• 16/04/2007

    Organizações e movimentos sociais ocupam sede da Codevasf

    Grupo, com cerca de 600 pessoas, acaba de ocupar o prédio da 2ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), em Bom Jesus da Lapa (BA). No prédio também funciona o escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis (Ibama). Os dois superintendentes, Antonio Carlos Monteiro e Manoel da Rocha de Oliveira, são mantidos dentro do prédio.


     


    A ocupação, pacífica e política, faz parte das atividades do chamado Abril Vermelho e da Campanha que envolve organizações e movimentos sociais, pela Revitalização do Rio São Francisco e contra o projeto de Transposição, do governo federal.


     


    A determinação da coordenação do ato é a permanência, com entrada e saída restrita, no local. A liberação e a desocupação se darão conforme a negociação da pauta de reivindicações. São solicitadas audiências com: Codevasf, Fundação Palmares, Incra e Ibama. Além da pauta específica dos movimentos e organizações envolvidas, serão tratados temas referentes à revitalização e transposição do Rio São Francisco, situação dos povos quilombolas, convivência com o semi-árido, entre outros.


     


    A mobilização tem a participação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimentos Estadual dos Trabalhadores Assentados Acampados e Quilombolas da Bahia (CETA), Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP),  Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede de Organizações em Defesa da Água (RODA), Escola Familiar Agrícola de Correntina (Efacor).


     


    Os movimentos e entidades apontam a Codevasf como órgão o executor das ações do Ministério da Integração, na Bacia do São Francisco, com projetos pontuais e modelos ultrapassados de desenvolvimento. Acusam ainda os órgãos públicos de utilizar a Revitalização como moeda de troca pela Transposição.


     


    Maiores informações/ contatos:


    Clarice Maia – Comunicação Articulação São Francisco: (71) 92125024


    Samuel Britto: (35) 91216272


    Abeltânia: (77) 99950634


    CPT Lapa: (77) 34812085


    CPT Santa Maria: (77) 34831143


    CETA Lapa: (77) 34817462


    MAB Jaborandi: (77) 36832120


     

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  • 16/04/2007

    II Assembléia Continental do Povo Guarani – Documento Final

     


    Reunidos no Parque Harmonia em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, de 11 a 14 de Abril de 2007, nós, povo Guarani presentes no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com mais de 800 pessoas, queremos tornar pública a história contada por nossos velhos e apresentar nossas propostas para um mundo melhor. Apesar de toda a violência praticada ao longo dos últimos 500 anos, nós resistimos. Hoje somos mais de 225 mil pessoas, um dos maiores povos da América. Através de nossos encontros continentais fazemos a memória da luta de nossos antepassados e anunciamos a esperança no futuro que construiremos com nossas próprias mãos.


    A falta de terra é o principal problema que atinge nosso povo. Não vivemos sem a terra e a terra não vive sem o nosso povo, formamos um único corpo. A falta de terra não permite que vivamos de acordo com nossa cultuara. Nossos jovens são obrigados a buscar trabalho em outros locais não sobrando tempo para aprender com nossos velhos.


    Nosso povo sempre viveu com muito respeito em relação à natureza. O mato verdadeiro é nosso local principal para construirmos nossas aldeias e vivermos nossa cultura. Sem o mato, a água, os rios e todos os seres que nela habitam, não podemos viver. Durante milhares de anos vivemos nesta natureza, respeitando e vivendo com ela. Hoje percebemos, com profunda tristeza, que restam poucas matas verdadeiras, que os rios foram poluídos e os animais foram extintos. Além disso, o que resta de matas verdadeiras, foram transformadas em reservas e parques ambientais, estes para nós são lugares sagrados, mas os não-indígenas nos impedem de os ocupar. Isto se deve à ganância do não-indígena que precisa destruir tudo para dizer que está trazendo progresso. Hoje até os não-indígenas estão percebendo que a própria terra está esquentando e pode desaparecer. Isso nossos anciões sempre alertaram que poderia acontecer se a natureza não fosse respeitada. Por isso afirmamos que a demarcação de nossas terras é um bem para toda humanidade, por que jamais a destruiremos.


    Nosso território, Ywy Rupá, foi cortado, várias vezes,  por fronteiras entre países e estados. Fizeram guerras para roubar nossas terras. Por isso, hoje, nosso povo ficou dividido entre Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Para nós não existem fronteiras. Continuamos visitando nossos parentes e tentando andar livremente, como fazíamos em tempos passados.  No entanto, percebemos que cada vez mais estes países desenvolvem políticas que nos impedem de viver ao nosso modo. Em alguns países, nos chamam de estrangeiros, de forasteiros, e dizem que não podem reconhecer o direito a nossas terras por que elas não nos pertencem. Mesmo assim, nós continuamos lutando por nosso território e pelo fim de todo tipo de fronteira que impede de vivermos livremente.


    Sempre desenvolvemos nossa educação com base nos valores e ensinamentos repassados por nossos anciões, nosso lugar de educação é a casa de reza. Hoje temos escolas em quase todas as aldeias, e muitas escolas não respeitam nosso jeito de ensinar as crianças, querem que aprendamos igual aos não-indígenas. Apesar de termos conquistado leis que garantam escola diferenciada, percebemos que alguns países e estados não tem competência para desenvolver a educação diferenciada. A escola deve ser feita de nosso jeito, com nossos professores e programas desenvolvidos pelo nosso povo, que ela contribua com nossas comunidades e que não seja mais uma forma de destruir nossa cultura. Exigimos, dos países e estados, secretarias especiais com profissionais competentes para atender as escolas Guarani. Da mesma forma, queremos que o atendimento à saúde ocorra respeitando nossos conhecimentos tradicionais.


    Por fim, afirmamos que continuamos vivendo e lutando por nossa terra, que é o suporte de toda natureza, de toda vida e de toda cultura. Fomos criados pela natureza e por isso ela está sempre a nosso favor, nos ama e nos alimenta. Reafirmamos nosso compromisso de continuarmos lutando pela terra e por toda natureza e nos unimos a todos os que também lutam por um mundo mais justo e humano, que as culturas sejam respeitadas para que juntos, em mutirão, construamos esta grande casa que chamamos Terra sem Males.


     


    A natureza é vida e futuro.


     Agradecemos a todos,

    Porto Alegre, 14 de Abril de 2007.

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  • 16/04/2007

    Documento Final – Terra Toré

    TERRA TORÉ: TERRITORIALIDADE, RELIGIÃO E IDENTIDADE


    Nós povos indígenas de cinco estados no Nordeste do Brasil: Pankará, Pankararu, Pipipã, Atikum, Kambiwá, Xukuru e Truká de Pernambuco. Tremembé, Jenipapo- Kanindé, Kalabaça, Pitaguari, Tapeba do Ceará. Tumbalalá e Tupã da Bahia. Potiguara da Paraíba. Koiupanká de Alagoas, reunidos no encontro regional Nordeste sobre “Terra Toré”, no período entre os dias 10 e 13 de abril de 2007, refletindo sobre a importância do território para nossa sobrevivência física, cultural e espiritual, tratando sobre as questões ligadas à nossa espiritualidade na relação com a terra como nosso Solo Sagrado, onde vivem os Encantos de Luz e a nossa ciência.


     


    Lamentavelmente este nosso espaço sagrado vem sendo violado por ações de grupos econômicos inescrupulosos a exemplo do grupo Ypióca invasor da Terra Indígena Jenipapo-Kanindé e investimentos turísticos e imobiliários de grupos de empresários nacionais e estrangeiros, como o Nova Atlântica que afetam as terras Tremembé e Tapeba no Ceará; as usinas Agican, Miriri e Japungu na terra indígena Potiguara, da Paraíba; Construção das Barragens Pedra Branca e Riacho Seco que atingem as terras dos Truká e dos Tumbalalá nos estados de Pernambuco e Bahia;


     


    Conscientes dos nossos direitos garantidos na Constituição Federal de 1988 e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho/OIT, onde está assegurado que os nossos povos e nossas organizações sejam ouvidos em tudo que se referem às nossas vidas.


     


    Nesse encontro discutimos temas como a transposição das águas do São Francisco e constatamos que essa obra atinge diretamente as terras de vários povos indígenas no Nordeste.


     


    Diante disso, exigimos, na qualidade de verdadeiros zeladores da nossa Sagrada Mãe  Terra , o que segue:


      



    1. Criação de GTs para as Terras indígenas sem providências;

    2. Agilização dos procedimentos demarcatórios das terras que aguardam identificação, declaração, homologação e registro;

    3. Retirada imediata dos invasores de todas as terras indígenas com a devida indenização e reassentamento dos pequenos posseiros

    4. Imediata demarcação da terra indígena Pipipã como forma de garantir o território tradicional dos povos originários dele e proteção da Serra Negra hoje ameaçada pelos fazendeiros, carvoeiros e agroindustriais daquela região. 

    5. A imediata suspensão de todos os procedimentos políticos e administrativos seja do Ibama ou do Instituto Ingá referente à Serra Negra espaço sagrado para os Povos indígenas do Nordeste e lugar de ritual dos Pipipã e dos Kambiwá de Pernambuco;

    6. Para nós indígenas do Nordeste, resistentes no semi-árido, o “Velho Chico” é espaço sagrado e morada dos encantados, por isso exigimos a imediata paralisação de todos os trabalhos que visam efetivar a transposição do Rio São Francisco e a construção de novas barragens;

    7. Combater todas as formas de perseguição política e  criminalização das nossas lideranças, assegurando a defesa judicial daqueles que injustamente respondem a processos criminais

    Unidos pela força do toré e dos nossos encantados na luta pela terra e preservação dos nossos costumes e tradições , nós povos indígenas do Nordeste assinam esse documento. 


     


    Aldeia Casa Nova, Terra Toré, no território dos Pankará


    13 de abril de 2007 

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  • 16/04/2007

    Mais de 500 indígenas e ribeirinhos fecham a rodovia Belém-Brasília


    Mais de 500 indígenas e ribeirinhos estão bloqueando a rodovia Belém-Brasília próximo à cidade de Estreito, na divisa entre Maranhão e Tocantins, desde às 9h da manhã de hoje. Eles protestam contra a construção da Hidrelétrica de Estreito e outros empreendimentos que afetam terras indígenas na região.


     


    Há um grande engarrafamento no local e a polícia federal tenta liberar a rodovia. Apenas as ambulâncias estão passando pelo bloqueio. Os manifestantes garantem que só saem do local quando representantes do Ibama, Funai e Ministério Público forem até a rodovia.


     


    Das 6h às 8h da manhã, eles fizeram um ato em frente às obras da Usina Hidrelétrica de Estreito, a 3 km da BR-153.


     


    Participam da manifestação representantes de todos os povos do Tocantins (Apinajé, Javaé, Krahô, Karajá…) e diversos do Maranhão (Gavião, Krikati…). O ato faz parte das mobilizações do Abril Indígena, cuja manifestação central – o Acampamento Terra Livre, começa hoje em Brasília.


     


    Contato:


    Laudovina – Cimi: 63-84041372 / 63-8403-3219


     


    Marcy Picanço


    Cimi – Assessoria de Comunicação


    (61) 2106 1650/ 9979 7059



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  • 13/04/2007

    Carta ao Governador do Mato Grosso do Sul

    Exmo. Governador do Estado de Mato Grosso do Sul.


    Sr. André Puccineli


    Nesta.


     


             Nós, Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul, viemos para Campo Grande vindos de vários municípios do interior do estado, com apoio de vários seguimentos da sociedade civil, nos manifestar durante a Semana Nacional dos Povos Indígenas.


             Ao final de nosso ato pacífico, fomos impedidos de ocupar as instalações do Parque das Nações Indígenas, conforme acordo que já havia sido feito anteriormente com a autoridade competente.


             Nos deixa indignados o fato de não podermos ocupar um espaço que, em primeiro lugar é público, portanto, de todos os cidadãos e cidadãs, e em segundo lugar, e principalmente, que leva o nosso nome, bem como os “portais” com os nomes das nossas etnias. Ainda acrescentamos a isso, o fato de estarmos nas comemorações da Semana dos Povos Indígenas.


             Diante destes fatos, ficamos revoltados pelas agressões que sofremos, porque fomos agredidos e desrespeitados em nossos direitos.


    Gostaríamos de lembrar que não somos invasores nem bandidos para sermos proibidos de ocupar qualquer espaço público, inclusive aquele que leva o nosso nome.


             Esta atitude nos lembra os quinhentos anos de autoritarismo e opressão, que achávamos que tinha acabado. Além disso, essa atitude fere nossos direitos constitucionais e os direitos assegurados na Convenção 169 da OIT.


             Diante de todas as mortes, violências e agressões que sofremos, é lamentável que o mundo venha a saber que tenhamos que passar por mais essa forma de violência.


             Apesar disso tudo, temos a certeza de que continuaremos na luta por nossos direitos, nos unindo cada vez mais, conseguindo mais aliados, e retomando as nossas Terras!


     


    Campo Grande-MS, 13 de abril de 2007.


     

    Participantes Indígenas da Mobilização Terra, Alimento, Educação e Dignidade

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  • 13/04/2007

    Evento debaterá economia indígenas, povos na cidade e território Chiquitano

    De 16 a 20 de abril, acontece em Cuiabá a Semana dos Povos Indígenas 2007, com tema Economias Indígenas: Vida Compartilhada. Além dos debates e apresentações culturais, haverá uma celebração em memória de Vicente Cañas e uma assembléia do povo Chiquitano.


     


    No dia 16 (segunda), a abertura do evento, no Museu Rondon, será um debate sobre as transformações na economia dos Rikbaktsa com a chegada dos jesuítas e dos seringueiros. Um casal do povo apresentará sobre situação. À noite, no mesmo dia, Mário Bordingon falará sobre a realidade dos Boe-Bororo em Jarudore. Na terça (17), haverá um debate sobre a situação dos indígenas que vivem na cidade. Dia 18, a partir da realidade Chiquitana, será debatida a importância da demarcação das terras para a economia de partilha.


     


    No dia 20 de abril, na Igreja São Judas Tadeu, será lembrado os 20 anos de martírio do Ir. Vicente Cañas, assassinado em 1997 por defender os Enawene Nawe. Haverá depoimentos de pessoas que conviveram com Canas e a benção para o início da monumento em homenagem ao missionário. Dia 21, em Porto Esperidião, ocorre a IIª Assembléia Popular de Afirmação do Povo Chiquitano.


     


    Durante toda a semana, haverá apresentações culturais à noite no Museu Rondon.


     


     


    Programação completa:


     


    SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS 2007Economias Indígenas: vida compartilhada!


    PROGRAMAÇÃO / Museu Rondon / UFMT – Cuiabá, MT


     


    12 a 14/04/07 – Visita às escolas para a divulgação da Semana e chegada das delegações indígenas para irem a Brasília participar do Abril Indígena – Acampamento Terra Livre e tratar dos seguintes assuntos: Conselho Nacional de Políticas Indigenistas, Programa de Aceleração do Crescimento, Pequenas Centrais Hidroelétricas, entrega do abaixo assinado pedindo a demarcação das Terras Indígenas Chiquitano…


    De 16 a 20/04/07: atividades com estudantes das escolas das 7:30 às 11:30 e das 13:30 às 17:30 (com pinturas corporais, shows musicais, poesias, danças indígenas, narração de mitos, exposição e venda de artefatos, mostra de vídeos…).


    16/04/07 – Segunda Feira:


    Economia Rikbaktsa, antes e depois da chegada dos seringueiros e dos jesuítas.


    Local: Museu Rondon


    13:30h – Abertura da exposição dos artefatos Rikbaktsa e visitas ao Museu.


    17:00h – Apresentação da família Rikbaktsa que passará a Semana conosco: Cultura e história dos Rikbaktsa em torno do Tsaua’tsin Tuhtãratsa.


    Debatedores: Casal Rikbaktsa e Aloir Pacini.


    18:30 Apresentação cultural Indígena.


    19:00 Denúncia: Os Boe-Bororo de Jarudori


    com Mário Bordignon. Mediador: Anderson Martins


    17/04/07 – Terça feira:


    Os estudantes e os trabalhadores indígenas na capital, Índios em contexto urbano.


    Local: Museu Rondon


    19:00h – Informe do Projeto de Pesquisa Índios em contexto urbano e do Ponto de Cultura “Nós na cidade: índios em rede” (Aloir Pacini).


    Mesa de debate: representante dos estudantes indígenas na cidade (Casa de Estudantes e dos estudantes da UFMT) e dos trabalhadores indígenas na cidade, Doroti Taukani (Bakairi, emprego público), Agustina Barrientos (Guarani, confecção e venda de artefatos) e Carmelo Paraba Soruco (Chiquitano aposentado)… Mediadora: Valéria Schmidt


    Dia 18/04/07Quarta feira: O Território Tradicional Chiquitano.


    Local: Museu Rondon


    19:00h – Mesa de debate:


    Os Chiquitano são sem-terra? A demarcação das terras tradicionais facilitam a partilha.


    Representantes Chiquitano: Jurenilda Ramos Paravá e Pricila Terezinha Rup Silva…, José Eduardo da Costa. Debatedor: Aloir Pacini


    Dia 19/04/07 – Quinta feira:                         Economias Indígenas: vida compartilhada!


    Local: Museu Rondon.


    17:00h – Biodanza: dança de roda (Antônio Carlos Pereira de Oliveira)


    19:00h – Narrativa indígena de como acontece a partilha no final da festa Rikbaktsa… Palestra: Economia da reciprocidade com Bartomeu Meliá, convidado especial.


    Coordenador: Gilberto Vieira dos Santos


    Lançamento do Vídeo: “Em Trânsito“, de Elton Rivas, Documentário (53 min) sobre a luta pela terra do povo indígena Irantxe/Manoki, habitante do noroeste de Mato Grosso.


    Local: MISC (Museu da Imagem e do Som). Rua Voluntários da Pátria, 75. Centro.


    Horário: 19 horas


    Entrada: 1 kg de alimento não perecível.


    20/04/07Sexta feira: O Irmão Vicente Cañas e os Enawene Nawe.


    Local: Igreja São Judas Tadeu (Av. Coronel Escolástico)


    19:00h – Celebração dos 20 anos do Martírio do Ir. Vicente Cañas, SJ


    20:00h – Bênção para o início do Monumento do artista Jonas Corrêa em homenagem ao Ir. Vicente Cañas, SJ com depoimentos de quem o conheceu.


    20:30h – Repasse dos frutos do Abril Indígena de Brasília e da Semana em Cuiabá (depoimentos, avaliação).


    Dia 21/04/07: IIª Assembléia Popular de Afirmação do Povo Chiquitano!


    Local: Porto Esperidião, início às 13:00h.


    22/04/07, alvorada com fogos, caixa e pífano às 5:00h. Mística na margem do rio Jauru… Repasse do caciques que foram a Brasília. Celebração final do Seminário, almoço e retorno dos Chiquitano para suas terras tradicionais.


    OBS: As mesas redondas para debates serão durante as noites. Sugerimos que os professores tragam os estudantes para as atividades propostas. Outra maneira é trabalhar com os alunos nesta Semana a questão das economias indígenas em sala de aula. As escolas podem agendar no Museu Rondon as visitas pelo telefone 36158489.


     

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  • 13/04/2007

    Relatório mostra violações contra camponeses em quatro países

    O documento foi produzido por organizações do Brasil, da Guatemala, de Honduras e Paraguai e será lançado na próxima quarta-feira, 18 de abril, em São Paulo


     


    Com uma entrevista coletiva na próxima quarta-feira, 18 de abril, às 11h, na Ação Educativa, em São Paulo, será lançado o relatório Derechos Humanos en el Campo Latinoamericano: Brasil, Guatemala, Honduras y Paraguay, que retrata as principais violações de direitos humanos contra camponeses nos quatro países latino-americanos.


     


    Participam da entrevista coletiva representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e Comissão Pastoral da Terra (CPT).


     


    O documento foi produzido pelas organizações Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Via Campesina, Rede de Ação e Pesquisa sobre a Terra e Coordenadora Latinoamericana de Organizações do Campo.


     


    A publicação, em espanhol, foi elaborada a partir da sistematização de estudos existentes no Brasil, Paraguai, na Guatemala e em Honduras.


     


    No caso do Brasil, o relatório traz uma análise sobre o agronegócio e a indústria da cana-de-açúcar, além de um retrato das principais violências cometidas contra trabalhadores rurais, indígenas e atingidos por barragens.


     


    Os acordos de paz, a questão da terra e do acesso da mulher rural à terra são alguns dos temas presentes no capítulo sobre a Guatemala.


     


    Vários exemplos de casos de violações contra campesinos estão presentes nas páginas sobre Honduras e Paraguai, como assassinatos, despejos, conflitos de terra com forças armadas e os exercícios militares dos Estados Unidos no Paraguai.


     


    Lançamento – Derechos Humanos en el Campo Latinoamericano: Brasil, Guatemala, Honduras y Paraguay


    18 de abril, às 11h


    Ação Educativa (Auditório) – Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, São Paulo


     


    Informações para a imprensa:


    Rede Social de Justiça e Direitos Humanos


    Tel (11) 3271-1237 / (11) 8468-0910


     

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  • 13/04/2007

    Indígenas se manifestam contra transposição do São Francisco na Bahia

    Dentro das atividades do Abril Indígena e em preparação ao acampamento Terra Livre, em Brasília (DF), mais de 30 povos indígenas do Nordeste traçam estratégias para defender territórios e agir contra o projeto de Transposição do rio São Francisco, do governo federal. Hoje (13), em Paulo Afonso (BA), cerca de 300 pessoas, entre índios e representantes de organizações e movimentos sociais de cidades vizinhas, realizam ato público.


     


    Mais de 200 índios, dos estados nordestinos de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia, estiveram reunidos, durante toda a semana no Terra Toré. A atividade aconteceu nas terras sob domínio dos Pankará, em Carnaubeira da Penha (PE), e encerrou no final da manhã de hoje (13). Serviu na preparação para o acampamento do distrito federal, entre os dias 16 e 19, e no planejamento de ações conjuntas. Um dos temas debatidos mais preocupantes foi a Transposição, por causa dos possíveis impactos sócio-ambientais.


     


    Representantes dos índios marcam a ida à Brasília, com a manifestação na cidade de Paulo Afonso (BA). Também participam da ação, manifestantes das cidades de Água Branca (AL) e Nova Glória (BA), além de outros indígenas da Paraíba e do Ceará. A concentração é às 16h na entrada da cidade. Em seguida, o grupo faz caminhada e ato público. São esperadas cerca de 300 pessoas.


     


    Em Paulo Afonso (BA), existe um complexo com quatro hidroelétricas da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Chesf). As obras causaram fortes impactos, principalmente entre o povo Pakararu, que tem seu território naquela região.


     


    O Encontro apontou a desapropriação da Serra Negra, localizada no município de Floresta (PE), como um assunto mal resolvido. O local constitui Reserva Biológica, desde 1982, conforme decreto de 20 de setembro do mesmo ano, e não pode ser ocupado por pessoas. Entretanto, os povos Pipipã, Kambiwa e Pakararu, entre outros de Pernambuco, tem ali símbolo e referência mística de antigos rituais.


     


    Próximo a Serra está localizado um dos trechos por onde poderá passar o Canal Leste do projeto de Transposição. Os povos pretendem impedir o avanço das obras em seus territórios. Eles se sentem desconsiderados no processo, até hoje sequer foram questionados sobre o assunto. Além disso, o povo Pipipã argumenta ter direitos sobre a área. Formado por quatro mil famílias, possui o domínio sobre o território ainda não demarcado. O povo Kambiwa está ao lado da Serra com território demarcado.


     


    Na quarta-feira passada (11), representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) procuraram as lideranças dos Pipipã e foram levados a Carnaubeira da Penha para dar maiores explicações.


     


    Os povos indígenas são contrários à transposição, não aceitam negociar compensações com o governo federal e desconfiam das recentes investidas do Ibama na região. As lideranças dos povos Truká, em Cabrobó (PE), afirmam não permitir mais a entrada do exército, nas terras indígenas, para organização de trabalhos referentes ao projeto do governo federal.



     


     


    Serviço
    Contatos:
    CIMI NE: (81) 3231 3766
    Alzení Tomáz: (75) 3281 0848


    Comunicação – Clarice Maia: (71) 92125024

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  • 13/04/2007

    Mato Grosso do Sul: Índios querem justiça e não esmola



    O mês de abril é dedicado, de modo especial, aos povos indígenas em todo o Brasil e Continente Americano – Abya Yala, como é reconhecido por esses povos.


     


    No Mato Grosso do Sul, que tem uma das maiores populações indígenas do país e em piores situações de vida – terra, alimentos, violência, discriminação, prisões, os Kaiowá Guarani, Terena, Kadiwéu, Guató, Ofaié, Kinikinawa, Atikum e Kamba não poderiam deixar de lutar pelos seus direitos. E isso estará acontecendo nos próximos dias.


     


    Mobilização Indígena e Movimentos Sociais em Campo Grande


    O dia 13 de abril foi escolhido pelos povos indígenas e coordenação dos movimentos sociais, como o dia de mobilização em Campo Grande. É neste dia que quase uma centena de representantes indígenas desse estado estarão iniciando sua viagem até Brasília, para participar do Acampamento Terra Livre, reunirá quase mil indígenas de todo o país. Mais uma vez os índios estarão se acampando na esplanada dos Ministérios para dizer aos governantes, aos representantes dos três poderes que estão cansados de serem tratados como questão secundária, de não terem suas terras demarcadas e respeitadas, de suas lutas serem criminalizadas, de seus direitos constitucionais não serem respeitados. Vão exigir o fim da relação colonialista de paternalismo e assistencialismo.


     


    Além dos indígenas que irão viajar para Brasília, das outras regiões do Estado estão vindo centenas de indígenas para Campo Grande, para uma grande mobilização em que estarão não só falando da dura realidade que enfrentam nas aldeias e nas cidades, mas principalmente exigindo a demarcação de suas terras, apoio para que voltem a recuperar e produzir alimentos em suas terras, ter uma assistência à saúde e escola diferenciadas e de qualidade e que sejam efetivamente respeitados como povos e culturas conforme garante a Constituição. Portanto não estarão vindo pedir escolas mas lutar pelos seus direitos e exigir justiça.


     


    Fetems – lutando pelos direitos indígenas e pelo direito à diversidade


    Uma iniciativa muito louvável é da Federação dos Trabalhadores em Educação no Mato Grosso do Sul, que estão promovendo atividades sobre os povos indígenas, em todas as escolas públicas do Estado. Para tanto foi elaborado um material especial, nas aulas de Cidadania, que estará chegando a todos os professores e alunos destas escolas. Esse e outros materiais também estarão sendo disponibilizados no site da entidade.


    Abril Indígena – Povos Indígenas se mobilizam. Só desta forma, através de uma informação e reflexão mais séria e aprofundada sobre a realidade, os direitos e lutas dos povos indígenas hoje é que se estará começando a construir esse país plural, com tantos povos e culturas.


     


    Dívidas histórias e compromisso ético


    A questão indígena é uma realidade relevante que exige de todos nós uma avaliação séria e um compromisso ético com essa luta. A União e os Estados tem uma enorme dívida com esses povos pois tiraram suas terras, roubaram os recursos naturais, degradaram o meio ambiente, impuseram valores e cultura estranha, destruíram as bases da economia de reciprocidade, desencadearam um extermínio e violência sem precedentes, confinaram em pequenos espaços, tiraram sua liberdade e autonomia. Essa dívida só pode ser paga devolvendo as terras necessárias para reconstituírem suas vidas enquanto comunidades e povos. Tanto o governo federal, como os governos estaduais titularam a particulares a maioria das terras indígenas. Por isso ambos tem o compromisso de se empenhar na reversão desse quadro.


    E toda a sociedade tem sul matogrossense tem uma grande dívida histórica com os povos indígenas, pois de uma forma ou de outra participamos e justificamos a dominação, o roubo das terras e recursos naturais, a desestruturação social e econômica, a imposição de religiões e culturas, a violência e a fome que atinge grande parte das comunidades indígenas hoje.


     


    Portanto todos temos nossa parcela de responsabilidade em mudar essa situação. Vamos participar junto com os povos indígenas das mobilizações no dia 13 em Campo Grande e apoiar a luta desses povos por seus direitos. Isso implica em que participemos da construção de um novo projeto de sociedade baseada na pluralidade e na justiça.

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  • 13/04/2007

    SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS NO CESMAC

    Pela primeira vez, estudantes dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC), da disciplina Antropologia Cultural, realizam Semana de Debate e Exposição Fotográfica sobre a realidade dos povos indígenas de Alagoas. O evento é orientado do Prof. Ms. Jorge Luiz Gonzaga Vieira e é aberto à participação da sociedade alagoana e comunidade acadêmica. O objetivo é ampliar a reflexão e fomentar a pesquisa sobre a vida social e cultural dos povos indígenas, suas lutas em defesa dos direitos, especialmente à terra, educação, saúde e projetos de etnodesenvolvimento.


     


    Programação:


    Dia 16/04 – 19h: Abertura


    Palestrantes:


    Goretti Brandão – aluna do 2º período de Jornalismo


    Tema: A experiência dos estudantes de comunicação na visita à aldeia do povo Karuazu e sua importância na formação acadêmica.


     


    Paulo Kalankó – cacique do povo Kalankó


    Tema: A importância da Universidade na comunidade indígena


     


    Prof. Ms. Jorge Vieira – CESMAC


    Tema: Os povos indígenas e a Universidade: importância da pesquisa sobre os povos indígenas na formação dos profissionais de comunicação.


     


    Apresentação de documentário: Ritual dos Praiás do Povo Karuazu, município de Pariconha, Alagoas.


     


    Dia 18/04 – 19h: Apresentação dos relatórios dos alunos de Comunicação Social resultado da visita ao povo Karuazu ( 6 Equipes).


     


    Dia 20/04 – 19h


    Palestras:


    Profa. Ms. Maria Ester Ferreira – Geografia – (Universidade Federal de Alagoas)


    Tema: Território e territorialidade dos povos indígenas em Alagoas: um olhar da Geografia.


     


    Prof. Ms Cristiano Barros – Antropologia – (Universidade Federal de Alagoas)


    Tema: Concepções de saúde e doença entre os índios de Alagoas


     


    Encerramento: Apresentação do Toré do Povo Karuazu.

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