Porantim 462: Quintais invadidos pela soja
Agronegócio ocupa terras indígenas de Rondônia. Somente em 2022, a “nova fronteira do desmatamento”, Amacro, foi responsável por 36% da área desmatada da Amazônia Legal
Agronegócio ocupa terras indígenas de Rondônia. Somente em 2022, a “nova fronteira do desmatamento”, Amacro, foi responsável por 36% da área desmatada da Amazônia Legal
Separados pela colonização, unidos pelo sonho de voltar ao território. Entre as décadas de 1940 e 1960, colonizadores, mediante apoio do Estado brasileiro e do Paraná, usurparam a terra Xetá; até hoje, os indígenas lutam para reconquistar o território.
Alimentação, transporte e saúde foram as principais necessidades dos povos indígenas diretamente afetadas pelo fenômeno de extrema estiagem na Amazônia, diagnosticadas pelas equipes do Cimi Regional Norte I.
Cimi estabelece prioridades de atuação para o futuro, elege nova diretoria e reafirma compromisso com os povos indígenas e suas lutas.
Por 9 a 2, Supremo Tribunal Federal reafirma direitos indígenas, julga marco temporal inconstitucional e é favorável ao povo Xokleng em recurso contra reintegração de posse. Desfecho aconteceu na semana em que contato forçado com os Xokleng completou 109 anos.
Seis meses após a declaração de emergência, crise sanitária e humanitária na TI Yanomami continua. "A crueldade da invasão garimpeira no território Yanomami tornou evidente que a morte e a dor do outro não travam e nem comovem os embrutecidos e gananciosos”, afirma Dom Roque Palosch, presidente do Cimi.
Ministro Alexandre de Moraes se posiciona a favor dos povos indígenas, mas propõe “meio termo” para decisão sobre marco temporal. Ministro André Mendonça prolonga processo com pedido de vista enquanto lideranças se mantem mobilizadas pela garantia de seus direitos constitucionais.
Maioria dos deputados federais insiste em inviabilizar demarcação de terras indígenas por meio de projeto de lei que afronta a Constituição. Às vésperas da retomada do julgamento do caso de repercussão geral, no STF, deputados aprovam requerimento de urgência do PL 490.
Cerca de seis mil indígenas reforçam a luta para derrotar marco temporal. Povos expressam preocupação perante posição da AGU sobre o tema.
Dias antes da morte, Gustavo Pataxó, de 14 anos, escreveu: “Os Pataxó pedem socorro”. “Ele não pediu só por ele, pediu pelo povo Pataxó. Ele teve um sonho impedido”, conta a mãe de Gustavo, Candara Pataxó, que segue obstinada na luta pela demarcação do seu território mesmo com a dor da perda de seu filho brutalmente assassinado. Para o povo Pataxó, demarcação é a saída para pôr fim ao conflito...