e Espírito Santo, Jaguareté.

    O processo havia sido devolvido à Funai pelo ex-ministro Márcio Thomaz Barros, que pediu conciliação entre os direitos indígenas e os interesses econômicos da Aracruz Celulose. O processo será novamente enviado ao ministério junto ao parecer jurídico da Funai e ao parecer da DAF.

    Além da Comissão dos Caciques e das lideranças, também participou da reunião a deputada Iriny Lopes (PT). Segundo os índios, a promessa tanto do presidente da Funai quanto da deputada é de conseguir uma reunião com o ministro Tarso Genro para discutir a situação dos índios e de suas terras no Espírito Santo.

    Segundo Jaguareté, a deputada reiterou a informação de que a reunião com a Funai foi apenas uma preliminar para a reunião com o ministro da Justiça.


     


    Os índios informaram que não há possibilidade de acordo entre eles e a Aracruz Celulose. Contaram sobre as audiências realizadas neste sentido, avaliadas por eles como abusivas, e ressaltaram que estão dispostos a discutir sobre as benfeitorias presentes na área em disputa.

    Todos os documentos que reconhecem as terras como tradicionais já foram aprovados pela Consultoria Jurídica da Funai e do próprio Ministério da Justiça.

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  • 09/07/2007

    Movimentos fazem nota de tristeza e revolta pela morte de Ortiz Lopes

    Nota à opinião Pública

    Rio Brilhante, 9 de julho de 2007


    Nós dos movimentos sociais e representantes do poder público, reunidos no Seminário Impactos Sociais Ambientais e Econômicos da Expansão nas Usinas de Cana, realizado no município de Rio Brilhante, (Mato Grosso do Sul), viemos a público externar nossa tristeza e revolta com o assassinato da liderança Guarani Kaiowá, Ortiz Lopes, de 46 anos, da terra indígena Kurusu Ambá, município Coronel Sapucaia.


     


    Em janeiro deste ano, Ortiz participou da retomada da fazenda Madama, onde a anciã Kuretê Lopes, 70 anos, foi assassinada à tiros por um grupo de pistoleiros armados. De lá pra cá, Ortiz havia sobrevivido a um atentado e vinha sofrendo várias ameaças de morte. Segundo as testemunhas o assassinato foi cometido em frente à casa da vítima.


    Nosso encontro aqui neste seminário é justamente para denunciar os efeitos de um modelo de desenvolvimento excludente que se impõe através concentração terra e poder no Mato Grosso do Sul.


     


    Negamos este modelo de morte, porque a partir de nossas vivências cotidianas sabemos que ele tem sido o principal responsável pela escravidão de trabalhadores rurais, pelas mortes de rios, florestas e fauna e o pelos assassinatos de Kuretê, Ortiz, Marçal, Dorvalino, Verón e tantos outros indígenas que reivindicaram a vida na terra.


    Ortiz morreu lutando, porque não queria ver seus parentes trabalhando como escravos nas usinas de álcool – o que acontece com a maioria dos homens adultos do povo Guarani Kaiowá.


     


    Consideramos que além de não trazer o desenvolvimento humano tão propagado pelos meios de comunicação, os 5 bilhões de reais em investimentos anunciados pelo Governo Federal para construção de 53 usinas de álcool no Mato Grosso do Sul agravarão a situação do povo Guarani Kaiowá.


     


    Por isso afirmamos que reconhecer o direito à vida deste povo a partir de suas terras, como determina Constituição Federal de 88, é a única forma de apagar a mancha mais terrível de nossa história e iniciar a construção de um novo modelo de desenvolvimento que inclua a todos e todas.


     


    Assinam os 122 participantes do seminário que representam as seguintes entidades


     


    Centro de Defesa de Direitos Humanos Marçal de Souza


    Gabinete do deputado Estadual Pedro Kemp


    Federação dos Trabalhadores da Agricultura do MS


    Acampamentos de trabalhadores Rural Geraldo Teixeira, Forutna, Esperança, Nova Esperança


    Secretaria municipal de Educação de Rio Brilhante


    Assentamentos de trabalhadores rurais Pará, Taubinha, Taquara e Lagoa Azul


    Agrovila de Rio Brilhante


    Movimento de Mulheres Camponesas


    Movimento Negro de Rio Brilhante


    Sindcato dos Trabalhadores da Educação de Rio Brilhantes


    Sindicato dos Trabalahdores Rurais do MS


    Conselho Indigenista Missionário MS


    Instituto do Meio Ambiente e Desenvolvimento do MS


    Universidade Federal do Mato Grosso do Sul


    Federação dos Trabalhadores da Educação do Mato Grosso do Sul


    Central Única dos Trabalhadores MS


    Conselho Municipal de RecursosAmbientas de Rio Brilhante

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  • 09/07/2007

    Retomada Truká continua. Funai fez reunião na manhã desta segunda-feira

     


    Administradora da Funai em Pernambuco esteve na retomada Truká


     


    O povo Truká mantém desde quinta-feira a retomada de suas terras tradicionais que estão sendo usadas para o início das obras de transposição.


     


    Na manhã desta segunda-feira, o grupo esteve reunido na retomada com administradora da Funai em Pernambuco, Estella Parnes. Um dos pontos de pauta foi o envio, pela Funai, de antropólogo para o estudo sobre as terras reivindicadas.


     


    Cerca de mil pessoas estão na retomada. O povo Truká é composto por cerca de 3500 integrantes que vivem na Ilha de Assunção e nas ilhotas em volta delas. Pelo menos outras mil pessoas vivem nas cidades da região, sobretudo Cabrobó.


     


    Os Truká têm realizado seus rituais – sobretudo a dança do Toré – diariamente na retomada.


     


    A retomada fica a cerca de 8km de Cabrobó e é conhecida como fazenda do Tonho da Lalinha.


     


    Os Truká continuam recebendo o apoio dos movimentos sociais acampados no Assentamento Jibóia, a 10 quilômetros de Cabrobó. Durante o final de semana, grupos dos acampamentos fizeram visitas um ao outro.


     


    Contatos –


    Neguinho Truká  – (87) 9606 6065


    Otto Mendes –Cimi NE – (87) 9104 0808

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  • 09/07/2007

    Outra liderança indígena é assassinada em Kurusu Ambá, Mato Grosso do Sul

     


    OUTRA LIDERANÇA INDÍGENA ASSASSINADA NO MATO GROSSO DO SUL


     


    Na noite de ontem, 8 de julho, foi assassinado o líder indígena Ortiz Lopes, 46 anos. Liderança do povo Guarani-Kaiowá, Ortiz sempre esteve à frente das lutas pela recuperação de suas terras, já havia sobrevivido a outro atentado e vivia sob fortes ameaças de morte. Segundo depoimento da esposa de Ortiz Lopes, por volta das 18h30 do domingo, quando já estava escuro, um homem se aproximou da frente de sua casa, desejou boa noite e chamou por Ortiz.  Ao perguntar quem era, a vítima se dirigiu à porta e foi recebida por tiros. Enquanto disparava sua arma, o assassino informou: “os fazendeiros mandaram acertar contas com você”.


     


    Este é o 20o. assassinato no Mato Grosso do Sul em 2007. O total de asssassinatos já se igualou ao número registrado pelo Cimi durante todo o ano de 2006.


     


    Em janeiro deste ano, juntamente com um grupo de 300 pessoas, Ortiz participou da retomada da terra indígena Kurussu Ambá, no município de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai. Uma semana depois, o grupo foi violentamente expulso do local por uma operação conjunta entre policiais militares e seguranças da fazenda Madama, uma das invasoras da terra indígena. Na ocasião, a líder religiosa Xurete Lopes, 70 anos foi executada em seu barraco na presença de seus familiares e o jovem Valdeci Ximenes, 22, ficou baleado. Estranhamente, nenhum agressor foi preso, ao passo que 12 indígenas, inclusive crianças, foram levados à delegacia de Amambai e 4 deles, as principais lideranças do povo, permanecem presos, acusados de roubo e invasão de terra.


     


    Depois da expulsão, o grupo ficou acampado às margens da rodovia MS 289, município de Coronel Sapucaia. Como o cacique Francisco Ernandes encontra-se na prisão, Ortiz assumiu a liderança do grupo e no dia 6 de maio os Kaiowá realizaram mais uma ocupação da terra indígena Kurussu Ambá.


     


     


    Para que os índios deixassem a área, foi feito um acordo verbal no qual o filho do dono da fazenda, na presença de policiais federais e de um representante da Funai, se comprometia em devolver as terras aos indígenas no prazo de um ano.


     


    A gravidade do caso requer a imediata instalação de inquérito pela polícia Federal, medidas de proteção à integridade física de membros da comunidade e a imediata demarcação da terra indígena Kurussu Ambá.


     


     


    Brasília, 9 de julho de 2007

    Cimi – Conselho Indigenista Missionário

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  • 09/07/2007

    Rondônia – Dados publicados pelo Cimi têm Secretaria de Saúde como Fonte

               


    FUNASA DISCORDA DOS RESULTADOS DA SEMUSA SOBRE HEPATITE EM POPULACOES INDIGENAS EM RONDÖNIA      


     


     


                A assessoria de comunicação da Funasa publicou nota de esclarecimento discordando da matéria publicada no site do Cimi:”Rondônia-12% da população indígena do Pólo-Base de Guajará-mirim estudada é portadora do vírus da hepatite B ou C”. Se trata de uma pesquisa realizada em 2005, em uma parceria Secretaria Municipal de Saude (Semusa) de Guajará-mirim e Funasa em algumas aldeias indígenas do Pólo-Base de Guajará-mirim. A Funasa confirma a informação da Semusa quanto à data da entrega dos resultados, seja em dezembro de 2005.


     


                Uma divergência entre os dois órgãos do Ministério da Saúde é sobre o numero de indígenas pesquisados : são 835 para a Semusa ( mais apenas um não-indígena) e 793 para a Funasa ( mais 43 não-indígenas). Outra divergência é sobre os resultados: para o município, houve 100 casos de marcadores positivos para Hepatite (sendo um caso de não-indígena), sendo 78 para Hepatite B e 22 para Hepatite C, enquanto para Funasa houve apenas 30 casos positivos o que mesmo assim continua muito alto.


     


                Como a Funasa pode afirmar que “as informações contidas na reportagem não procedem”, se elas procedem de uma fonte oficial? Após solicitar informações através de ofício, o Cimi recebeu resposta da Nuvepa/Semusa, em 18 de maio de 2007. A cópia do documento recebido pelo Cimi segue abaixo.


     


                O documento da Semusa foi apresentado por um conselheiro indígena na ultima reunião do Conselho Distrital de Saúde Indígena que ocorreu em Ji-Paraná em maio passado e a Funasa negou esses dados sem apresentar outra resposta para os conselheiros indígenas. Disse que ainda aguardava resultados.


     


                Contrariamente ao que afirma a Funasa, as comunidades indígenas estudadas não tiveram retorno dessa coleta, pois a viagem prevista para esse fim foi cancelada. 


     


                A Funasa disse que “os dados nunca foram sigilosos dentro dos parâmetros profissionais” e garante que todos os pacientes estão sendo encaminhados. Antes da pesquisa já havia mais de 40 pacientes indígenas conhecidos com hepatite crônica e acreditamos que a maioria deles está sendo acompanhada. Por outro lado, dos novos casos descobertos há um ano e meio, com a realização da pesquisa,  apenas alguns começaram a ser encaminhados para tratamento recentemente, após a pressão exercida sobre o órgão.


     


    Por falta de conhecimento, a assessoria de imprensa da Funasa continua a apresentar o « cartao postal  da Funasa» com 4 equipes de saúde no Pólo-Base de Guajará-mirim que trabalham em sintonia com os Agentes de saúde e de saneamento e uma nutricionista.


     


    Convidamos a coordenação e a assessoria de imprensa da Funasa para virem a Guajara-Mirim a ver a realidade : nunca houve 4 equipes de saúde. Pela primeira vez, a partir de 2006, houve 3 equipes em vez de uma ou duas. Essas equipes mal e mal fizeram a imunização e não conseguiram realizar as outras viagens programadas.


     


    Alem disso, as enfermeiras dessas equipes, a enfermeira chefe da Casai e a nutricionista foram demitidas recentemente a pedido do Conselho Distrital devido à falta de compromisso com o trabalho.


    Não existem médicos fazendo atendimento constante às áreas há anos. Os Agentes Indígenas de Saúde estão sem curso de formação há quatro anos e a Funasa não consegue explicar ao Conselho Distrital o que acontece com o recurso desses cursos, que deveriam acontecer duas vezes ao ano.


     


    Estamos indignados com a atitude da Funasa. Seria bem melhor a Funasa ser transparente, reconhecer as falhas, aceitar as decisões dos conselheiros e trabalhar para reduzir as endemias de hepatite, malaria, tuberculose sem ocultar a verdade. Nessas condições, o Cimi sempre poderá ser um parceiro.


     


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  • 09/07/2007

    Newsletter No. 773


     


    TransposiTION: Truká PEOPLE REPOSSESS NEW AREA IN CabrobÓ, Pernambuco


     


    The Truká people repossessed another area in the Cabrobó region of Pernambuco, in the early hours of Thursday morning. This action took place after the Mãe Rosa ranch, which has been occupied since 25 June, had been repossessed in a joint operation involving other social movements and organizations that oppose the transposition of the Sao Francisco River. This repossession was carried out in the presence of heavily armed police, but there were no conflicts.


     


    They are demanding demarcation of the Truká territory and interruption of the transposition work.


    The new area to be retaken lies around 8km from Cabrobó and is known as the Tonho da Lalinha ranch. Around 300 people took part in the action.


     


    Those involved that have not yet returned to their cities marched on for around 13 kilometers as far as the Jibóia settlement, which is occupied by workers connected to the Landless Workers Rural Movement (MST). Last Thursday morning, they set up a new camp. They have decided to continue with their protest actions against the transposition of the São Francisco River.


     


    Today, the campers will undertake awareness activities for the families that live in the settlement and in the surrounding areas, as well as at the public schools. The Regional Institute for Appropriate Small Farming and Animal Husbandry (IRPAA) provides training on alternative ways of living in the semi-arid region.


     


    The workers will build a cistern out of canvas and cement for catching rainwater to supply the community center. The settlement consists of 50 families who have been there for 10 years, six as settlers. The site has no running water and the residents suffer serious water supply problems, especially for human consumption.


     


    Funai say that they will send an anthropologist to the Truká area


    Last Wednesday morning, the leader Edilene Truká met the chairman of the National Foundation for Indigenous People (Márcio Meira), together with representatives of Cimi, Coiab and CTI, organizations that are part of the Forum for the Defense of Indigenous People’s Rights. The Funai Chairman promised to send an anthropologist to the area.


    During the meeting, it became obvious that Funai had known about the Truká people’s claims to the land where the transposition work had been started, for some time.


    According to information from the Indianist organization, Ibama authorized the Preliminary License for the work without any studies having been carried out beforehand, and the previous Funai management granted the installation license without taking the studies that had been produced into account.


    Impact  


    The environmental impact study for the Sao Francisco River transposition project expects there to be a direct environmental impact on three indigenous groups: the Truká, Pipipã and Kambiwá. Ethnoecological Studies of the Pipipã Land, carried out in 2005 to supplement the project’s Environmental Impact Report forecast serious environmental impacts, such as the deforestation of one of the few remaining preservation areas in the region and interference in animals’ movements. It also forecasts “high” interference in the group’s economic and cultural organization, as there will be a construction site less than 1 km from the communities.


     


    The Ethnoecological Study of the Truká Land presents this people’s claims to the lands that were the target of last week’s repossession, but does not make any suggestions about what to do. 


     


    The study also states “it is necessary to understand that for this people the survival of the São Francisco River means their own survival”. The leader Edilene Truká explains that the members of her people receive force and guidance from the magic sources of light that live in the forest, the water, land and the air. “If the river is affected, it will also affect these forces and thus directly affect the Truká”.


     


    Cimi – Indianist Missionary Council


    Brasília 5 July 2007


    www.cimi.org.br


     

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  • 09/07/2007

    CIMI INFO-BRIEF 773

     


    Volk Truká hat Gebiet in Cabrobó zurückgewonnen


     


    Das Volk Truká hat im Rahmen der Manifestationen gegen die Regulierung des São Francisco am 5.7.2007 ein anderes Gebiet in der Region Cabrobó (Pernambuco) zurück gewonnen, nachdem eine Reintegration von Besitz der Fazenda Mãe Rosa erfolgte, die von den Indios mit Demonstranten gegen die Regulierung des São Francisco seit 25.6.2007 besetzt wurde. Die Reintegration wurde von bewaffneten Polizisten beaufsichtigt. Es kam zu keinen Konflikten.


     


    Die Indios fordern die Demarkierung des Gebietes Truká und die Einstellung der Flussregulierung. Das zurück gewonnene Gebiet ist rund 8 km von Cabrobó entfernt und bekannt als Fazenda von Tonho da Lalinha. Rund 300 Personen unterstützten die Aktion.


     


    Die Demonstranten des Lagers gegen die Flussregulierung führten einen Marsch in die 13 km entfernte Siedlung Jibóia von Arbeitern der Landlosenbewegung (MST) durch und richteten am 5.7.2007 dort ein neues Lager ein. Sie werden ihren Protest fortsetzen.


     


    In der Siedlung und in den öffentlichen Schulen gibt es Informationskampagnen der Lagernden. Das Regionale Institut für kleine Landwirtschaft (IRPAA) stellt dabei Alternativen zur Flussregulierung vor.


     


    Die Kleinbauern werden im Gemeinschaftszentrum der Siedlung eine Zisterne für das Regenwasser errichten. Die 50 Familien, die seit zehn Jahren hier leben, kämpfen vor allem mit der Trinkwasserversorgung.


     


    Am 5.7.2007 gab es ein Gespräch der indigenen Vertreterin Edilene Truká mit FUNAI-Präsident Márcio Meira. Anwesend waren auch Vertreter des CIMI, der COIAB, des CTI und vom Forum zur Verteidigung der Indigenen Rechte. Die Präsidentschaft versprach, dass ein Anthropologe in das Gebiet Truká kommt. Während der Versammlung wurde deutlich, dass die FUNAI seit langem die Forderungen der Indios hinsichtlich des Gebiets, das von den Arbeiten für die Flussregulierung betroffen ist, kennt.


     


    Laut Informationen von FUNAI-Mitarbeitern wurde das Projekt ohne entsprechende Studien vom Umweltinstitut (IBAMA) genehmigt. Die ehemalige FUNAI-Leitung erteilte die Genehmigung für den Baubeginn.


     


    Auswirkungen


    Die Studie hinsichtlich der ökologischen Auswirkungen des Projekts São Francisco verweist auf direkte Folgen für die indigenen Gemeinschaften Truká, Pipipã und Kambiwá. Ergänzend zu dieser Erhebung wurde 2005 eine ethnologische Studie über das Gebiet Pipipã durchgeführt, die vor schweren ökologischen Problemen warnte, etwa vor der Waldrodung und vor Minderungen beim Wildbestand.


    Auch sei eine „starke“ Beeinträchtigung der wirtschaftlichen und kulturellen Organisation der Gemeinschaft zu erwarten, deren Felder in der Umgebung liegen.


     




    Die ethnologische Studie über das Gebiet Truká bestätigt die Forderungen dieses Volkes. „Es ist wichtig zu wissen, dass für dieses Volk das Überleben des São Francisco das eigene Überleben bedeutet“, heißt es im Bericht.


     


    Die indigene Vertreterin Edilene Truká sagte, dass ihr Volk Kraft und Orientierung durch die Zauberer des Lichts erfahre, die im Wald, in den Gewässern, auf der Erde und in der Luft lebten. „Wenn der Fluss in Gefahr ist, wird sich das auf Kräfte auswirken, die direkt auf die Truká zukommen“.


     


    Cimi – Indianermissionsrat


    Brasília,  5. Juli 2007


     

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  • 06/07/2007

    LUTA POPULAR DESMASCARA A TRANSPOSIÇÃO. E CONTINUA!

    Nota Pública


     


    Por oito dias, de 26 de junho a 4 de julho, ocupamos a área onde o Governo Federal fez “inaugurar” as obras da transposição de águas do Rio São Francisco para o chamado Nordeste Setentrional. Hóspedes dos índios Truká, éramos ao todo mais de 1.500 pessoas, da bacia do São Francisco e do Nordeste, dos principais movimentos sociais. Protestamos contra esse projeto falacioso, as hidrelétricas e as centrais nucleares programadas para essa região. Defendemos um desenvolvimento verdadeiro, sustentável e soberano para o Nordeste, o São Francisco e o Brasil.


     


    Quando, numa fase de transição, com saída de caravanas para que outras chegassem, éramos em torno de 500 pessoas, sofremos despejo. Em cumprimento da ordem judicial, saímos pacificamente, de cabeça erguida, com o sentimento de vitória. A lei e a justiça quem não está cumprindo é o governo e as elites, no caso da imposição da transposição e em tantos outros casos. As obras iniciadas pelo Exército, que já eram praticamente nenhuma, estão paradas. As irregularidades cometidas pelo Governo começam a aflorar. A sociedade voltou a discutir o assunto, já dado como encerrado, e crescentemente se posiciona de maneira contrária ao projeto, apoiando a nossa luta.


     


    A inestimável riqueza da experiência do acampamento, construído na diversidade dos povos e movimentos sociais, suas manifestações e práticas de trabalho, convivência, educação, arte e religião, atesta o potencial de transformação e libertação do povo brasileiro, quando ele se vê e se assume como é de fato, pluriétnico e multicultural. A convivência com os povos indígenas e comunidades quilombolas e suas demandas históricas revelou que é outro o desenvolvimento que o Brasil precisa, baseado na justiça social e na soberania popular. E a auto e co-gestão do acampamento aponta para a possibilidade do socialismo.


     


    Contra isso se desencadeou a repressão com um aparato policial-militar à semelhança de uma operação de guerra. Porque estávamos confrontando o crescimento econômico assentado em mega-obras, como a transposição, para benefício de uma pequena elite econômica, a base de conluios econômico-político-eleitorais e a custas da exploração do povo e da dilapidação os bens da terra. O contraste com a simplicidade e altivez dos retirantes foi constrangedor. Irônico e trágico que ao mesmo tempo dois caminhões tenham sido assaltados perto dali, na BR 428… O crime prospera na região a despeito da maior presença repressiva do Estado.


     


    Prova de que nossa luta fortaleceu as suspeitas e as resistências foi a mobilização dos governadores dos estados “beneficiários” em defesa ao projeto, numa reaproximação com o projeto político do Presidente Lula e seu governo de coalizão direitista. A campanha que vão desencadear, custeada com dinheiro público, só fará propagar a mentira e a desinformação sobre o projeto. Não dirão, por exemplo, que é o povo quem vai pagar a conta de uma água tão cara, tornada mercadoria, destinada a grandes usos econômicos intensivos em água votados para a exportação.


     


    No Ministério da Integração foi demitido o coordenador Rômulo Macedo, que aqui nos disse estar há 30 anos construindo e defendendo o projeto. Em seu lugar uma pessoa mais próxima ao Ministro Geddel, que faz crescer seu poder dentro do governo, cada vez mais com a sua cara, a cara das elites retrógradas e venais. Por isso, no acampamento, atividade diária era tapar com pás e padiolas o “buraco do Geddel”, o canal inicial do eixo norte, cavado às pressas pelo Exército, para a inauguração encenada semanas atrás.


     


    A imposição do projeto não respeitou os povos indígenas e seus territórios – reconheceu o atual presidente da FUNAI, anulando o aval dado por seu antecessor. Ao ser criado o Grupo de Trabalho Truká para averiguar e atender a demanda deste povo sobre a área desapropriada, foram paralisadas as ações para a tomada d’água do eixo norte. Em continuidade à luta, na madrugada passada outra fazenda foi retomada pelos Truká na região. O desenvolvimento do Brasil nunca será verdadeiro nem legítimo se não reconhecer os direitos históricos dos povos indígenas.


     


    Nossa luta continua. Estamos no Assentamento Jibóia, do MST, a 10 quilômetros de Cabrobó, para onde viemos ontem em marcha de 13 quilômetros, capitaneados pelos índios Truká e de outros povos da região, num longo toré. Cresce a adesão e o apoio ao nosso movimento. Hoje se juntaram a nós 32 companheiros do Ceará, da região “beneficiária” da transposição. Nossos objetivos foram parcialmente atingidos; a vitória final será quando esse projeto cruelmente anti-povo for arquivado. TRANSPOSIÇÃO NÃO, CONVIVER COM O SEMI-ÁRIDO É A SOLUÇÃO! SÃO FRANCISCO VIVO – TERRA E ÁGUA, RIO E POVO!


     


    Cabrobó, 5 de julho de 2007.


     


    Povos Truká, Tumbalalá, Pipipã, Kambiwá, Pankará, Tuxá, Pankararu, Xukuru, Xukuru-Kariri, Kariri-Xocó, Xocó, Katokinn, Karapotó, Karuazu, Koiupanká, Atikum, Tinguí-Botó – Comunidades Ribeirinhas, Quilombolas, Vazanteiras, Brejeiras, Catingueiras e Geraiseiras da Bacia do Rio São Francisco – MST – MPA – MMC – MAB – APOINME – MONAPE – CETA – SINDAE – CÁRITAS – CIMI – CPP – CPT – CESE – KOINONIA – PACS – ASA – AATR – PJMP – Colônias de Pescadores – STRs – CREA/BA – SINDIPETRO AL/SE – CONLUTAS – Federação Sindical e Democrática de Metalúrgicos do Estado de MG – Terra de Direitos – Fórum Nacional da Reforma Agrária – Rede Brasileira de Justiça Ambiental – Fórum Permanente em Defesa do Rio São Francisco / BA – Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Norte de MG – Fóruns de Organizações Populares do Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco – Frente Cearense Por uma Nova Cultura da Água Contra a Transposição – Projeto Manuelzão/MG.


     

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  • 06/07/2007

    Il mondo che ci circonda nº 773
















    IL MONDO CHE CI CIRCONDA


    Nº 773


    Brasilia, 5 di luglio 2007  












    SOMMARIO:








    Canalizzazione: Il popolo Truká riprende uma nuova area nel municipio di Cabrobó, in Pernambuco


     


     


     


    L’azione succede dopo che il supposto proprietário della fattoria Mãe Rosa ha riavuto dalla giustizia il diritto di ritornare al latifondo reclamato.


    La fattoria era stata occupata, il 25 giugno, dagli indios Truká ed altri movimenti sociali ed entitá contrarie alla canalizzazione delle acque del fiume São Francisco. Il ritorno alla fattoria del proprietário é avvenuto con la presenza della polizia fortemente armata, ma non ci sono stati confronti. Le persone accampate sulla riva del fiume São Francisco che non sono ritornate alle loro cittá di origine, hanno marciato per 13 km fino al locale Jibóia dove si trovano famiglie legate al movimento dei lavoratori senza terra (MST). Questa mattina, i manifestanti hanno montato un nuovo accampamento e hanno deciso di continuare le azioni di protesta contro la canalizzazione del fiume São Francisco.


     


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