• 14/09/2006

    Vice-presidente da CPT morre em acidente de trânsito em Minas Gerais


    Dom José Mauro Pereira Bastos, vice-presidente da Comissão Pastoral da Terra, faleceu em um acidente automobilístico hoje, 14 de setembro, no final da manhã, no município de Carmópolis de Minas, em Minas Gerais. Ele saiu de Guaxupé e se dirigia para Belo Horizonte.  Foram envolvidos no acidente outros cinco veículos, sendo que a maioria pegou fogo. Segundo a policia, três outras pessoas também morreram. Dom José Mauro era bispo de Guaxupé, diocese que assumiu em junho deste ano. Em abril ele foi eleito vice-presidente da CPT.



     


    Biografia


    Nasceu dia 12 de setembro de 1955, em cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo. Freqüentou o curso de Filosofia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Belo Horizonte, MG, e o de Teologia no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória, ES. No período de 1984 a 1985, fez mestrado em Teologia Bíblica na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Dom José era membro da Congregação da Paixão de Jesus Cristo (Passionista) e foi sagrado bispo em 17 de setembro de 2000, assumindo, então, como primeiro bispo da Diocese de Janaúba, em outubro deste mesmo ano.


    Em 1988 desempenhou a função de consultor da Província Nossa Senhora das Dores em Nápoles, Itália. Dom José ainda foi pároco das igrejas Santa Maria Gorette, em Cariacica, ES, em 1987; da Paróquia São Paulo da Cruz, Belo Horizonte, MG, entre 1999 e 2000; e da Paróquia Nossa Senhora da Penha, em Barbacena, MG, em 2000. Em 1987 tornou-se professor de Teologia no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória, ES. Entre 1989 e 1995, foi vigário regional do Vicariato Nossa Senhora da Vitória, nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.


     


    Informações sobre o acidente 


    Jornal Estado de Minas


     


    Foi liberada parcialmente no início da tarde desta quinta-feira, a BR-381, no trecho próximo a Carmópolis de Minas, a 116 km de Belo Horizonte, no Centro-Oeste de Minas. A rodovia ficou interditada por causa de um acidente que matou pelo menos quatro pessoas e deixou quatro feridos no meio desta manhã. Três carretas, uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e quatro veículos de passeio se envolveram na batida. Um congestionamento de cerca de cinco quilômetros se formou na estrada logo depois da colisão.



    Segundo informações da PRF, a carreta, de placa CRM-5839, transportava uma ponte e ia no sentido BH. A viatura escoltava o veículo, que ia em baixa velocidade. Outro caminhão, que também seguia no mesmo sentido, não conseguiu frear e acabou atingindo um Ford Focus, placa HAA-5700. Depois, este mesmo caminhão prensou um Astra, placa GVG-7281, um Corsa, placa GKP-0310, e a viatura da PRF contra a mureta de proteção de uma ponte, que passa sobre o Ribeirão Japão Grande, no km 585 da rodovia. O caminhão atravessou a mureta e caiu no rio, juntamente com o Astra, e pegou fogo. O Focus e um Uno que também estavam na frente do caminhão foram jogados para o outro lado e não foram prensados. Um outro caminhão que seguia atrás da carreta que caiu no ribeirão, virou bruscamente o veículo para não se envolver no acidente e acabou tombando.



    O fogo também atingiu o Astra, o Corsa e a viatura. Três pessoas que estavam no Corsa, dois adultos e uma criança, ainda não identificados, morreram carbonizados. O motorista do Astra, que era Bispo de Guaxupé, no Sul de Minas, dom José Mauro Pereira Bastos, de 51 anos, também morreu queimado. Ainda não se sabe o número total de feridos e nem de mortos porque os carros consumidos pelas chamas ficaram completamente destruídos.



    Segundo informações da PRF, o policial rodoviário e o motorista do caminhão carbonizado conseguiram sair e foram encaminhados para hospitais da região. O motorista do Uno também teria sido socorrido e encaminhado para um hospital de Oliveira.



    Até o momento, há somente a confirmação do nome do motorista que dirigia o caminhão que tombou, Kellis Chagas Braue, de 21 anos, que teve uma fratura no braço e foi encaminhado para a Santa Casa de Oliveira. O estado dele é estável, segundo informou a instituição. (com informações de Fábio Fabrini/Estado de Minas)

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  • 14/09/2006

    Informe n.º 732: Missionários estudam religião dos Munduruku em Santarém, no Pará

    Como missionários e religiosos podem atuar com povos indígenas respeitando a religião deles? Como uma missão com quase 100 anos pode mudar os rumos de seu trabalho e passar a fortalecer a religião do outro?


     


    Para começar, é preciso entender a religião alheia e compreender de que forma ela tem sido transformada, seja pelas mudanças no conjunto da vida indígena, seja pela presença da própria missão. Com estes desafios, 20 religiosos e leigos estão reunidos desde terça-feira (12/9), em Santarém, Pará, estudando a religião do povo Munduruku, que vive nas proximidades do rio Tapajós, no sudoeste paraense.


     


    “Não estudamos uma outra religião para acreditar nela, mas para compreendê-la”, sintetiza Lucia Rangel, antropóloga que assessora o encontro. “Em geral, as religiões indígenas têm concepções diferentes das crenças ocidentais sobre a vida e a morte, o corpo e a alma, a ligação entre religião e trabalho. Estas são atividades que não acontecem fragmentadas. Enquanto trabalham, os povos rezam. Enquanto comem e bebem, transcendem. É um mundo integrado”, afirma Rangel.


     


    Da mesma forma, as instâncias da vida social Munduruku são profundamente relacionadas. A caça é atividade econômica, mas tem também valor social, pois as habilidades necessárias para ela são as mesmas necessárias para a guerra, e esta é uma sociedade tradicionalmente guerreira. A caça está relacionada a atividades religiosas porque sua realização precisa ser preparada de forma ritual, já que os animais também possuem espíritos. E os espíritos dos bichos são femininos: cada animal tem um espírito-mãe. Assim, a caça é uma atividade masculina, mas cabe às mulheres proteger a caça. São papéis distintos e complementares.


     


    Até sexta-feira, o grupo pretende compreender melhor as formas espirituais deste povo que foi guerreiro, agricultor e caçador durante muitos séculos, e que vem convivendo com outras formas de produção, como a extração do látex, a criação de gado, e o garimpo. Estas atividades trazem mudanças para o cotidiano e, portanto, para as relações sociais entre os Munduruku, o que leva a reordenamentos de seus elementos religiosos.


     


    Missão reavaliada


     


    Construída pela Igreja Católica há cerca de 100 anos, a missão francisclariana que atua com os Munduruku passa, desde o ano 2003, por um intenso processo de avaliação. As mudanças começaram pelo reordenamento interno: o trabalho que antes era desenvolvido em paralelo por frades franciscanos e por irmãs do Imaculado Coração de Maria passou a ser coordenado conjuntamente pelos grupos, através de uma Aliança Francisclariana. Todas as dimensões do trabalho da missão – em saúde, educação e evangelização – têm sido revistas. Eles pretendem que a escola da missão seja, no futuro, administrada pelos indígenas e, desde antes da avaliação, já vinham buscando uma educação bilíngüe, respeitando o idioma aprendido em casa pelas crianças. Agora, seguem o trabalho construindo materiais didáticos indígenas.





     


    Funai envia documentos ao MJ comprovando que Aracruz Celulose ocupa terra indígena no ES


     


    Com 22 dias de atraso, a Fundação Nacional do Índio (Funai) enviou no dia 12 de setembro ao ministro da Justiça os documentos que comprovam que áreas do município de Aracruz, no Espírito Santo, são território dos povos Tupinikim e Guarani e devem ser demarcadas. O parecer se refere às áreas de Comboios, Caeiras Velha e Pau Brasil.


     


    O prazo legal para o envio dos documentos era o dia 20 de agosto. Agora, segundo o Decreto 1775/96, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos tem 30 dias (até 12 de outubro), para assinar a portaria declaratória corrigindo os limites da terra de 7 para 18 mil hectares. Caso não concorde com o parecer, ele também pode retornar o processo para a Funai, pedindo mais informações, ou arquivá-lo.


     


    Desde a semana passada os indígenas cobravam uma atitude da Funai. Entre os dias 6 e 12 deste mês, cerca de 200 indígenas ocuparam a área reivindicada, que está ocupada por plantação de eucaliptos da empresa Aracruz Celulose. Eles derrubaram árvores e queimaram as toras como forma de protesto. Os indígenas interromperam a derrubada, mas ainda estão na área e só sairão quando o ministro da Justiça assinar a portaria declaratória.


     


    Segundo Winie Overbeek, da Ong Fase, a Aracruz está fazendo uma campanha de difamação aos Tupinikim e Guarani. A empresa tem distribuído panfletos em escolas e faculdades onde divulga os mesmos argumentos que usou na contestação enviada à Funai. Alega que a região nunca foi ocupada por estes povos e diz que os atuais representantes dos Tupinikim e dos Guarani não são indígenas.


     


    A assessoria do ministro da Justiça informou que o parecer enviado pela Funai está sendo analisado pela Consultoria Jurídica do Ministério.


     


    Brasília, 14 de setembro de 2006.


     


    Cimi – Conselho Indigenista Missionário


     

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  • 14/09/2006

    Epidemia de diarréia e vômito mata duas crianças na terra Guaporé, em Rondônia

    Uma epidemia de diarréia associada a vômitos atinge as aldeias indígenas de Guajará-Mirim e mata duas crianças do povo Cujubim da aldeia de Ricardo Franco, Terra Indígena Guaporé, em Rondônia, repetindo o que ocorreu em abril do ano passado.


     


    A primeira vítima, uma criança com dois meses de idade, faleceu em agosto. Ela foi removida numa voadeira (lancha) da equipe de enfermagem que estava a trabalho na aldeia, entretanto com atraso, visto que a criança foi a óbito no meio da viagem.


     


    No dia 6 de setembro, faleceu a segunda criança, aos nove meses de idade. Neste caso, o Agente Indígena de Saúde (AIS) havia telefonado ao Pólo-Base solicitando uma viatura de emergência para encaminhar duas crianças desidratadas. No dia 5  de setembro, a voadeira do Pólo-Base se deslocou de Guajará-mirim e chegou à noite na aldeia. A auxiliar de enfermagem tentou colocar um soro nas crianças, mas não conseguiu um acesso venoso. Antes de amanhecer o dia e da voadeira retornar, uma das crianças tinha falecido.


     


    Na terra Guaporé há 5 aldeias e mais de 600 indígenas, sendo Ricardo Franco a maior delas com mais de 400 pessoas pertencendo a 10 povos indígenas. Desde setembro de 1999, quando a FUNASA assumiu a responsabilidade da saúde indígena, as comunidades indígenas de Guaporé e seus conselheiros solicitam a compra de uma voadeira para socorrer as emergências. Constam outras reivindicações como um equipamento radiofônico, materiais (como um aparelho para medir pressão) e a contratação de mais um AIS para a aldeia Ricardo Franco. Reivindicações estas que são aprovadas a cada ano pelos Conselhos Local e Distrital de Saúde Indígena e não são atendidas pela FUNASA que alega a falta de recursos.


     


    A maioria das aldeias do Pólo-Base de Guajará-Mirim encontra-se na mesma situação e receiam a ocorrência de óbito por falta de assistência.


     

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  • 14/09/2006

    Raposa Serra do Sol – CIR lança Campanha Pós-Homologação

    O Conselho Indígena de Roraima (CIR) lançou no dia 07 de setembro, durante o Grito dos Excluídos 2006, a Campanha Pós-Homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, homologada em abril de 2005. A oficialização do ato foi feita pelo coordenador, Marinaldo Justino Trajano, que leu na íntegra o conteúdo da carta.


     


    O evento, organizado pela sociedade civil, reuniu cerca de 1500 pessoas entre indígenas, trabalhadores rurais e da cidade, Movimentos Sociais e Populares que se manifestaram pelas ruas de Boa Vista, capital do Estado, num “grito” unido por cidadania, dignidade e justiça social.


     


    Abaixo, a íntegra da carta.


     


    TÎPATA YAPURÎNEN KO´MAMÎ TUMURUKOMPE


    Quem honra sua terra, permanece unido!


     


    Reafirmamos nossa autonomia!


     


    A Raposa está viva e sobe a Serra para olhar o pôr do Sol! Nossa terra foi reconhecida e ainda há muitos caminhos pela frente, por isso nós lideranças indígenas do Conselho Indígena de Roraima – CIR, neste dia 07 de setembro de 2006, queremos soltar o Grito de Convocação para somar forças, de indígenas e não indígenas, para consolidar os direitos dos povos indígenas.


     


    A Campanha TÎPATA YAPURÎNEN KO´MAMÎ TUMURUKOMPE é motivada pela problemática vivida pelas comunidades indígenas da TI Raposa Serra do Sol, que exigem a garantia e proteção integral de suas terras e da natureza.


     


    Já passaram mais de 04 meses do prazo final estipulado pelo Decreto homologatório, expirado no dia 15/04/2006, para retirada dos ocupantes não indígenas na TI RSS. A cada dia aparecem novas justificativas para protelar a extrusão e, até o momento, poucos ocupantes saíram da terra indígena.


     


    Os arrozeiros continuam a explorar indevidamente nossa terra e rios, são os que mais resistem. Com o apoio político tentam impor a resistência e invasão nas comunidades indígenas. A demora dos órgãos governamentais em cumprir com sua obrigação de garantir integralmente a TIRSS aos povos indígenas, tem contribuído com ameaças as nossas lideranças e a proliferação da bebida alcoólica nas pequenas vilas a serem desocupadas, isso tudo tem gerado muita insegurança e intranqüilidade.


     


    Quem vai reparar os danos provocados a nossa terra? A terra representa a vida para todos nós, índios e não índios, somos os guardiões desses bens. Precisamos de respostas as nossas demandas, reverter a impunidade. Porém, persistem reclamações antigas, monocultura do arroz, com reclamações de danos ambientais. A diminuição da caça, da pesca, das frutas silvestres e de outros materiais têm impactos diretos na vida das comunidades que precisam recriar as condições para assegurar a abundância de alimentos, o seu bem estar e o futuro das novas gerações.


     


    Queremos trabalhar nossa terra, mas de forma sustentável com respeito e união dos povos. Podemos contribuir para um Estado melhor e mais justo, ter nossos projetos de auto – sustentação.


     


    TÎPATA YAPURÎNEN KO´MAMÎ TUMURUKOMPE por isso, tem a finalidade de consolidar os direitos dos povos indígenas da Raposa Serra do Sol, que tem objetiva se fazer ouvir os povos indígenas através desta Campanha:


     


    – Garantir e agilizar o processo de extrusão dos ocupantes não índios do interior da Raposa Serra do Sol, sobretudo dos arrozeiros;


    – Sensibilizar a população em geral sobre os direitos indígenas, os danos ambientais deixados e a necessidade de sua reparação, assim como a importância das terras indígenas para a biodiversidade e para diversidade cultural;


    – Aprimorar e desenvolver iniciativas econômicas sustentáveis;


    – Pressionar o governo federal para que mantenha um plano permanente de segurança e proteção aos povos indígenas da Raposa Serra do Sol;


    – Agilizar no âmbito judicial e administrativo os inquéritos que apurar os crimes cometidos contras as comunidades indígenas.


     


    Contamos com apoio de todos.


     


    Boa Vista, 07 de setembro de 2006.


     


    Conselho Indígena de Roraima


     

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  • 13/09/2006

    Povo Xavante reivindica desintrusão da Terra Marãiwatsedé no Mato Grosso

    Dois anos após ter retomado a sua terra tradicional, em agosto de 2004, o povo Xavante continua à espera da desintrusão de seu território. A Terra Marãiwatsedé (Suiá-Missú), fica no município de Alto da Boa Vista, no Vale do Araguaia, em Mato Grosso. Em 1993, foi declarada de ocupação tradicional e no dia 11 de dezembro de 1998 foi devidamente homologada, por Decreto presidencial. Até hoje, no entanto, continua invadida. A população de cerca de 600 indígenas continua confinada em uma fazenda de alguns alqueires, numa pequeníssima parte  de seu território.


     


    O povo Xavante tinha sido retirado de seu território tradicional em 1966. Entre 2003 e 2004 teve que adotar medidas extremas para reconquistar gradativamente o seu território, acampando durante 10 meses, entre 2003 e 2004, à beira da BR-158. Na ocasião, crianças morreram por desnutrição. Em 2004, o Supremo Tribunal Federal autorizou o retorno do povo à sua terra. 


     


    Apesar disso, as condições de vida, a falta de apoio a atividades produtivas e de saneamento básico, o precário atendimento à saúde, o quadro de desnutrição, e a pressão dos fazendeiros e posseiros continuam fazendo parte do sofrimento deste povo.


     


    Segundo o antropólogo e colaborador da Associação Böiu Marãiwatsede, Estevão Rafael Fernandes, “os posseiros continuam mobilizados, voltando a abrir picadas e a ocupar maciçamente o território Xavante, sem que haja qualquer manifestação do Estado”. Em efeito, “os posseiros acreditam que a justiça vai rever a decisão e os fazendeiros continuam botando fogo no pasto perto da aldeia, inclusive em áreas de cemitérios Xavante, como aconteceu na segunda semana de agosto”, completa o dirigente da Coordenação Indígena Xavante (Cix) e presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal da Coiab, Agnelo Temrité Wadzatsé / Xavante. No entanto, esclarece o líder indígena, “alguns poucos posseiros que estão convivendo com a comunidade indígena, estão cientes de que estão em terra indígena,  e aguardam até hoje a indenização”.


     


    O antropólogo Fernandes denuncia ainda: “as cidades no interior da terra indígena crescem, em uma ação articulada pelos fazendeiros da região, que trazem suas famílias de longe para ocuparem a área”. O líder xavante confirma: “os fazendeiros estão convidando mais posseiros para aumentar a população da Vila Posto da Mata, visando a sua emancipação e transformação em município”.


     


    Outro problema que ameaça a paz do povo xavante é o plano de asfaltamento da BR-158 numa extensão de 60 quilômetros dentro da terra Marãiwatsede. “O asfaltamento está já a 160 quilômetros da área indígena, no município de Ribeirão Cascalheira, e nosso povo é contra. Faremos de tudo para impedir mais esta agressão ao nosso território”, afirma Agnelo Xavante, que faz questão de lembrar uma declaração emblemática do cacique Damião:


    “Esta Terra é nossa, por isso estamos dentro. Os nossos antepassados nos cobram, nos chamam. Estão na natureza que os brancos estão destruindo…”.


     


    O povo Xavante da terra Marãiwatsede está se organizando e planejando como reagir para mudar a atual situação gerada pela falta de desintrusão e a ausência ou precariedade das políticas públicas a ele voltadas. De início reivindica das autoridades competentes (Instituto de Colonização e Reforma Agrária –Incra, Fundação Nacional do Índio –Funai e Política Federal -PF) que cumpram a sua responsabilidade de fazer cumprir a lei, desintrusando a terra.

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  • 13/09/2006

    Funai envia documentos ao MJ comprovando que Aracruz ocupa terra indígena no ES

    A Fundação Nacional do Índio (Funai) enviou ontem à noite ao Ministério da Justiça os documentos que comprovam que áreas do município de Aracruz, no Espírito Santo, são território dos povos Tupinikim e Guarani e devem ser demarcadas. Os documentos se referem às áreas de Comboios, Caeiras Velha e Pau Brasil.


    A Fundação enviou o parecer com três semanas de atraso em relação ao prazo final, dia 20 de agosto. Agora, o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos tem 30 dias para assinar a portaria declaratória ampliando a terra de 7 para 18 mil hectares. Também pode retornar o processo para a Funai, pedindo mais informações.


    Desde a semana passada os indígenas cobravam a decisão da Funai. Na manhã de ontem, cerca de 200 índios ocuparam terras onde a empresa Aracruz Celulose tem plantação de eucaliptos. As árvores foram derrubadas e as toras, queimadas como forma de protesto. 


    Durante a manifestação da manhã de ontem, segundo o cacique Jaguaretê, nenhum funcionário da Aracruz foi agredido. As motosserras utilizadas para o corte das árvores, acrescentou, estavam no local e já foram entregues à administração da Funai, para serem devolvidas à Aracruz Celulose.


    (com informações da Agência Brasil)

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  • 12/09/2006

    Onze de Setembro, nossa memória

    Yo pregunto a los presentes


    si no se han puesto a pensar


    que esta tierra es de nosotros


    y no del que tenga más.


     


    Yo pregunto si en la tierra


    nunca habrá pensado usted


    que si las manos son nuestras


    es nuestro lo que nos den.


     


    ¡A desalambrar, a desalambrar!


    que la tierra es nuestra,


    tuya y de aquel,


    de Pedro, María, de Juan y José.


     


    Si molesto con mi canto


    a alguien que no quiera oír


    le aseguro que es un gringo


    o un dueño de este país.


     


    (A desalambrar, Victor Jará)


     


    Há mais de três décadas o povo chileno vai às ruas dia 11 de setembro para celebrar, comemorar, fazer memória! Lembram o herói que teve a ousadia de enfrentar o império. Pagou com sua vida. Salvador Allende foi o único presidente eleito, na Abya Yala, assassinado por defender princípios que contrariavam as perspectivas capitalistas de dominação do mundo.


     


    Allende resistiu às forças e interesses imperialistas, até o último momento. Foi friamente assassinado no palácio de La Moneda pelas forças militares que ali instauraram uma das ditaduras mais cruentas, onde foram sacrificados no altar do capital mais de 3 mil chilenos, dentre os quais figuras inesquecíveis como cantor o Victor Jará, voz de uma geração de lutadores.


     


    Ao defender os princípios socialistas, numa época em que o “comunismo” era o pretexto para prender, torturar, espancar e mandar “al paredón”, milhares de militantes da justiça e igualdade do continente, Allende se transformou, ao lado de outros lutadores e revolucionários como Che, em um símbolo de resistência e inspiração de luta para construção de um novo continente baseado na pluralidade dos povos e culturas, na justiça e igualdade entre seus habitantes.


     


    Os povos indígenas do Chile, em especial os Mapuche, que tem uma população de mais de dois milhões, dos quais quase um milhão vive na capital Santiago, também foram vítimas da ditadura militar implantada com mão de ferro do general, Augusto Pinochet. Neste tempo a política de Pinochet provocou um “desplazamiento” dos Mapuche sobre suas terras, que gerou a situação atual, na qual praticamente todas as terras estão tomadas por fazendeiros e mineradoras.


     


    Ainda recentemente, o povo Mapuche tem demonstrado sua decisão de não desistir de lutar por seus direitos. Assim, enfrentando uma greve de fome de mais de 50 dias, mostraram ao mundo o quanto foram e continuam sendo saqueados, desrespeitados e explorados.


     



    E em todo o continente, os povos indígenas tem demonstrado sua força para transformação, seja elegendo um presidente como Evo Morales, seja destituindo neoliberais corruptos como no Equador, ou seja lutando por espaços de autonomia, justiça e liberdade, como em Chiapas e Oaxaca, no México, ou na Raposa Serra do Sol, em Roraima.


     


    Enquanto novas luzes de insurgência com chamas nativas começam a se acender no continente, o heróico povo cubano segue resistindo ao boicote imposto desde a já distante guerra fria e, ainda, da Venezuela sopram ventos incômodos ao mercado. Assim, os movimentos sociais e populares vão forjando um novo amanhã para Ameríndia.


     


    Enquanto o império lembra o 11 de setembro como pretexto para continuar destruindo povos e produzindo mais miséria e exclusão no mundo, celebramos a memória de Allende, irmanados pela utopia e esperança a Abya Yala reconstruída na raiz plural de seus povos.


     


    Dourados (MS), 12 de setembro de 2006.


     


    Egon Heck e Cristiano Navarro


    Cimi Regional Mato Grosso do Sul


     

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  • 11/09/2006

    Action continue and Aracruz says “they are no Indians”

    TUPINIKIM/GUARANI CONTINUE ACTIONS FOR LAND DEMARCATION


    And Aracruz says they “are no Indians”


     


    During 6 and 7 September, Tupinikim and Guarani Indians cut about 10 hectares of eucalyptus trees in an area that belongs to them traditionally, but has been invaded and explored by the Aracruz Celulose company since the 60ies. With this action, they demand from the FUNAI and the Ministry of Justice a maximum of agility in the publication of the demarcation decree of 11,009 hectares, solving this dispute for land with Aracruz that already lasts more than 35 years.


     


    Reacting to the actions of the Indians of the past week, the Presidency of FUNAI, through the head of Office Mr. Raimundo José de Sousa Lopes, promised on the 6th of September to send today (September 11th) the land file of the Tupinikim/Guarani, including the FUNAI report about the challenge (defense) against the land claim  presented by Aracruz Celulose, to the Ministry of Justice, so the Minister Márcio Thomaz Bastos issues, without further delay, the land demarcation decree.


     


    The Tupinikim and Guarani decided to continue their actions today, continuing the “cleaning” of the eucalyptus trees from the area of 11,009 hectares, eucalyptus that caused so many problems to the indigenous communities. They continue affirming that they want to cut the trees without taking them away reaffirming that the struggle is for land, so that it can get reforested and once again serve for the well-being of the communities. They promise to maintain the protest actions until the demarcation decree becomes issued.


     


    Aracruz Celulose reacted publicly to the actions, affirming as always that it is convinced that the lands belong to them. However, the company used a new argument that surprised all: the company affirmed on television (Jornal Capixaba, 06/09/2006) through its spokesman Gessé Marques that “the Indians are no Indians”, in other words, if they are no Indians, they do not have a right to occupy and demand an indigenous land.  In its challenge presented on the 20th of July to FUNAI, the company suggests that the region was never inhabited by the Tupinikim Indians, what means that the Indians to whom FUNAI refers in their four land report studies would not be Indians. The company affirms that the “supposed” Tupinikim have lost their traditional culture, for example, they are active voters and do not speak any more their original language. And the company also affirms that the indigenous adornments and traditions they maintain are also not theirs. In relation to the Guarani, Aracruz affirms that they are not from the region, discarding a whole mythology and traditional way of living of the Guarani that moved them to walk until the region of the municipality of Aracruz, still before the invasion of the company in 1967. At that time, the Guarani got impressed by the quantity of native forest still present and its beauty, before the company started its devastation.


     


    FUNAI, in its anthropological report about the challenge presented by Aracruz, refutes the affirmations, at least disrespectful, of the company. The official institution from the Brazilian Federal Government writes that “it are not external features, isolated among themselves, that allows to characterize a group as indigenous”. And even more, “tradition is not a ‘frozen piece’, and the indigenous populations with whom we are dealing here had to undertake a huge adaptive effort to persist as indigenous groups, while simultaneously they saw themselves being incorporated in local and regional contexts”. By the way, “who did not adapt was annihilated”. When Aracruz wants to submit the Tupinikim to a “romantic” vision of what would be an ‘Indian’, the company “denies the possibility that Brazilian Indigenous people become treated as citizens, and that the specific aspects of the their ways of social and political organization become respected”.  In other words, we are dealing with a company that shows a total lack of commitment with a pluri-ethnical and multicultural society where rights of indigenous peoples and other traditional groups be fully respected. And this is exactly the spirit of the Brazilian Constitution of 1988.


     


    It is important that all spread nationally and internationally this disrespect of Aracruz Celulose with the Tupinikim and Guarani, a view that the company is spreading among their workers and in the regional society, using all its political-financial power, trying once again to manipulate the imaginary of the regional population so that this society turns against the Tupinikim and Guarani and its just struggle. At the same time, we are talking about an act of despair of a company that already held meetings in the past and even signed agreements with the Commission of Tupinikim and Guarani Chiefs and Leaders, and also with the Indigenous Tupinikim and Guarani Association. So how Aracruz can affirm now that “the Indians are no Indians”?


     


    ALERT AGAINST THE GREEN DESERT NETWORK-Espirito Santo

    11 September 2006

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  • 11/09/2006

    Il mondo che ci circonda nº 729

    IL MONDO CHE CI CIRCONDA Nº 729


    Brasilia, 28  di agosto 2006  


     


    Popolo Krenak partecipa al saluto del compianto Mons. Luciano Mendes de Almeida


    Durante due giorbi, migliaia di persone sono state a Mariana, nello stato di minas Gerais cittá storica brasiliana,  per dare l’ultimo saluto a Mons. Luciano Mendes de Almeida. Arcivescovo de Mariana per 19 anni, é morto il 27 agosto, dopo 42 giorni di degenza,vittima di cancro al fegato. I missionari del  Cimi e rappresentanti del popolo Krenak che vivono nella cittá di Resplendor, sono stati presenti a fianco della salma e hanno manfestato il loro dolore e la loro gratitudine attraverso un tradizionale canto solenne. La melodia del canto aveva come obiettivo unire il mondo spirituale con il mondo dei vivi. Leggi ancora


     


    Il “Frente de Resistência e Luta Pataxó” cintinua la sua lotta per la demarcazione di una única area 


     


    Il Fronte di Resistenza e Lotta Pataxó, che é responsabile per l’articolazione della lotta per la terra di 12 comunitá nel sud dello stato della Bahia, ha realizzato la sua 5a. Assemblea nei giorni 18 a 20 di agosto. I Pataxó continuano alla nello sforzo di realizzare uma demarcazione única del loro território e affermano, nel documento finale del loro incontro: “Accetteremo la proposta dell’ampliazione delle riserve ecologiche solamente dopo la demarcazione del nostro território, per evitare cosí la sovrapposizione delle riserve sulle nostre terre”.
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    Indigeni arrestati nello stato dello Spirito santo presos no ES


     


    I leaderes indigeni Tupinikim e Guarani se sono riuniti il 24 agosto per discutere sul come agire di fronte al ritardo del processo della regolarizzazione della loro terra. Oltre a questo, i leaderes devono affrontare la delicata situazione Além disso, precisam enfrentar a dei 18 indigeni Tupinikim arrestati il giorno 9 di agosto.


     


    Gli arresti sono avvenuti perché gli indigeni sono stati accusati del taglio illegale di eucalipto in un area contesa con la multinazionale della cellulosa Aracruz. Gli indigeni, invece, affermano che non si trovavano in quell’area, ma che sono stati attratti nell’imboscata da poliziotti militari. Persino alcuni poliziotti militari sostentano la versione degli indigeni persino.


     


    Il 22 di agosto, il Procuratore Federale della Funai, nella cittá di Rio de Janeiro, Dr. Antonio Cavaliere Gomes, há elborato la richiesta di habeas corpus per il Tribunale di Giustizaia dello stato di Espírito Santo. Il Procuratore chiede l’immediata scarcerazione degli indigeni. Il Dr. Antonio Cavaliere Gomes dichiara che “é necessário che si interrompa la coercizione ellegale nella quale si trovano gli indigeni”! Afferma anche che la competenza di giudizio sugli indigeni appartiene alla Giustizia Federale, considerando che il fatto contempla la disputa per la terra.


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  • 11/09/2006

    Newsletter n. 731


    11/09/2006 – 12:06 – Newsletter n. 731



              Tupinikim and Guarani cut down eucalyptus trees to protest against delay in the demarcation of their lands


              Bishop of Ji-Paraná, state of Rondônia, receives threats


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    Tupinikim and Guarani cut down eucalyptus trees to protest against delay in the demarcation of their lands


     


    During the morning of September 6th, 200 Tupinikim and Guarani indigenous people began to cut down eucalyptus trees near a seedling facility of the Aracruz Cellulose company located in an area that traditionally belongs to them and which is being exploited by the Aracruz company since the 1960s. The action was carried out to press the National Foundation for Indigenous People (Funai) to submit its decision on the demarcation of the land to the ministry of Justice (MJ). And they are asking the ministry of Justice to fulfill the commitment it made at a meeting held a few months ago to accept Funai’s decision. The deadline for Funai to decide on the contestations expired on August 20.


     


    According to indigenous leader Wilson Guarani, Funai promised to submit the document to the ministry of Justice on Monday only, since tomorrow (the 7th) is a holiday in Brazil. But the indigenous people want ask for more: “We need more than Funai submitting its decision to the ministry. We need the ministry of Justice to fulfill its commitment to accept Funai’s decision and to take care of the necessary procedures within the established deadlines,” he said. The negotiations are being carried out through Raimundo José de Sousa Lopes, head of the office of the president of the foundation, Mércio Pereira Gomes.


     


    The deadline for FUNAI to refer the process related to the demarcation of the Tupinikim/Guarani lands to the minister of Justice, Márcio Thomaz Bastos, expired on August 20. The minister, in turn, would have a deadline until September 20 to sign an administrative ruling declaring that the area is an indigenous land. However, the documents are still with FUNAI and they must first be submitted to the president of the agency, although its legal department has already assessed that the contestations filed against the demarcation of the area by the Aracruz Cellulose company are groundless.


     


     


    BISHOP OF JI-PARANÁ, STATE OF RONDÔNIA, RECEIVES THREATS


    Solidarity letter from Cimi


     


    The bishop of Ji-Paraná, state of Rondônia,  D. Antonio Possamai, and other men and women of this municipality have been receiving death threats after denouncing acts of corruption and organizing demonstrations in defense of Ethics in Politics. The Indianist Missionary Council decided to publicly express its support to the members of the Diocese and to the struggle of the Churches to ensure quality in the political life of Rondônia. 


     


    In August, a poster with a picture of the governor of Rondônia and of 23 members of the state legislature involved in cases of corruption was distributed by the Diocese of Ji-Paraná, the Evangelical Lutheran Confession Church in Brazil, the Priest Ezequiel Project, the Transparency Forum of Ji-Paraná, Diocesan Cáritas and the Council of Laypersons of the Diocese.


     


    A note left last Friday, September 1, at the door of the Diocesan Curia with threats against the life of the bishop D. Antonio Possamai and the people linked to the Pastoral of the Diocese worried Cimi. Without any signature, the note says: “You should know that you are not to meddle in politics and that reelection in the first ballot is guaranteed. The next few days will be decisive. If you want to become a saint, you just have to keep doing what you are doing… Just do your job and don’t get in the way of those who truly want to work for this state. Next time there will be no warning… The worst can happen to you and to the other brothers and sisters who follow you on your suicidal path. You should remember that for much less some religious people were murdered.” 


     


    D. Antonio Possamai was sued for slander at the request of governor Ivo Cassol after posting the poster in public areas. On August 25, 2006, judge Sandra Maria Nascimento de Souza ruled that the bishop should collect all the posters or else pay a fine of R$     5,000.00/day. The legal department of the Diocese took all the legal measures and contested her decision on August 28. The Public Prosecutor’s Office for Electoral Affairs issued its opinion on the lawsuit and requested that it be considered ungrounded, as well as the fine to be applied. The court that issued the decision has not replied so far.


     


    The Church of Rondônia, faithful to the project of Jesus Christ, has been playing its prophetic role of exposing and denouncing everything that diminishes Life. Therefore, the Diocese of Ji-Paraná, through Dom Antonio Possamai, in making the decision to denounce acts of corruption and corrupt individuals working in public agencies, makes it clear that it is committed to the Truth, to Justice and to the Common Good.


     


    We reject the threats against the life of D.Antonio Possamai and of the other citizens of the Diocese and we insist that the criminals involved should be investigated and punished promptly. Impunity should not prevail for those who sow death, violence and corruption in the public service.


     


    According to our Christian values, politics should be a tool to serve the people and meet their demands for a decent life. D. Antonio Possamai and the other citizens of the Diocese of Ji-Paraná only exercised their fundamental rights when they decided to report crimes being committed in Rondônia and they did this based on the Gospel and in behalf of all Christians and honest citizens.


     


    Therefore, we support them and will fight to defend their lives, Ethics and the Truth in our country.


     


    Brasília, September 6, 2006


    Cimi – Indianist Missionary Council


    www.cimi.org.br

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