Indígenas de Rondônia e Mato Grosso se preparam para lutar por suas terras
Diminuir a área indígena não será fácil. A frase é de Roberto Cinta Larga, um dos representantes da comitiva que está em Brasília e foi ouvido pelo CIMI para tratar uma série de pautas junto aos três poderes. Ela foi dita durante uma reunião que aconteceu no Centro de Formação Vicente Cañas, na manhã de hoje (23), onde a delegação de indígenas de Rondônia e Mato Grosso está hospedada.
A ameaça no Congresso por meio da PEC 215/00, a estagnação nos processos de demarcação de terras, bem como as invasões e as pressões para diminuir as áreas indígenas compõe a principal pauta das lideranças indígenas que estão articuladas para sensibilizar parlamentares e pressionar o governo sobre o tema. Além disso, questões específicas como povos que ainda buscam reconhecimento, revisão de demarcação e ampliação de áreas demarcadas também figuram sobre a pauta das audiências que devem acontecer essa semana. O sucateamento da FUNAI e o enfraquecimento do órgão também está sendo questionado.
Outra questão bastante polêmica e que também é uma das principais pautas se refere ao tema do pagamento por serviços ambientais, a exemplo do projeto Carbono Suruí. Representantes do povo Suruí exigem o cancelamento e total interrupção do projeto na região. Isso porque, entre outras questões, segundo um dos representantes da comitiva, Henrique Surui, o projeto está enriquecendo uns e causando discórdia e divisões no povo. “Nossas famílias estão brigando entre si por causa desse projeto”, explicou.
A educação escolar indígena e a atenção à saúde indígena também são pautas da delegação que já possui uma agenda ao longo da semana. Confira a programação:
Já na manhã desta terça-feira (24) algumas das lideranças serão recebidas para uma entrevista na Rádio Nacional da Amazônia. Ainda pela manhã, está marcada uma audiência com representantes da FUNAI.
Na quarta-feira a delegação participa de um café da manhã na Câmara dos Deputados e o dia será reservado para visita de parlamentares, na qual pretendem entregar um documento com as principais demandas da região.
Quinta-feira será a vez do Judiciário. O grupo pretende visitar o Supremo Tribunal Federal para sensibilizar os ministros a votarem contra a decisão da 2ª Turma, que votou em favor de restrições aos direitos dos povos em dois casos referentes ao alcance do que é terra tradicional indígena.
Para mais informações:
Assessoria de comunicação do CIMI
Telefones: (61) 99797059
Email: [email protected]
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Segundo denúncia realizada junto ao Ministério Público Federal (MPF), na manhã do último dia 7, um jovem Kaiowá de 17 anos foi sequestrado por um grupo armado, nas imediações de Naviraí (MS), e submetido a sessões de tortura – espancamentos e pressão psicológica. O indígena vive em acampamentos que compõem a Terra Indígena Santiago Kue, localizados às margens da BR-163, trecho que liga as cidades de Juti e Naviraí. 
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