• 28/01/2009

    FSM 2009: no ritmo das águas

     


     


    O  previsível aconteceu. Choveu. No momento em que milhares de pessoas iam se aglomerando nas mediações da escadinha, no porto, até o terminal rodoviário, em Braz, numa extensão de mais de 6 mil metros, veio a “benção”,agradecimento da mãe terra conforme Librada, e quiçá de milhares de paraenses e gente do mundo inteiro. Era um pouco passado das três da tarde. Portanto dentro do horário da “chuva de inverno”, na região. Água torrencial, com alguns ventos sem exagero. Na medida, para tornar a passeata, um alegre ritual de corpos molhados, se movimento ao som dos mais diversos ritmos, do samba ao carimbo, do carnaval ao boi, do serimbó ao frevo.


     


    Se a chuva fez alguns se encolherem e encostarem embaixo das maquizes e abrigos ao longo do caminho, para outros o ritmo do cair dos pingos da chuva embalou o animo dos tambores e corações alegres ou indignados.  Se a chuva, tão previsível quanto o nascer do sol,  desorganizou um pouco uma seqüência e harmonia politicamente costurada, por outro lado deu asas à criatividade. Os povos indígenas que deveriam estar no grupo da frente, acabaram chegando já quase no final da passeata que ia tomando conta da rua Presidente Vargas. Cientes de seu lugar apressaram, o passo mo meio da multidão e chuva, chamando atenção da imprensa e , finalmente acabaram chegando ao seu posto, sem ultrapassagens perigosas, mas despertando olhares curiosos com suas belas pinturas corporais e vistosos cocares e colares.


     


    Talvez algumas imagens esperadas pela imprensa faminta, deixaram de acontecer sob a luz do sol. Em compensação os jornais deverão amanhecer com as imagens molhadas de corpos e corações embalados pelas águas que despencavam abundantes. Certamente muitos papeis ficaram ensopados, computadores discretos sob risco, vindos de outras lutas, como contou Fernando, máquinas fotográficas irrequietas experimentaram o carinho suave das águas que vão e voltam do coração da terra e da floresta, às nuvens pesadas no céu. Quem teve seu momento de desforra foram alguns vendedores de guarda-chuvas que  passavam sorridentes pela multidão oferecendo o produto do momento. Mas não tiveram tanto êxito, pois a maioria mesmo era da teoria de quem está na chuva é pra se molhar.


     


    Diante da esguia passagem dos indígenas, serpenteando  pela multidão, ao ritmo dos tambores, alguém comentada: veja, estão mais leves, talvez tenham mais claro o caminho e onde querem chegar. É uma nova lógica, novos paradigmas, novos mundos que estão sendo construídos. Talvez seja a hora de mirar, entender e nos inspirar mais na sabedoria milenar desses povos,escutando sua palavra.


     


    No Palco dos Povos


     


    Depois de percorrer mais de seis quilômetros a multidão foi se apinhando em frente ao palco, onde estava prevista a grande manifestação da pluralidade dos povos nativos da terra. O tom, as cores e os ritmos foram dados por boa parte dos 390 povos indígenas amazônicos presentes ao Fórum Social Mundial, articulados pelas diversas organizações dos povos, por paises ou grandes regiões como a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica-COICA, a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica Brasileira – COIAB, Coordenadora Andina de Organizações Indígenas,dentre dezenas de organizações indígenas diretamente envolvidas na articulação da presença e participação indígena neste FSM, além das Américas, África, Índia e Europa.


     


    Além das belezas e diversidade das danças, também houve  fortes denúncias pelas violências que estão sofrendo os povos indígenas  “selvagemmente” agredidos pelo atual modelo neoliberal e capitalista de desenvolvimento.  Entre os momentos bonitos, dentro das contradições, ambigüidades, indignações e sonhos do novo mundo possível, foi entoado o hino nacional do Brasil em Kayapó, o chamamento de solidariedade ao povo palestino, pelo fim das guerras genocidas…


     


    No palco dos povos, o movimento afroamericano deu seu recado através de um grupo jovens de vários estados nordestinos. Ao ritmo contagiante de várias músicas, a multidão apinhada vibrou. Outros setores importantes da luta do campo, dos ribeirinhos certamente terão seus espaços de manifestação durante os próximos dias do Fórum.


     


    Nos diversos espaços dos pré-foruns inúmeras e fortes denuncias já foram feitas, como de um líder indígena norte americano, sobre os testes nucleares que são realizados em terras indígenas de seu país e líderes nativos do Norte da Índia, que qualificaram o atual modelo de desenvolvimento, como terrorismo.


     


    Nesse grave momento de crise global, o Fórum Social Mundial se apresenta como um importante espaço de convergência das esperanças e experiências para as necessárias rupturas e mudanças para a construção desses novos mundos possíveis e inadiáveis.


     


    Egon Heck – Cimi – Belém, 28 de janeiro de 2008 

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  • 27/01/2009

    FSM 2009: Indígenas e movimentos sociais lançam campanha em defesa dos povos da Amazônia

    Ações visam sensibilizar brasileiros para a proteção da região e acabar com sentimento antiindígena na sociedade


     


    A intensa destruição de rios e matas da Pan-Amazônia e o sentimento antiindígena crescente na sociedade nacional motivaram um grupo de organizações indígenas, indigenistas e ambientais, movimentos sociais e universidades a iniciar a campanha Povos Indígenas na Amazônia: Presente e Futuro da Humanidade. A campanha será lançada dia 28 de janeiro, às 17h, na Tenda dos Povos Indígenas, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) no Fórum Social Mundial, Belém (Pará).


     


    A agressão ao meio ambiente causada, principalmente, por madeireiros, garimpeiros, pecuaristas e pelo avanço da fronteira agrícola (soja, cana…) afeta a sobrevivência dos indígenas, principalmente dos mais de 60 povos sem contato que vivem na região. O preconceito contra os indígenas, acirrado nos últimos anos, ameaça os direitos indígenas, conquistados com muita luta.


     


    Diante desse quadro, os povos indígenas e seus aliados, por meio da campanha, pretendem mostrar a importância dos indígenas para a sobrevivência de toda a humanidade. A campanha vai tratar da relação de respeito dos índios com a natureza e valorizar o modo de viver e ver o mundo dos povos: o bem-viver.


     


    Depois do lançamento, a campanha vai promover e facilitar momentos de sensibilização em escolas, associações, igrejas, etc e por meios de comunicação. Depois do mês de abril, as entidades promotoras da campanha vão organizar manifestações públicas para enfrentar questões políticas e de legislação, como a mudança do Estatuto dos Povos Indígenas e a criação do Conselho Nacional de Política Indigenista.


     


    Lançamento campanha Povos Indígenas na Amazônia: Presente e Futuro da Humanidade:


    Dia: 28/01/2009


    Horário: 17h-18h30


    Local: Tenda dos povos indígenas – UFRA


    Presentes: COIAB, COICA, CIMI, Secoya, UFAM, Fórum de Povos Indígenas do Pará


     


    Contatos para imprensa


    Marcy Picanço – Assessoria de Comunicação Cimi
    61 – 9979-7059 / 61 – 21061650


    Délio Alves – Assessoria de Comunicação Coiab


    91 – 8223-5777

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  • 24/01/2009

    Conflito de indígenas e madeireiros no Alto Vale do Itajaí (SC)

    Nós do Conselho Indigenista Missionário, Regional Sul  vimos por meio desta externar nossa preocupação com a iminência de conflito envolvendo os indígenas Xokleng e os madeireiros que estão localizados dentro dos limites da terra indígna La Klanõ, situada nos município de José Boiteux, Vitor Meireles, Dr. Pedrinho e Itaiópolis, no alto vale do Itajaí – Santa Catarina.


     


    Os Xokleng vem há muitos anos lutando para recuperar parte do seu território. Finalmente em 13 de agosto de 2003 a terra foi devolvida aos indígenas através da Portaria Declaratória 1.128, assinada pelo Ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, que reconheceu aos indígenas o legítimo direito sobre uma área de 37.108 hectares.


     


    Dentro desses limites da terra indígena, há presença de agricultores que compraram as terras com títulos concedido pelo estado de SC e empresas madeireiras. Esses ocupantes não-indígenas e o Estado de Santa Catarina tentaram anular os efeitos da Portaria 1.128 através de uma ação judicial, mas não obtiveram sucesso. A ação tramita no Supremo Tribunal Federal em Brasília.


     


    A demarcação da terra iniciada em 2004 ficou paralisada por força de liminar e retomada em abril de 2008. Porém a empresa contratada para proceder a demarcação não se sentiu segura para proceder aos trabalhos em função do “seqüestro” de seus funcionários por membros do governo do estado, da prefeitura municipal de Vitor Meireles e por madeireiros e agricultores da região. Fato denunciado ao Ministério Público Federal em Blumenau. A partir de então a demarcação segue paralisada, mas para efeitos legais a terra é indígena.


     


    Percebendo que em breve terão que desocupar as terras, as empresas madeireiras iniciam a retirada do que ainda resta do reflorestamento de pínus. Os indígenas solicitaram a interdição da área para evitar que esse patrimônio seja retirado, mas essa determinação não foi respeitada. Sendo assim, no último dia 9 os indígenas iniciaram um movimento para impedir que os madeireiros retirem as madeiras. Não é a primeira vez que os indígenas se mobilizam para impedir a retirada de madeira do reflorestamento, tanto que existe uma decisão judicial que impede tanto madeireiros como indígenas de retirar madeira deste local, mas infelizmente esse acordo não foi respeitado.


    O que tem nos preocupado é a ameaça iminente de um conflito na região, conforme informa a matéria do jornal diário catarinense de 23 de janeiro p. 24 onde colonos “prometem entrar em confronto armado com os índios se o conflito não for resolvido até no sábado”. Por isso é necessário e urgente a tomada de providencia por parte das autoridades competentes para evitar o conflito.


    Entendemos que é urgente e exigimos:


     


    1 – Que a Funai retome  o processo de demarcação física da área, paralisada em abril de 2008.


    2 – Que a Funai promova, concomitante a demarcação física,  o pagamento das benfeitorias aos ocupantes de boa-fé, e, conjuntamente, o Incra promova o reassentamento dos agricultores que estão dentro dos limites da TI;


    3 – Que o Governo do Estado de Santa Catarina cumpra o         que estabelece no Art. 148 A, da Constituição Estadual e indenize os agricultores que legalmente compraram as terras;


    4 – Pedimos também que MPF solicite o mais rapidamente o envio de um efetivo da Policia Federal para garantir a integridade física dos indígenas, bem como para promover o desarmamento na região.


     


    Florianópolis 23 de janeiro de 2009.
    Conselho Indigenista Missionário.

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  • 24/01/2009

    Povos indígenas da região de Guajará-Mirim (RO) ocupam sede da FUNAI

    Desde o dia 20 de janeiro os povos indígenas da região de Guajará-Mirim, a maioria do povo Oro Wari´ (Pakaa Nova), estão ocupando a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) desse município para exigir o cumprimento do Termo de Acordo firmado em 2006 entre os indígenas, FUNAI e Ministério Público Federal; denunciar a descriminação que sofrem  por parte de funcionários da FUNAI; a prisão de 5 indígenas durante 20 dias, bem como a violência policial em duas aldeias indígenas.


     A primeira ocupação da sede da FUNAI de Guajará-Mirim pelos povos indígenas dessa região ocorreu no final de janeiro de 2006 após uma tragédia onde faleceram 6 indígenas e que deixou 17 feridos num acidente de trânsito com um caminhão fretado pela FUNAI. Os indígenas reivindicavam a exoneração do então administrador Dídimo G. de Oliveira,  a participação das lideranças indígenas na escolha de um novo administrador, a assistência pela FUNAI na área de transporte com aquisição de veículos e barcos, a portaria de indígenas no cargo de chefe de posto e uma auditoria de imediato.  Para desocupar o prédio foi feito um Termo de Acordo, que só foi cumprido pelos indígenas. O novo administrador, Sr. Orlando Castro Silveira, foi nomeado sem a participação dos indígenas; o mesmo manteve toda a equipe e cargos de confiança da administração anterior; não providenciou a aquisição de transporte e demais reivindicações garantidas no Termo de Acordo e continua dando atendimento diferenciado entre as aldeias causando descontentamento e divisões internas. Continua tratando mal os indígenas como se eles não fossem sujeitos de direitos.


    Sobre a prisão dos indígenas que ocorreu no dia 3 de janeiro de 2009, apenas no dia 22 de janeiro, após 20 dias de reclusão os cinco indígenas conseguiram o alvará de soltura. Os povos indígenas denunciam a morosidade da FUNAI em entrar com o pedido de liberdade provisória, tendo em visto que somente 10 dias após a prisão é que uma procuradora federal entrou com esse pedido junto a Justiça Federal.


    Os indígenas que foram presos pertencem a uma família que, há 4 anos, a FUNAI transferiu da terra indígena Pacaas Novos para a Terra Indígena Karipuna, no município de Nova Mamoré, para fiscalizar a área. Prática estranha quando se sabe o tamanho da área a fiscalizar, a deficiência física do pai de família que só anda apoiado numa muleta, a violência dos madeireiros da região e a falta de apoio da FUNAI que há 2 anos não ofereceu mais ajuda de custo em alimentos e não consertou a radiofonia.Em 1995, quando reduziu a terra indígena Karipuna, o compromisso do órgão indigenista oficial era criar dois postos de fiscalização permanente neste local. Nesta terra indígena, rasgada de madeireiros, onde ocorre o roubo constante de madeira, não há autuação de madeireiros. Foi neste contexto de impunidade, de abandono por parte da FUNAI que os indígenas acabaram por ceder à pressão dos madeireiros permitindo a retirada de madeira pelo ramal onde moram. Uma denúncia “anônima” alertou a Polícia Ambiental que chegou no final da tarde do dia 3 de janeiro para prender os índios. O mais surpreendente é que os policiais não foram mais adiante autuar os madeireiros que estavam com seus maquinários e que puderam em seguida retirar a madeira derrubada. Alguns dias depois, a madeira proveniente da terra indígena foi encontrada na maior serraria da região. A serraria teria sido fechada e seu dono foi preso, entretanto conseguiu sua liberdade de imediato.


    Isso não foi o caso dos indígenas que durante 20 dias foram reclusos numa cela do presídio de Guajará-Mirim em condições de confinamento onde apenas coube duas colchonetes, com agravante que o mais idoso, além de portador de deficiência física, tem sérios problemas respiratórios devido a seqüelas de tuberculose.


    Segundo informação dos indígenas da aldeia “Linha 14” da Terra indígena Lage, com apenas 30 habitantes, em 08 de janeiro, uma operação de fiscalização de grande envergadura, com oito viaturas, sendo sete viaturas das policias ambiental e federal e uma da FUNAI, entraram com violência na aldeia, e dessa vez com a presença do chefe da fiscalização da FUNAI. Os policiais desceram das viaturas, armas apontadas para mulheres e crianças ocasionando grande pavor na aldeia. Naquela hora, tinham apenas dois homens indígenas, sendo que os demais estavam na coleta da castanha. Sem dar explicação para a comunidade, os policiais invadiram as casas, revirando tudo. Uma mulher e uma menina de 11 anos estavam lavando roupa e louça no igarapé quando foram assustados por um policial que chegou até elas apontando a sua arma. Um indígena preocupado com o gado que ia sair se dirigiu à porteira e foi parado por um policial que apontou a sua arma. Os dois homens dominaram o seu medo e indignados, explicaram as dificuldades pelas quais estavam passando e mostraram a casa de farinha que até hoje a FUNAI não terminou. Reconheceram que tiravam lascas de madeira procuradas pelos fazendeiros da região, entretanto não vendiam madeira de lei. O Delegado de Polícia Federal pediu para eles parar a venda de estacas e lhes disse que a violência da intervenção foi devido a informações recebidas da FUNAI.


    Os indígenas que três anos depois voltaram a ocupar o prédio exigem a presença do Presidente da FUNAI e a garantia de uma mudança radical na administração.


           


    Equipe CIMI de Guajará-Mirim-RO


     


    Guajará-Mirim, 23 de janeiro de 2009

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  • 24/01/2009

    FSM 2009: Indígenas farão atos e debates para articular a luta em defesa da mãe-terra

    Cerca de 1.500 indígenas do Brasil e quase 500 indígenas de outros países participarão da nona edição do Fórum Social Mundial (FSM), que acontece em Belém (Pará), entre 27 de janeiro e 1 de fevereiro. Os indígenas irão denunciar as agressões feitas aos povos e ao meio-ambiente em todo o planeta, principalmente na Abya Yala (América). Eles pretendem, a partir do evento, firmar uma agenda comum de lutas para enfrentar a crise ambiental e a mercantilização da vida.


     


    Dentre os principais temas a serem debatidos pelos indígenas estão: os grandes projetos de infraestrutura e os acordos de livre comércio que ameaçam suas terras; a importância das terras indígenas para a sustentabilidade do planeta; e a violência contra os povos indígenas e a criminalização das lideranças que lutam por suas terras.


     


    As atividades dos povos indígenas se concentrarão na Universidade Federal Rural do Pará (UFRA), na Tenda dos Povos Indígenas, mas também estão previstos debates com a participação indígena em outros espaços, como as tendas dos Povos da Floresta, dos Direitos Humanos e da Cartografia Social.


     


    No dia 27, pela manhã, as atividades começam com a Assembléia de Organizações e Povos Indígenas. A Coordenação Andina de Organizações Indígenas (CAOI) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), da qual participa a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), são as principais articuladoras dos indígenas no FSM. Após a Assembléia os indígenas farão um grande ato UFRA, onde formarão uma bandeira humana em defesa da Amazônia e do planeta.


     


    No dia 29, a partir do meio-dia, os indígenas farão uma caminhada pela UFRA e pela UFPA (Universidade Federal do Pará). À noite, haverá uma grande festa cultural, na rua Castilhos França (próxima ao mercado Ver-o-Peso).


     


    No dia 1 de fevereiro, os indígenas encerram suas articulações no FSM com uma assembléia na Tenda dos Povos Indígenas (UFRA), onde decidirão as ações a serem realizadas conjuntamente nos próximos anos.


     


    Atividades promovidas pelo Cimi


    Articulado com organizações indígenas e indigenistas e outros movimentos sociais, o Cimi promove 5 atividades no FSM (informações completas no fim da mensagem).


    28/1 – Encontro dos rios ameaçados no Brasil


    29/1 – Projetos hídricos em terras indígenas


    29/1 – Lançamento do Mapa Guarani Retã e da campanha Povos Indígenas na Amazônia: Presente e Futuro da Humanidade


    30/1 – Territorialidade e populações tradicionais no Brasil (povos indígenas e quilombolas)


    31/1 – Terra, território e identidade na Amazônia Oriental: um olhar das populações indígenas sobre os grandes projetos.


     


    Marcy Picanço – Assessoria de Comunicação
    61 – 9979-7059 / 61 – 21061650


    www.cimi.org.br


     


       


    FSM 2009 – Atividades Promovidas pelo Cimi e parceiros


     


     



    DIA 28 – REUNIÃO 
    ENCONTRO DOS RIOS AMEAÇADOS NO BRASIL


    Horário: 15H30 às 18H30


    Local: UFPA Básico bloco: Ab Sala: A 2 


    Dinâmica:


    15h30 – 17h30: Reunião para articular ações em defesa dos rios brasileiros


    17h30 – 18h30: Ato à beira do rio Guamá


    Organizadores: CIMI, MAB, Articulação Popular contra a transposição do Rio São Francisco.


    Convidados: Entidades e articulações que atuam em defesa dos rios brasileiros


           


     



     DIA 29 – PAINEL 
    PROJETOS HIDRELETRICOS EM TERRAS INDIGENAS


    Horário: 8h30 às 11h30
    Local: Tenda dos Povos da Floresta – UFRA 
    Dinâmica:
    9h30 – 10h15 – Depoimentos indígenas
    10h15 – 10h45 – Felício Pontes (Procurador da República) e Representante do MAB
    10h45 – 11h30 debate
    Organizadores: Fórum dos povos indígenas do Pará; CIMI, MAB
    Coordenação: Sheila Juruna de Altamira



    DIA 29 –  LANÇAMENTO
    Campanha: Povos Indígenas na Amazônia: Presente e Futuro da Humanidade
    Mapa Guarani Retã
      


    Local: Tenda dos Povos Indígenas
    Horário: 15h30h às 18h (dentro do painel
    Terras e Território dos Povos Indígenas no Pará e Abya Yala – Regularização, proteção e autonomia)



      DIA 30 –  PAINEL
    Territorialidade e Populações Tradicionais no Brasil (Povos Indígenas e Quilombolas)


    Local: Tenda Ir. Dorothy                                          
    Horário: 15h30 as 18h30
    Dinâmica:
    15h30 às 16h30 Painel
    Prof. Alfredo Wagner (Universidade Federal da Amazônia)  
    Dom Erwin (Bispo da Prelazia do Xingu e presidente do Cimi)
    Dionito Makuxi (Conselho Indígena de Roraima)
    Nice Machado (Quilombola – Maranhão)  
    Dijé (Quebradeira de côco – Maranhão)
    16h30 às 17h15 – Depoimentos:
    Índios da Raposa Serra do Sol, Indígenas Borari (Santarém –PA), Dom Roque (Bispo da Diocese de Roraima)
    17h45 às 18h30 – Debate 
    Coordenação: Paulo Suess



    Dia 31  – PAINEL
    Terra, Território e identidade na Amazônia Oriental: Um olhar das populações indígenas sobre os grandes projetos.        


    Horário: 8h30 às 11h30
    Local:
    UFRA  Medicina Veterinária sala    MV  001         
    Dinâmica:
    8h30 às 10h
     Painel
    Ireô Kaiapó (PA),
    Antônio Apinajé (TO), 
    Valdemar Kaíapor (MA)
    10h às 11h30 – Debate
    Coordenação: 
    Conselho Indigenista Missionário Cimi (Regional Norte II)

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  • 24/01/2009

    Indígenas Guarani e Terena participam do FSM-2009

     


    Cerca de 40 Guarani do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul (Brasil) e da região oriental do Paraguai, junto com representantes do povo Terena de Mato Grosso do Sul, estão a caminho de Belém/PA para participar do Fórum Social Mundial (FSM).


     


    A delegação indígena saiu de Porto Alegre dia 20 de janeiro e chegará a Belém dia 26 de janeiro, no caminho irão parar na terra do povo Apinajé, em Tocantins. Os indígenas estão muito satisfeitos de participar do Fórum por ser uma oportunidade de serem ouvidos.


     


    Carregando muita expectativa e esperança na convocatória dos movimentos sociais de todo o mundo, os indígenas vão para se juntar com seus irmãos indígenas do Brasil, da América Latina e de outros lugares do planeta. Igualmente com organizações e movimentos das más variadas representações da África, das Américas e Europa.


     


    “Esperamos que a participação dos Kaiowá-Guarani e Terena junto a outros povos indígenas no FSM seja um momento para fazer muitas denúncias sobre as violações que sofrem os povos indígenas. Esperamos também que seja um espaço para fortalecer a luta pela autonomia e autodeterminação dos povos indígenas”, manifestou Elvis Clei Polidario, jovem Terena da Aldeia Mãe Terra, de Miranda/MS.


     


    Elizeu Lopes, liderança do povo Kaiowá-Guarani, da aldeia Kurusú Ambá, município de Amambaí/MS, disse que o FSM vai ser um espaço importante para colocar perante o mundo a necessidade urgente que há de demarcar terras indígenas no Brasil e os outros paises. E falou também que “nós do Mato Grosso do Sul, especialmente, vamos denunciar o governador André Puccinelli por pregar a violência contra os indígenas, pois ele está contra a demarcação de terra e falou que se há demarcação a favor dos povos indígenas, em Mato Grosso do sul vai ter guerra; e nos consideramos isso como um chamado á violência”.


     


    O Terena Inácio Faustino, da Aldeia Mãe Terra, assinalou que “nosso objetivo no FSM é continuar a luta para garantir nosso direito, especialmente, dar força para o processo de demarcação de terra do povo kaiowá-Guarani no Brasil, e para terminar pronto à demarcação física e homologação do território de nosso povo Terena na região de Miranda no Mato Grosso do Sul”.

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  • 22/01/2009

    Newsletter n. 850: WSF2009: Indigenous Peoples intend to create common agenda to fight in defense of the environment

     


    ·        WSF2009: Indigenous Peoples intend to create common agenda to fight in defense of the environment


    ·        Indigenous Delegation discusses WSF themes on the waters of the Amazon River


     


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    WSF2009: Indigenous Peoples intend to create common agenda to fight in defense of the environment


     


    From January 27 to February 1, nearly 3 thousand indigenous persons from around the world will be in Belém, Pará, to participate in the ninth edition of the World Social Forum (FSM). The indigenous peoples hope to come away from the event with a firm common agenda of intercontinental struggle to face the environmental crisis and to intensify the international articulation and mobilization of indigenous peoples.


     


    According to the Indigenous Commission of the WSF, the indigenous presence in this Forum will be the largest of all the editions, which shows the advance of the articulation of the peoples. There will be at least 1,500 indigenous in Belém from scores of peoples of Brazil and more than 500 indigenous of peoples from Latin America and from other continents. By comparison, in 2005, the last WSF held in Brazil, in Porto Alegre, approximately 500 indigenous participated, nearly all Brazilian.


     


    The activities of the indigenous peoples will be concentrated at the Federal Rural University of Pará (UFRA), in the Indigenous Peoples Tent, but debates are also anticipated with indigenous participation in other spaces, like the tent of the Peoples of the Forest, of Human Rights and the Social Cartography tent. Questions such as the production of foods and agricultural policies will also be discussed, in articulation with Via Campesina.


     


    In the Tent of the Indigenous Peoples, there will be panel discussions, assemblies, cultural activities, campaign launches, etc. On Jan. 27, the activities commence with the Assembly of Organizations and Indigenous Peoples. The Andean Coordination of Indigenous Organizations (CAOI) and the Coordination of the Indigenous Organizations of the Amazon Basin (COICA), in which the Coordination of Indigenous Organizations of the Brazilian Amazon (COIAB) participates, are the principal articulators for the Indigenous Peoples in the WSF. These and other indigenous organizations from the entire world are expected to contribute with the construction of a new world paradigm, drawn from indigenous values and experiences, especially in Latin America.


     


    According to Roberto Spinoza, of the COICA, a member of the Indigenous Commission of the WSF, the objective is to leave with an agenda for the struggles of 2009. “We have already been experiencing a strong moment for indigenous mobilization since day 12 of October. Also we are already working on the realization of the Social Forum Theme for 2010, which has as its major axis Civilizational Crisis, Decolonization, Environmental Cataclysm and Collective Rights”.


     


    Indians arrive by land, river and air


    Many indigenous participants in the WSF are already on their way to Belém. One ship with 150 indigenous representatives from Amazonas and Roraima departed yesterday, Jan 21, from Manaus for the WSF. While they navigate the largest river in the world the indigenous are debating themes like the guarantee of the indigenous territories, the impacts of the massive projects in Amazônia and environmental preservation in the context of climate change.


     


    On day 20 of January, a bus departed from Rio Grande do Sul heading for Belém. About 50 Guarani (from the southern states and from Mato Grosso do Sul) compose the delegation, which, on the way to the FSM, will stop at the land of the Apinajé, in Tocantins, for cultural exchange and articulations between the peoples.


     


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    Indigenous Delegation discusses WSF themes on the waters of the Amazon River


     


    Ticuna, Kambeba, Canamari, Caixina, Yanomami, Macuxi, Mura, Wapichana, Sateré Maué, Tapuia, Baré, Yekuana, Maya and various other indigenous peoples who are part of the delegation that will participate in the 2009 WSF, discuss themes of the Forum on board the ship Rocha Neto.


     


    After day one of the voyage the delegation made a brief stop in the port of the city of Parintins (AM) on the afternoon of day 21/01. The public demonstration planned was cancelled due to a heavy rain that fell just at the moment of arrival. Despite the rain, the indigenous leaders were not discouraged and characterized by their paint and traditional vestments, danced and sang through the rain shower under awnings on the ship taking them to Belém (PA).


     


    The indigenous leaders and the coordination of the delegation took advantage of the moment for contact with the press, expressing their expectations relative to the WSF and approaching such issues of interest to the indigenous movement as: the guarantee of the indigenous territories, impacts from the massive projects in Amazônia, environmental preservation in the context of climate change and global warming, Latin-American indigenous problematics, indigenous proactivism, now affirmed with the election of 4 (four) mayors and numerous councilmen in the states of Amazônas and Roraima, the challenges of their own health and education, as well as the contribution of indigenous “good living” to the well being of humanity and the planet.


     


    At night the discussions returned to specific issues of the indigenous peoples of the Amazon Basin. The leaders were presented with information about the Campaign “Indigenous Peoples in the Amazon: Present and Future of Humanity”, followed by a debate about the problems of the communities.


     


    For indigenous leaders the campaign that will be launched at the WSF will give visibility to the struggle of the peoples who resist the projects imposed by the dominant society. They further affirm that the indigenous peoples are the primary guardians of the forest, for this they would like the guarantee of demarcation of their territories, to assure the continuity of their peoples., of Amazonia and of humanity.


     


    Today, Thursday Jan 22, the delegation ship made a stop in the municipality of Santarém (PA) for a public demonstration in favor of the indigenous peoples.


     


    Brasília, 22nd of january 2009


    Cimi – Indianist Missionary Council


    www.cimi.org.br

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  • 22/01/2009

    Info-Brief 850: Weltsozialforum 2009: Indios wollen gemeinsamen Einsatz für Umwelt

    Von 26.1. bis 1.2. werden an die 3.000 indigene Vertreter aus der ganzen Welt nach Belém (Pará) zum neunten Weltsozialforum kommen. Ausgehend von diesem Treffen wollen die Indios ihre interkontinentale Zusammenarbeit verstärken, um der Umweltkrise besser zu begegnen und die internationale Mobilisierung der indigenen Völker ausweiten.


     


    Diesmal werden noch mehr indigene Vertreter teilnehmen als bisher und das sei ein Beweis des Fortschritts der indigenen Bewegung, wie die Indigene Kommission für das Weltsozialforum bekannt gab. Mindestens 1.500 Indios werden aus Brasilien und 500 Vertreter aus Lateinamerika erwartet. Beim letzten in Brasilien stattgefundenen Forum, 2005 in Porto Alegre, zählte man 500 indigene Teilnehmer aus dem ganzen Land.


     


    Die Aktivitäten der indigenen Völker sind vor allem rund um die Bundesuniversität von Pará, im Zelt der Indigenen Völker geplant. Indios werden aber auch bei anderen Diskussionen im Zelt der Völker des Waldes, der Menschenrechte und der Sozialen Karte mitwirken. Thematisiert werden auch die Lebensmittelproduktion und die Landwirtschaftspolitik.


     


    Neben Versammlungen, Podiumsdiskussionen und Arbeitsgruppen gibt es auch Kampagnen und kulturelle Darbietungen. Am 27.1. wird die Versammlung der Organisationen der Indigenen Völker eröffnet. Die Andine Koordination der Indigenen Organisationen (CAOI) und die Koordination der Indigenen Organisationen aus Amazoniens Bucht  (COICA), der die Koordination der Indigenen Organisationen vom brasilianischen Amazonien angehört, sind die bedeutendsten Organisationen bei diesem Forum. Diese und andere indigene Organisationen wollen einen weltweiten Paradigmenwechsel, ausgehend von den indigenen Werten und Erfahrungen, vor allem in Lateinamerika.


     


    Laut Roberto Spinoza, Mitglied der Indigenen Kommission des Weltsozialforums, sollen die Aktivitäten für das laufende Jahr vereinbart werden. „Wir planen eine starke Mobilisierung für den 12. Oktober. Daneben überlegen wir bereits Themen für das Sozialforum 2010, das sich vor allem mit der zivilisatorischen Krise, mit der ökologischen Sintflut und kollektiven Rechten befassen wird“, so Spinoza.


     


    Indios kommen auf dem Landweg, auf Flüssen und mit Flugzeugen.


     


    Viele Indios sind bereits nach Belém unterwegs. An die 150 Indios aus Amazonas und Roraima sind gestern in Manaus an Bord eines Schiffes gegangen. Während ihrer Reise auf dem wasserreichsten Fluss der Welt diskutieren sie  Themen wie die Garantie indigener Territorien, die Auswirkungen großer Projekte auf Amazonien sowie den Umweltschutz im Kontext klimatischer Veränderungen.


     


    Am 20.1. ist ein Bus aus Rio Grande do Sul mit etwa 50 Guarani aus Bundesstaaten im Süden und aus Mato Grosso do Sul abgefahren. Unterwegs gibt es einen Stopp im Gebiet der Apinajé in Tocantins für einen kulturellen Austausch unter den Gemeinschaften.


     


    Brasília, 22. Januar 2009


    CIMI – Indianermissionsrat

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  • 22/01/2009

    Informe n. 850: FSM 2009: Indígenas pretendem criar agenda comum de luta em defesa do meio ambiente

    De 27 de janeiro a 1º de fevereiro, quase 3 mil indígenas de todo o mundo devem estar em Belém, Pará, para participar da nona edição do Fórum Social Mundial (FSM). Os indígenas esperam, a partir do evento, firmar uma agenda comum de lutas intercontinental para enfrentar a crise ambiental e intensificar a articulação e mobilização internacional dos povos indígenas.


     


    Segundo a Comissão Indígena do FSM, a presença indígena neste Fórum será a maior de todas as edições, o que mostra o avanço da articulação dos povos. Estarão em Belém pelo menos 1.500 indígenas de dezenas de povos do Brasil e mais de 500 indígenas de povos da América Latina e de outros continentes. Para comparação, em 2005, no último FSM realizado no Brasil, em Porto Alegre, participaram aproximadamente 500 indígenas, quase todos brasileiros.


     


    As atividades dos povos indígenas se concentrarão na Universidade Federal Rural do Pará (UFRA), na Tenda dos Povos Indígenas, mas também estão previstos debates com a participação indígena em outros espaços, como as tendas dos Povos da Floresta, dos Direitos Humanos e da Cartografia Social. Questões como a produção de alimentos e as políticas agrícolas também serão discutidas, em articulação com a Via Campesina.


     


    Na Tenda dos Povos Indígenas, ocorrerão painéis, assembléias, atividades culturais, lançamento de campanhas, etc. No dia 27, as atividades começam com a Assembléia de Organizações e Povos Indígenas. A Coordenação Andina de Organizações Indígenas (CAOI) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), da qual participa a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), são as principais articuladoras dos indígenas no FSM. Essas e outras organizações indígenas do mundo inteiro têm expectativa de contribuir com a construção de um novo paradigma mundial, a partir dos valores e experiências indígenas, especialmente na América Latina.


     


    Segundo Roberto Spinoza, da COICA, que integra a Comissão Indígena do FSM, o objetivo é sair com uma agenda para de lutas 2009. “Já estamos prevendo um momento forte de mobilização indígena para o dia 12 de outubro. Também já estaremos trabalhando na realização do Fórum Social Temático para 2010, que tem como grande eixo Crise Civilizatória, Descolonização, Cataclisma Ambiental e os Direitos Coletivos.”, afirmou.


     


    Índios chegam por terra, rio e ar


    Muitos indígenas que participarão do FSM já estão a caminho de Belém. Um barco com 150 indígenas do Amazonas e de Roraima partiu ontem, 21, de Manaus para o FSM. Enquanto navegam pelo maior rio do planeta, os indígenas debatem temas como a garantia dos territórios indígenas, os impactos dos grandes projetos na Amazônia e a preservação ambiental no contexto das mudanças climáticas.


     


    No dia 20 de janeiro, um ônibus partiu do Rio Grande do Sul rumo a Belém. Cerca de 50 Guarani (dos estados do sul e do Mato Grosso do Sul) compõem a delegação, que, no caminho para o FSM, irá parar na terra dos Apinajé, em Tocantins, para intercâmbio cultural e articulações entre os povos.

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  • 22/01/2009

    Delegação indígena discute temas do FSM nas águas do rio Amazonas

    Ticuna, Kambeba, Canamari, Caixina, Yanomami, Macuxi, Mura, Wapichana, Sateré Maué, Tapuia, Baré, Yekuana, Maya e vários outros povos indígenas que fazem parte da delegação que participará do FSM 2009, discutem temas do Fórum a bordo do barco Rocha Neto.


     


    Após um dia de viagem a delegação fez uma breve parada no porto da cidade de Parintins (AM) na tarde do dia 21/01. A manifestação pública prevista foi cancelada devido a forte chuva que caiu sobre a cidade no momento da chegada. Mesmo debaixo de chuva, os líderes indígenas não desanimaram e caracterizados com pinturas e vestimentas tradicionais dançavam e cantavam mesmo debaixo de chuva na coberta do barco que os leva até Belém (PA).


     


     As lideranças indígenas e a coordenação da delegação aproveitaram o momento para contato com a imprensa externando suas expectativas em relação ao FSM e abordando temas de interesse do movimento indígena como: a garantia dos territórios indígenas, impactos dos grandes projetos na Amazônia, a preservação ambiental no contexto das mudanças climáticas e do aquecimento global, problemática indígena latino-americana, o protagonismo indígena que se afirma com a eleição de 04 prefeitos e numerosos vereadores nos estados do Amazonas e Roraima, os desafios da saúde e da educação próprias, bem como a contribuição do “bem viver” indígena para o bem estar de toda a humanidade e do planeta.


     


    À noite as discussões voltaram-se para assuntos específicos dos povos indígenas da Bacia Amazônica. Para conhecimento dos líderes foram exibidas informações sobre a Campanha “Povos Indígenas na Amazônia: Presente e Futuro da Humanidade”, seguido de um debate sobre problemas e desafios das comunidades.


     


    Para os líderes indígenas a campanha que será lançada no FSM dará visibilidade a luta dos povos que resistem aos projetos impostos pela sociedade envolvente. Afirmam ainda que os povos indígenas são os principais guardiões da floresta, por isso querem a garantia da demarcação de seus territórios, para assegurar a continuidade de seus povos, da Amazônia e da humanidade.


     


    Neste dia 22/01 (quinta feira) o barco da delegação fará uma parada no município de Santarém (PA) para manifestação publica em favor dos povos indígenas.

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