• 06/08/2010

    Acampamento Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte!

    Evento acontece entre os dias 9 e 12 de agosto, na Orla do Cais do Porto e espera receber cerca de 500 pessoas para discutir os impactos dos grandes projetos na Amazônia, com ênfase em Belo Monte

     

    Começa na próxima segunda-feira (9) o acampamento Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte! O evento acontece na Orla do Cais do Porto de Altamira (PA) e vai até o dia 12 de agosto, quando será realizado um ato público contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte na região.

     

    O evento, que espera receber mais de 500 pessoas, entre indígenas, ribeirinhos, pescadores e urbanos, trará ao debate público as temáticas relacionadas aos impactos gerados pelos grandes projetos do governo federal previstos para a Amazônia.

     

    A discussão será dividida em quatro eixos temáticos: grandes empreendimentos (Usina de Belo Monte, hidrelétrica no rio Madeira e rodovia 163, entre outros); luta do Movimento Indígena; luta do Movimento Popular; terras indígenas (demarcação, atividades que impactam a cultura dos povos indígenas, desmatamento).

     

    Todas as discussões e encaminhamentos do evento serão levados para o Acampamento Terra Livre, que este ano acontecerá em Campo Grande (MS), de 16 a 20 de agosto. O ATL é o grande evento indígena em âmbito nacional. Ele acontece todos os anos em Brasília, tendo sido transferido de modo excepcional para Mato Grosso do Sul como uma maneira de denunciar as graves violações de direitos a que estão submetidos os Guarani e demais povos indígenas do estado.

     

    Serviço:

    Acampamento “Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte!”

    Quando: 9 a 12 de agosto

    Onde: Orla do Cais do Porto, Altamira (PA)

    Informações: Letícia Campos (Coiab) – (61) 3323-5068/ Verena Glass – (MXVPS) – (11) 9853-9950/ Cleymenne Cerqueira e Maíra Heinen (Cimi) – (61) 2106-1667/9979-7059

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  • 06/08/2010

    Il Mondo che ci circonda nº 925

     

    La comunitá Truká, nello stato del Pernambuco, ha realizaato, nei giorni 28 e 29 scorsi, un seminario che ha trattato della costruzione delle dighe sul fiume São Francisco ed i grandi progetti del governo federale che colpiranno le loro terre. L’evento é stato realizzato nella fattoria Toco Preto, locale riconquistato dagli indios Truká, nel municipio di Cabrobó.

     

     

    L’obiettivo del seminário era discutere l’impatto dei grandi imprendimenti del PAC, Programma di Accelerazione della Crescita (del governo federale), previsti per la regione, in modo speciale quelli che attingono le terre indigene, come quella del popolo Truká. Tutti questi grandi progetti sono direttamente legati alla canalizzazione delle acque del fiume São Francisco. Durante il seminario é stato anche trattato il tema della demarcazione delle terre indigene e la possibile costruzione di una centrale nucleare nello stato del Pernambuco.

     

    All’incontro hanno collaborato diverse entitá amiche del movimento indigeno e popolare: il Cimi – Consiglio Indigenista Missionario, la CPT – Commissione Pastorale della Terra, il MAB – Movimento dei Colpiti dalle Dighe, l’Articolazione Popolare per la Revitalizzazione del fiume São Francisco, il IRPAA e la Nectas.

     

    Vedi sotto il documento redatto alla fine del seminário:

     

     Documento Finale del Popolo Truká

     

     Seminario "I progetti delle dighe sul fiume São Francisco ed il territorio Truká"

     

     

    Noi del popolo Truká ed entitá amiche ci siamo riuniti dopo la riconquista del popolo Truká, nel municipio di Cabrobó, stato del Pernambuco, nei giorni 28 e 29 di luglio, per realizzare un seminário che ha trattato del nostro territorio e dei grandi progetti che attingono le nostre comunitá.

     

    In questi giorni abbiamo raccolto dati ed informazioni sui progetti governativi che pregiudicano le nostre vite, la vita della nostra mamma terra e del nostro papá, il fiume sacro.

     

    Da molto tempo, la costruzione di dighe sul fiume São Francisco e l’apertura di canali ci hanno causato danni irreparabili e hanno cambiato la nostra vita ed, oltre a pregiudicare le nostre attivitá agricole, causerá un impatto nell’equilibrio sociale e spirituale del nostro popolo. Pregiudicherá anche la vita delle comunitá lungo la riva del fiume, le comunitá discendenti dagli schiavi (quilombolas), i pescatori tradizionali, molti popoli indigeni ed anche la gente delle cittá.

     

    Non possiamo permettere che i nostri diritti siano, ancora una volta, violati.

     

    Attraverso questo seminario vogliamo dar voce ad una nuova proposta: che possiamo ripensare e proporre un modello di vita che rispetti le varie forme di pensare, di vivere di tutti i popoli, che non corrisponde al modello escludente, devastatore e che pensa solo al guadagno. Vogliamo un mondo di reciprocitá, di pace e di giustizia, perché é cosí che desidera il nostro papá Tupã.

     

    Il popolo Truká é organizzato per affrontare questa ed altre minacce che pregiudicano la nostra vita. Esigiamo dallo Stato che rispetti i nostri Diritti Costituzionali e la Convenzione 169 dell’OIT. Per cui, conclamiamo tutte le persone che si sentono pregiudicate da queste grandi opere perché uniamo le forze per affrontare questi nemici comuni.

     

    "Riaffermiamo il nostro impegno per la difesa del fiume São Francisco e la demarcazione delle nostre terre tradizionali.

     

    In questo modo stiamo tracciando nuovi orizzonti di pensiero e di lotta".

     

    Reina Truká! Reina Assunção!

     

    Riconquista Truká, municipio di Cabrobó, 29 di luglio 2010.

     

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  • 06/08/2010

    Cimi Regional Goiás/Tocantins faz lançamento de Relatório da Violência contra os Povos Indígenas no Brasil em Palmas

    Com a finalidade de denunciar e chamar a atenção da opinião pública para a violência contra os povos indígenas no Brasil, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), lançou ontem, no auditório do Ministério Público Federal em Palmas-TO, o Relatório de Violência contra os Povos Indígenas no Brasil – 2009.

     

    O evento contou com a participação de representantes dos povos indígenas de Goiás e Tocantins: Krahô, Karajá, Xerente, Krahô Canela, Karajá de Aruanã e Tapuaia, além da representante do Centro de Direitos Humanos de Palmas, Fátima Dourado, do Bispo da Prelazia de Cristalândia, Dom Eriberto Hermes e do Procurador Chefe do Ministério Público Federal no Tocantins, Álvaro Lotufo Manzano.

     

    Na ocasião, a coordenadora do Cimi GO/TO, Sara Sanchez, ressaltou que o objetivo do Cimi com a divulgação do Relatório é chamar atenção para a violência praticada contra os povos indígenas no País e para a necessidade de ações de enfrentamento contra situação. “Queríamos que não fosse necessária a emissão do relatório, porque nosso objetivo é que a violência deixe de existir”, frisou Sara. Ela ressaltou também que a publicação é divulgada pelo Cimi desde 1993, sendo que a questão  não pode ser tratada apenas como números, uma vez que são seres humanos que estão tendo os seus direitos violados.

     

    Antônio Apinajé, representante da Aldeia Areia Branca, de Tocantinópolis, afirmou que a violência contra os Povos Indígenas no Tocantins e Goiás está diretamente atrelada a projetos de desenvolvimento econômico, como é o caso da Usina Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães, em Lajeado, que provocou diversos impactos para o povo Xerente, da Usina de Estreito, no Maranhão, que está impactando as terras dos Apinajé, além do agronegócio, como o plantio da soja, que tem provocado danos para as terras do povo  Krahô. Para piorar o quadro, existe a omissão em políticas públicas de educação e saúde. “A violência acontece em todo lugar, e é porque acontece que temos que denunciar”, afirmou.

     

    A divulgação do Relatório também foi considerada pelos presentes como um instrumento para a união de forças contra a violação dos direitos humanos no País. “Iniciativas como esta nos dão força para continuarmos lutando pelas causas humanitárias”, afirmou Fátima Dourado, representante do Centro de Direitos Humanos de Palmas.

     

    Já o procurador Álvaro Manzano frisou que o Relatório serve como uma mostra do que acontece no Estado, mas que os números são maiores nessa região, sendo que o documento é importante para “que a sociedade fique atenta para que os casos não se repitam”.

     

    O Relatório

    O Relatório da violência contra os Povos Indígenas no Brasil é referente ao ano de 2009, quando foram registrados 60 casos de assassinatos entre os indígenas do país.

     

    O documento aborda a violência praticada contra a pessoa, como assassinatos, ameaças e atos de racismo, e contra o patrimônio indígena, como os conflitos territoriais e os danos ambientais. A publicação também apresenta as violências decorrentes da omissão do poder público, como os suicídios e a desassistência à saúde. O capítulo final traz informações sobre violências contra os povos indígenas isolados ou de pouco contato.

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  • 06/08/2010

    ”Lutamos há 30 anos contra essa monstruosidade”, afirma Dom Erwin sobre Belo Monte

    Dom Erwin Kräutler chegou "moço" ao Brasil, como ele mesmo disse, aos 26 anos. E mesmo depois de mais de 40 anos em solo brasileiro, ele demonstra com muita energia a sua mocidade.

     

    Foi isso que os participantes de sua palestra "Belo Monte, impactos socioambientais", parte do evento Amazônia em Debate, organizado do Instituto Humanitas Unisinos – IHU e parceiros, realizada na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, na Unisinos, em São Leopoldo, puderam perceber.

     

    Tendo chegado ao Rio Grande do Sul em uma das semanas mais frias dos últimos tempos, com registro de neve em diversas cidades do Estado, Dom Erwin não podia deixar de brincar, com muito bom humor, com o frio que passou ao chegar em solo gaúcho, depois de sair do clima tropical de Altamira, no Pará, onde é bispo da Prelazia do Xingu.

     

    "Nunca sofri tanto frio quanto no Brasil", afirmou o prelado, que nasceu na Áustria. E esse também foi o "gancho" para entrar no tema da tarde de debate: "Com a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, a promessa é de que todos os gaúchos vão ter calefação em casa", brincou.

     

    Dom Erwin Kräutler retomou, assim, um pouco da história de sua luta em defesa daquilo que chamou de "macrorregião da Amazônia", que, afirmou, não pode se confundir com outras macrorregiões do país, e por isso deve ter suas peculiaridades e riquezas preservadas e defendidas.

     

    Segundo ele, os maiores problemas políticos na Amazônia iniciaram no começo dos anos 70, com o projeto e a execução da construção da rodovia Transamazônica (ou BR-320), terceira maior rodovia do Brasil, com 4.000 km de comprimento, que passa pela Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.

     

    O objetivo da obra, em plena época da ditadura, era contribuir para o que o governo de exceção chamava de "integração nacional". Porém, para se ter uma ideia do que a obra significou concretamente para as populações locais, Dom Erwin relembrou alguns outros "apelidos" da rodovia: "Transamargura" e também "Transmiséria".

     

    O marco inicial da obra foi no dia 9 de outubro de 1970, quando o ditador militar Emílio Garrastazu Médici deu início ao programa governamental de derrubar a Floresta Amazônica para a execução da obra. Na cerimônia para marcar o início das obras – à qual Dom Erwin pôde assistir "de corpo e alma", pois era "padre novo" –, havia uma placa de bronze encrustada no tronco de uma castanheira derrubada, conhecida como a "rainha da selva".

     

    Com esse símbolo (que popularmente ficou mais conhecido como o "pau do presidente", lembrou o bispo), essa cerimônia à Transamazônica foi o primeiro passo da "arrancada histórica para a conquista desse gigantesco mundo verde", afirmou.

     

    Como afirmou Médici, em uma famosa frase, buscava-se assim, com o alcance da Transamazônica, entregar "terras sem homens (a Amazônia), para homens sem terra (o Nordeste)". Porém, afirmou Dom Erwin, a Amazônia, e especialmente o Xingu, nunca foi terra sem homens, sempre foi povoada pelos povos indígenas e também pelos ribeirinhos.

     

    Na época da ditadura, no entanto, nada se falou sobre os povos que habitavam aquelas terras. "Para o presidente da República, se houvesse índios, deviam ser ignorados", sintetizou o bispo do Xingu. Assim, a migração foi-se dando a partir do Sul, Sudeste e Centro do país rumo à Amazônia.

     

    Na inauguração do primeiro trecho da obra, em abril de 1972, Médici lembrou que assim se cumpria a "construção de um grande e vigoroso país". Porém, essa integração nacional também incluía cortar ao meio os grandes rios amazônicos. Sem contar que, logo após a inauguração da Transamazônica, afirmou Dom Erwin, convocou-se o Consórcio Nacional de Engenheiros Construtores (CNEC), que determinou a viabilidade de construção de cinco hidrelétricas na região.

     

    Com isso, resumiu Dom Erwin, Médici e seu governo decidiram "soberanamente pela destruição da Amazônia". E foi aí que o bispo traçou diretamente um paralelo com Lula, exatamente na decisão de construção da hidrelétrica de Belo Monte.

     

    Belo Monte: "uma monstruosidade"

     

    "Lutamos há 30 anos contra essa monstruosidade", afirmou. E criticou a forma prepotente de Lula na defesa da construção de Belo Monte, que, segundo Dom Erwin, "ultrapassa a prepotência dos militares".

     

    Segundo Dom Erwin, Lula, durante a campanha, manifestou-se contra Belo Monte, assim como outros candidatos. Depois de eleito, passou por uma "surpreendente metamorfose camaleônica", afirmou, por meio da qual começou a defender a hidrelétrica como única saída para salvar a pátria do apagão e de um colapso de toda a economia.

     

    Para se ter uma ideia, a hidrelétrica de Belo Monte será a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira (já que Itaipu encontra-se na fronteira entre o Brasil e o Paraguai). Em nível mundial, será a terceira em tamanho. Irá ocupar um total de 1.000 km2, sendo que 668 km2 serão de áreas inundadas, incluindo um terço da cidade de Altamira, conforme o edital do leilão, lembrou Dom Erwin. A produção estimada é de pouco mais de 11 mil megawatts. Porém, afirmou o bispo, essa produção irá ocorrer na época das cheias, ou seja, em apenas 2-4 meses por ano. Na maior parte do ano, a produção cai para 1.100 megawatts.

     

    Por isso, questionou: "Quem, em sã consciência, vai investir 30 bilhões de reais em uma usina hidrelétrica que só por alguns meses por ano pode trabalhar com toda a força e nos outros meses cai para um quinto de sua produção, durante o verão tropical?". Segundo ele, assim, Belo Monte será apenas o primeiro passo para a construção de outras barragens que serão necessárias para manter o nível da produção.

     

    "O Xingu será sacrificado", declarou. "Belo Monte tem como objetivo explorar intensivamente todas as riquezas naturais do solo e do subsolo da Amazônia, seus recursos minerais, naturais e hídricos para satisfazer as demandas internacionais", criticou. Para ele, a hidrelétrica de Belo Monte "é concebida pelos interesses do mercado internacional".

     

    A Amazônia, afirmou, é um enorme acervo de biodiversidade ainda não totalmente explorado. Além disso, o projeto não contempla nenhum palmo de chão destinado às famílias desalojadas. "Como Lula será capaz de cuidar do nosso desenvolvimento se não respeita as comunidades ribeirinhas e quilombolas?", questionou Dom Erwin.

     

    "E lá vem a Dilma Roussef", brincou novamente, criticando sua postura de afeição a um projeto que vem desde a ditadura que a candidata do PT ajudou a combater. Dom Erwin criticou a defesa de Belo Monte por parte de Dilma como um projeto de energia elétrica que respeita o meio ambiente. "Como ela pode provar que esse projeto pode respeitar o meio ambiente? Eu gostaria que a Dona Dilma explicasse o que entende por respeitar o meio ambiente", criticou.

     

    Falácias

     

    Por outro lado, afirmou, diz-se que a usina vai trazer o progresso e milhares de empregos. "O sonho do progresso eu já conheço desde a época da Transamazônica. Algumas pessoas enriqueceram. Mas esse progresso não chegou", defendeu. Além disso, a cidade de Altamira "não tem a mínima estrutura para receber essas pessoas" e todos os migrantes que se deslocarão para a região.

     

    Referindo-se aos defensores de alto escalão da obra, disse: "Esses tecnocratas nem sabem o que vai acontecer, porque não está em jogo o futuro de suas famílias e de sues netos. Vai-se improvisar algumas medidas, e depois vai-se entregar o povo à sua própria sorte. Existe algum único exemplo no Brasil que prove o contrário?".

     

    Relembrando seus dois encontros com o presidente Lula, no ano passado, Dom Erwin citou a declaração que o presidente lhe fez, em tom de confidência: "Dom Erwin, uma coisa eu lhe digo: jamais vou entregar esse projeto goela abaixo a quem quer que seja. Belo Monte só se tornará realidade se for de proveito para todos os brasileiros e brasileiras".

     

    Porém, afirmou Dom Erwin, Lula nunca se dispôs a ouvir cientistas de ponta do Brasil e dos centros de pesquisa do setor energético para ver outras opções de solução energética, em vez da enorme devastação necessária para a construção da hidrelétrica. Ele contou que, no sul da Alemanha, apesar do frio, da neve e dos dias nublados, todas as casas possuem placas de energia solar. "Na Amazônia – comentou –, temos sol das 6h às 18h. Por que não se investe nisso?", questionou.

     

    Por outro lado, o governo não sabe com precisão o impacto da hidrelétrica. "Até hoje não se sabe quantas pessoas serão retiradas de suas moradias. Não há cálculos exatos. Não se sabe quais ruas serão alagadas. Os estudos são insuficientes, imperdoavelmente omissos na área social. Essas pessoas [atingidas] não são conhecidas em Brasília, mas nós sabemos quem elas são", disse.

     

    Segundo Dom Erwin, a mesma coisa está acontecendo em Tapajós. "O bispo está subindo pelas paredes", afirmou. "Outro mundo é possível e necessário. Queremos outro Brasil. As pessoas querem um país diferente, justo e fraterno. E, enquanto tivermos fôlego, vamos gritar", disse.

     

    (Reportagem de Moisés Sbardelotto)

     

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  • 06/08/2010

    Povo Awá-Guajá: Acampamento “Nós existimos”

    Por Diego Janatã

    Jornalista

     

    Na região conhecida como Alto Turiaçu, no Noroeste Maranhense, mais uma parte da Amazônia brasileira é destruída. Diariamente, caminhões saem lotados da mata, roubando e assassinando os povos indígenas que sofrem com o drama da derrubada de madeira em seus territórios.

     

    Na contramão dessas tragédias anunciadas, grupos de guerreiros deixam suas casas no seio da floresta para se encontrarem com os seus parentes. Em busca de aliados, o povo Awá Guajá sai da mata e com a cantoria dos karawaras, viajam para o céu e descobrem do alto um novo horizonte de destruição e aterrissam de volta com o grito: “Nós existimos”.

     

    O Conselho Indigenista Missionário e o Povo Awá-Guajá, em parceria com a CNBB Regional Nordeste V, Diocese de Zé Doca, pastorais e movimentos sociais, realizaram o grande acampamento “Nós existimos: terra e vida para os caçadores e coletores Awá-Guajá”.

     

    O evento que aconteceu entre os dias 1 e 3 de agosto na cidade de Zé Doca, localizada há 400 quilômetros da capital, São Luiz, e também contou com a participação de lideranças indígenas de outras etnias como os Guajajara e os Ka’apor.

     

    O Acampamento foi palco de palestras e denúncias sobre a situação de invasões de Terras Indígenas no Brasil, em especial as do povo Awá, bem como outros informes sobre o atual momento do povo.

     

    Funai tenta atrapalhar reencontro

     

    A princípio, o acampamento contaria com a presença dos representantes das quatro aldeias do povo Awá-Guajá:  Tiracambu, Awá, Guajá e Juriti. Mas na última hora a Funai, que seria a responsável pelo transporte dos indígenas da aldeia Juriti para o lugar do evento, alegou que não mandaria os índios e nenhum representante do órgão pois, segundo a sede de Brasília,  a cidade de Zé Doca estaria controlada por madeireiros e não oferecia segurança para os participantes. Entretanto, para os indígenas presentes, o órgão não participou porque não tem interesse em ajudar. “Funai tem é medo de índio”, revela Takaiju, liderança da aldeia Guajá.

     

    O Acampamento é um espaço necessário para compreender e a apoiar as lutas dos Povos Indígenas, de maneira concreta, pela garantia de seus direitos e proteção de suas terras e por uma política indigenista voltada às verdadeiras necessidades das comunidades indígenas. No encontro é possível perceber as relações do “bem viver” estabelecidas pela maioria dos povos indígenas fundamentadas na reciprocidade entre as pessoas, na amizade fraterna, na convivência com outros seres da natureza e num profundo respeito pela terra.

     

    O grande encontro

     

    Em um primeiro momento antes do Acampamento que aconteceu na Praça Matriz da cidade, os Awa Guajá das aldeias Tiracambu, Guajá e Awá estiveram no Centro Diocesano de Zé Doca e celebraram com muita cantoria o reencontro dos parentes que há muito tempo não se viam. Em parceria com os Ka’apor, o duelo de cantadores se estendeu até altas horas, revelando uma grande harmonia entre esses povos.

     

    Na manhã seguinte, os Awá se reuniram para traçarem estratégias para o Acampamento. Na pauta de discussões, a questão da madeira foi a mais debatida, pois se trata da mesma realidade para todo o território Awá.

     

    Itati, liderança da Aldeia Awá, falou a respeito da vida de seu povo, mostrou como vivem os Awá, os utensílios que utilizam. “Tudo isso aqui quem fez foi Awá, branco não deu nada pra índio. E eu acho muito bom”, orgulha-se a jovem liderança que também reclamou a ausência da Funai no encontro, mas destacou o apoio dos aliados. “Como vamos fazer para resolver nossos problemas? O Cimi pode nos ajudar! Vamos nos organizar para nos encontrar outras vezes, dessa vez com os nossos parentes do Juriti.

     

    Saulo Feitosa, secretário adjunto do Cimi,  afirmou que o momento dos Awá é histórico e muito significativo. “Vocês mostram que querem resolver seus problemas. Fiquei impressionado com a força da sua cultura, isso é um projeto de vida”. Saulo também comentou a respeito da dificuldade dos Awá deixarem as suas aldeias, as suas famílias e seus bichos. “É um esforço de vocês para mostrar para a população brasileira que o povo Awá Guajá existe”, afirmou.

     

    Madalena Borges, missionária do Cimi, se emocionou ao falar do encontro, revelando ser um sonho que foi realizado. "Os Awá ainda vão conquistar muita coisa”, profetizou.

     

    O acampamento

     

    Na manhã do dia 2, os Awá Guajá saíram em direção à Praça Matriz, onde se realizou o Acampamento. Sob o olhar curioso da população local, os indígenas cruzaram a praça entoando os cânticos dos karawaras.

     

    Carlo Ellena, bispo da diocese de Zé Doca, foi o responsável pela abertura do evento, deu as boas vindas a todos os presentes. Na oportunidade ele destacou a preocupação da igreja com relação à situação dos povos indígenas, que é uma realidade de muita luta e resistência, lembrou que os povos indígenas estão presentes na mente e no coração da Igreja do regional e conhecem as dificuldades que os indígenas passam em suas aldeias. ”Eu fico muito feliz em encontrar vocês, meus irmãos. Hoje é um dia muito importante e vocês devem expressar suas vontades, dificuldades e desejos”.

               

    Don Xavier, presidente do Regional, leu para os participantes uma mensagem da XV Assembléia Regional de Pastoral da CNBB Nordeste V sobre a situação dos povos indígenas do Maranhão. “Deixam-nos perplexos as intervenções do governo federal que, em nome do progresso regional, financia hidrelétricas e outros projetos de grande impacto social e ambiental sobre as comunidades indígenas e seus territórios sem a devida consulta prévia, inclusive pelo artigo 169 da Organização Internacional do Trabalho”.

     

    Takaiju, liderança Awá, comentou a relação do índio no mundo dos brancos e do branco no mundo indígena, que é a realidade da mata. Do respeito de cada um quando vai na casa do outro. “Nós chegamos na cidade e não roubamos nada. Não fazemos mal pra ninguém. Se tiver dinheiro, índio compra. O karaí chega na mata e corta madeira, rouba a mata da gente, que somos os donos da terra. Parente não gosta disso”, afirma.

     

    O jovem cacique da aldeia Awa, Manãxika, falou do seu avô, que não vive mais. “O branco veio para terra dos índios e colocaram roça. Branco botou roça dentro da terra do índio e o madeireiro chegou também. Estamos aqui na cidade para mostrar que Awá existe. Eu sou Awá e estou aqui com os meus parentes. Venho mostrar que eu estou vivo e madeireiro não vai acabar com a gente”, afirma.

     

    Tiparexa’a, liderança da aldeia Tiracambu, desabafou que o branco entra em sua terra, porque branco não gosta de índio e nem da natureza. “Nós gostamos muito da terra, comemos de graça. Quando venho para a cidade tenho que comprar comida de branco”, diz.

     

    A busca de aliados

     

    Para o combate aos madeireiros que devastam seus territórios e a retirada dos invasores, os Awá perceberam que é necessário muito apoio. As entidades presentes no evento e também os Ka’apor e os Guajajaras, firmaram o compromisso com a causa Awá, se mostraram parceiros para eventuais campanhas e outras manifestações de apoio. “É vergonhoso para o Governo Brasileiro que seja preciso que os índios montem um acampamento para provarem que existem. A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos se coloca a disposição para trabalhar em parceria com o Cimi e os povos índígenas”, prometeu  Vicente, representante da SMDH.  

     

    A linguista e professora da Universidade de Brasília (UnB), Marina Magalhães que trabalha com o povo Awá estudando sua língua materna, destacou a importância do encontro e considera os indígenas seus professores na arte de viver em harmonia com a natureza. “Vocês podem contar com a gente, estou propondo um grupo de pesquisa e de apoio entre os estudantes da UnB para contribuírem com o povo Awá”, disse.

     

    De acordo com o professor István Varga, da Universidade Federal do Maranhão, boa parte da população sertaneja que é jogada contra os índios tem sangue indígena e não se dá conta disso. “Aqui na região do alto Turiaçu houve no passado aliança entre os negros quilombolas e as populações indígenas para controlarem o avanço das frentes agrícolas”, comentou.

     

    Antonio Guajajara, da Aldeia Nova, no município de Arame, convidou a população não indígena presente a apoiar a luta dos Awá. “As pessoas da cidade de Zé Doca precisam apoiar os meus parentes. Eles são muito importantes, um dia vocês vão precisar deles”, pediu.

     

    De acordo com cacique Ceron Ka’apor esse tipo de reunião é muito boa para os índios, pois têm a oportunidade de conhecer a história de outros povos. “Estamos aqui também junto com os parentes Awá-Guajá para dizer que do jeito que está é muito difícil. O problema da madeira é muito grave. Madeireiro quer destruir tudo. Não pode deixar. Lá em nossa aldeia não deixamos madeireiro entrar”, afirma.

     

    Para Saulo Feitosa o Acampamento teve várias conquistas. A própria realização do evento, por si só, já é uma delas, pois se trata de uma região de conflito. “Foi um evento importante para a mudança de paradigma da população local, pois existe no imaginário popular uma visão muito distorcida dos povos indígenas”, afirmou Saulo, destacando a importância dos depoimentos das pessoas da paróquia, que se solidarizam com a luta do povo Awá.

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  • 06/08/2010

    Indígenas no Tocantins debatem encaminhamentos de ações definidas na última Assembleia

    Indígenas representantes de povos de Goiás e Tocantins estão reunidos em Palmas entre os dias 5 e 7 de agosto para debater das demandas apontadas na I Assembléia dos Povos Indígenas de Goiás e Tocantins, realizada no último mês de maio. Na pauta da reunião, coordenada pelo Conselho Indigenista Missionário regional Goiás/Tocantins (Cimi-GO/TO), além da avaliação da Assembleia, serão definidos os  próximos passos  na luta pelo cumprimento de seus direitos.

     

    Ontem, além da avaliação da I Assembléia, foram definidas as prioridades a serem discutidas e exigidas em Audiência Pública que será realizada no Ministério Público Federal hoje, dia 6, das 8h às 18h. Cerca de 60 pessoas participaram da avaliação, representando as comunidades Krahô, Krahô Kanela, Apinajé, Xerente, Karajá de Xambioá e da Ilha do Bananal, Karajá de Aruanã e Tapuia.

     

    De acordo com os organizadores, foi perceptível que a I Assembléia ajudou a fortalecer a organização dos grupos indígenas da região. Entretanto, há uma preocupação sobre a continuidade das ações em prol das demandas apontadas no documento final da I Assembléia. Durante a reunião foram organizados grupos de trabalho que pontuaram as questões apontadas no documento e os encaminhamentos a serem tomados na Audiência Pública.

     

    A liderança indígena Antônio Veríssimo Apinajé, membro da diretoria da Associação Penipxá, da Aldeia Areia Branca de Tocantinópolis, frisou a necessidade da organização e continuidade da luta pelos direitos dos povos indígenas. “Essa avaliação sinaliza que a luta não está parada, vamos apresentar o documento na audiência e dar continuidade às ações. Precisamos ficar atentos neste período de eleições e não abrir mão da nossa pauta, que é um dever do Estado”, frisou.

     

    Já Valquíria Poyoy Krahô, da Adeia Morro do Boi em Itacajá, destacou que uma das principais causas a serem reivindicadas na Audiência Pública diz respeito à questão da saúde. “Se você não tem estrada, nem veículo que preste, nem médicos, não tem saúde boa. Perdi minha sogra porque não tivemos como levá-la para o médico. É disso que estamos tratando aqui, procurando uma forma para melhorar”, afirmou.

     

    Outra preocupação de Valquíria é a educação. “Tem jovens que vão terminar a oitava série e a gente não sabe como vai fazer para eles continuarem estudando, porquê na Aldeia não tem escola pra eles continuarem”, informou.

     

    Além dos povos que já estão participando da avaliação, também estarão presentes na Audiência Pública instituições públicas e privadas ligadas à causa indígena, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretaria Estadual da Educação, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (Dertins), e Rede Celtins.

     

    Assembléia

     

    Realizada entre os dias 24 e 27 de maio, no Campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins (UFT), a I Assembléia dos Povos Indígenas de Goiás e Tocantins reuniu cerca de 350 índios na discussão de soluções para os  problemas comuns enfrentados, além do grande intercâmbio de culturas.

     

    Na Assembleia, os principais assuntos discutidos, foram os impactos enfrentados nas aldeias  em razão de empreendimentos econômicos, as questões da saúde e da educação indígena, e  o desenvolvimento sustentável.

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  • 05/08/2010

    Informe n° 925: Seminário do povo Truká discute projetos de barragens no rio São Francisco

    A comunidade Truká, em Pernambuco, realizou nos dias 28 e 29 de julho o Seminário sobre os projetos de barragem no rio São Francisco e os grandes projetos do governo federal que impactam suas terras. O evento aconteceu na fazenda Toco Preto, local de retomada Truká, em Cabrobó.

     

    O seminário teve por objetivo discutir os impactos dos grandes empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previstos para a região, em especial os que atingem diretamente as terras indígenas, como a do povo Truká. Todos esses grandes projetos estão ligados à Transposição do rio São Francisco. Durante o seminário também foi abordada a questão da demarcação de terras indígenas e a possível construção de uma usina nuclear no estado.

     

    O evento contou com a colaboração de diversas entidades parceiras do movimento indígena e popular: Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Articulação Popular pela Revitalização do rio São Francisco, IRPAA e Nectas.

     

    Confira abaixo a Carta Final do seminário:

     

     

    Carta Final do Povo Truká

     Seminário “Os projetos de barragem no rio São Francisco e o território Truká” 

     

    Nós, povo Truká e entidades parceiras, nos reunimos na retomada do povo Truká em Cabrobó (PE) nos dias 28 e 29 de julho em um seminário de discussão sobre o território e os grandes projetos que nos impactam.

     

    Nesses dias levantamos dados e informações sobre os projetos governamentais que prejudicam nossas vidas, a vida da nossa mãe terra e de nosso pai, o rio sagrado.

     

    Já fomos muito prejudicados com as barragens no rio São Francisco ao longo dos anos e com a construção do canal da transposição, que modificaram nossas vidas, nossos costumes e nossa sobrevivência.  A construção das barragens de Pedra Branca e Riacho Seco, bem como de uma possível usina nuclear na região, não prejudicará somente nossas atividades produtivas mas terá impacto no equilíbrio social e espiritual de nosso povo. Como também afetará várias comunidades ribeirinhas, quilombolas, pescadores, muitos povos indígenas e população urbana entre outros.

     

    Não vamos admitir que nossos direitos sejam mais uma vez violados.

     

    Com esse seminário queremos fazer ecoar uma nova proposta: que possamos repensar e propor um modelo de vida que respeite as várias formas de pensar e viver de todos os povos, que não corresponde a esse modelo de desenvolvimento excludente, devastador e que só visa ao lucro. Queremos um mundo de reciprocidade, paz e justiça porque assim o pai Tupã deseja.

     

    O povo Truká está organizado para enfrentar essas e outras ameaças que prejudicam nossa vida. Exigimos do Estado o respeito aos nossos Direitos Constitucionais e a Convenção 169 da OIT. Portanto, conclamamos a todas as pessoas que se sentem prejudicadas com essas obras a juntarmos forças para enfrentar esses inimigos.

     

    "Reafirmamos nosso compromisso em defesa do rio e da demarcação de nosso território.

     

    Estamos assim traçando novos horizontes de pensamento e de luta".

     

    Reina Truká! Reina Assunção!

     

    Retomada Truká, Cabrobó, 29 de julho de 2010.

     

     

    Leia também:

     

    Altamira recebe o acampamento Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte!

    Evento acontece entre os dias 9 e 12 de agosto, na Orla do Cais do Porto e espera receber cerca de 500 pessoas para discutir os impactos dos grandes projetos na Amazônia, com ênfase em Belo Monte

     

    Entre os dias 9 e 12 de agosto, acontecerá em Altamira, no Pará, o acampamento Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte! O evento é organizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Via Campesina, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Instituto Socio Ambiental (ISA) e Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS).

     

    A mobilização acontecerá na Orla do Cais do porto de Altamira e contará com a presença de diversas lideranças indígenas do país, de ribeirinhos e comunidades tradicionais, bem como populações que serão diretamente atingidas pela hidrelétrica de Belo Monte. Durante o encontro, serão debatidas temáticas relacionadas aos impactos dos grandes empreendimentos na Amazônia, tudo a partir da realidade e experiência dos participantes.

     

    A discussão será dividida em quatro eixos temáticos: grandes empreendimentos (Usina de Belo Monte, hidrelétrica no rio Madeira e rodovia 163, entre outros); luta do Movimento Indígena; luta do Movimento Popular; terras indígenas (demarcação, atividades que impactam a cultura dos povos indígenas, desmatamento).

     

    O evento será uma oportunidade para os povos indígenas manifestarem seu posicionamento, expressarem sua opinião e, principalmente, tentarem um novo diálogo com o governo federal, uma vez que os povos indígenas não tiveram seus direitos de consulta prévia, garantidos pela Constituição Federal, Convenção 169 da OIT e a Declaração da ONU dos Direitos dos Povos Indígenas, respeitados.

     

    O acampamento, que deve reunir cerca de 500 pessoas, entre indígenas, ribeirinhos, pescadores, camponeses, quilombolas e urbanos, terá encerramento com a elaboração de um documento contendo as reivindicações e propostas sugeridas por todos e com a realização de um ato público pelas ruas de Altamira.

     

    Todas as discussões e encaminhamentos do evento serão levados para o Acampamento Terra Livre, que este ano acontecerá em Campo Grande (MS), de 16 a 20 de agosto. O ATL é o grande evento indígena em âmbito nacional. Ele acontece todos os anos em Brasília, tendo sido transferido de modo excepcional para Mato Grosso do Sul como uma maneira de denunciar as graves violações de direitos a que estão submetidos os Guarani e demais povos indígenas do estado.

     

    Serviço:

    Acampamento “Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte!”

    Quando: 9 a 12 de agosto

    Onde: Orla do Cais do Porto, Altamira (PA)

    Informações: Letícia Campos (Coiab) – (61) 3323-5068/ Verena Glass – (MXVPS) – (11) 9853-9950/ Cleymenne Cerqueira e Maíra Heinen (Cimi) – (61) 2106-1667/1670

     

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  • 05/08/2010

    Major Indigenous gathering in Altamira, Pará, August 9 thru 12

    . Press Release

     

     

    Major Indigenous gathering in Altamira, Pará, August 9 thru 12

     

    “In Defense of the Xingu: Against Belo Monte!”

     

    Between the 9th and 12th of August 2010 about 500 indigenous leaders from the Amazon region will gather and make camp at the quays of the port of the city of Altamira, Pará, at the riverside of the Xingu river, to discuss the impacts of major infrastructural projects in the Amazon region, with emphasis on Monte Belo.

     

    The camp, named “In Defense of the Xingu: Against Belo Monte!” is organized by the Coordination of Indigenous Organizations of the Brazilian Amazon (Coiab), the largest representative body of indigenous peoples and organizations in that region, in partnership with the Articulation of Indigenous Peoples of Brazil (APIB), the Indigenist Missionary Council (CIMI), the Instituto Socio Ambiental (ISA), Via Campesina and the Movimento Xingu Vivo para Sempre

     

    Riverine communities

    Besides the indigenous leaders, members of traditional riverine communities, small scale farmers and people that would otherwise be impacted by the Belo Monte hydroelectric plant will participate at the gathering. During the meeting, issues will be discuss relating to the impacts of large infrastructural projects in the Amazon region, all from the reality and experience of participants.

     

    Discussion themes

    The discussion will be divided into four thematic areas: large infrastructural projects (like the Belo Monte hydroelectric dam, the hydro electrics on the Madeira River and high way number 163 among others); the struggle of the Indigenous Movement, the struggle of the movimentos populares; Indigenous Lands (demarcation and activities that impact the culture of indigenous people, like illegal logging, mining and deforestation in general).

     

    Human Rights

    The event will be an opportunity for indigenous peoples to express their position, express their opinions and, above all, to try and establish a new dialogue with the federal government, as the indigenous peoples have had their right to prior consultation, as guaranteed by the Constitution, ILO Convention 169 and the UN Declaration on the Rights of Indigenous Peoples violated.

     

    Rally

    The camp, which should bring together some 500 indigenous leaders, will end with the drafting of a document containing the claims and proposals suggested by everyone and the holding of a rally in the streets of Altamira.

     

    Acampamento Terra Livre

    All discussions and referrals from the event will be taken to the yearly, national Acampamento Terra Livre (Free Land Camp), which this year will be held in Campo Grande (the state of Mato Grosso do Sul), 16 thru 20 of August. The Camp is a big and important event for the indigenous movement on a national level. It happens every year in Brasilia, and was transferred exceptionally to Mato Grosso do Sul as a way to denounce the violations of rights suffered by the Guarani Kaiowá and other indigenous people of that state.

     

    The Acampamento Terra Livre has the support of the organizations Amazon Watch, International Rivers, Friends of the Earth.

     

     

    Altamira Program

     

    Monday, 09.08.2010

    08.00h to 12.00h

    – Arrival of indigenous delegations.

    – Installation of the camp.

     

    From 14h to 18h

    – Opening of the Camp: presentation of the delegations and of programming.

    – Plenary session: methodological guidelines of the Camp

    – Formation of Working Groups: divided into four themes – Large Enterprises (Belo Monte Hydroelectric, Madeira River hydroelectric, High way nr. 163, etc.); Indigenous Lands (demarcation, activities that impact the culture of indigenous people, like deforestation, etc.), the Struggle of the Indigenous Movement; the struggle of the Movimento Popular.

     

    20.00h

    – Launch of the movie "Xingu: the blood of our survival," produced by the Movement of People Affected by Dams (MAB). This

     

    Tuesday, 10.08.2010

    08.00h to 12.00h

    – Debate on major projects in the Amazon: Marcos Apurinã (Coiab), Guilherme (FASE), Prof. Herrera (UFPA), Experiences of Indigenous leaders in some impacted regions.

    – Continuation of Working Groups: debate and discussion on the issues presented.

     

    14.00h to 18.00h

    – Speech by the representative of Coica: resistance struggles in other countries of the Amazon region

    – Presentation of results of the Working Groups: with examples of cases of major projects in the Brazilian Amazon.

     

    20.00h

    – Overview of law and regulations relating to the Belo Monte hydroelectric: discussion with indigenous peoples, traditional and local communities about the legal points of view on this project (Federal Prosecutor, Legal Counsel of the Xingu Prelature, president of Regional Federal Court (TRF1), judge of the 9th Federal Court on Agricultural and Environmental issues of belém, legal Council of Cimi, Marco’s Apolo of the SDDH and Antonio Carlos Campelo, Federal Judge).

     

     Wednesday, 11.08.2010

    08.00h – 12.00h

    – Debate on the impacts of Belo Monte to the Amazon rainforest; to the indigenous peoples and to the traditional communities; participants: Francisco Hernandez (University of São Paulo and representative of the independent Panel of Experts on Belo Monte, Sonia Magalhaes (UFPA) and representatives of the Movement of People Impacted by Dams (MAB).

     

    14.00h to 18.00h

    – Ways to fight Belo Monte for the Indigenous Movement and the Social Movements

     

    20.00h

    Cultural Night.

     

    Thursday, 12.08.2010

    08.00h to 12.00h

    – Systematization of the proposals and complaints about Belo Monte and presentation of the official document.

    – Press Conference

     

    14.00 to 18.00

    Public Rally in Altamira

     

    20.00h

    Closing session

     

    For further information please contact:

     

    Leticia Campos – communication officer of Coiab: (55) 61 3323-5068 / (55) 61 9949-6926

    (Portuguese and English)

     

    Paul Wolters – communication officer at Cimi: (55) 61 1650 1666 / (55) 61 9953 8959

    (English, Portuguese, Dutch)

     

    Verena Glass – communication officer Movimento Xingu Vivo Para Sempre: (55) 11 98539950

    (Portuguese, English) 

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  • 05/08/2010

    O desenvolvimento e os direitos das comunidades indígenas

    Há 35 anos a pesquisadora Lúcia Helena Rangel estuda a questão indígena no País e, ainda hoje, houve coisas como “se fala português, se tem cabelo crespo e se usa roupa, então não é índio”. Ela coordenou o recém lançado Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, cujos dados apontam que em 2009 houve 60 casos de assassinatos contra indígenas. “Seguramente, metade dessas mortes se deu em função de conflitos pela posse da terra”, diz Lúcia durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line, por telefone. Segundo ele, a maioria dos assassinatos ocorre quando há perseguição contra as lideranças dos povos indígenas. O estado do Mato Grosso do Sul vive uma das situações mais complicadas. Lá lideranças políticas e fazendeiros fazem tamanha pressão que o tensionamento fez com que índios se envolvessem com drogas e bebidas, levando a violência para dentro das aldeias, como é o caso que acontece nas aldeias dos kaiowá-guarani, “onde temos verdadeiros núcleos de tensão social por força do confinamento a que esse povo foi submetido”, apontou.

    Lúcia Helena Rangel é graduada em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também realizou o mestrado e o doutorado na mesma área. Atualmente, é professora do Instituto Teológico de São Paulo e na PUC-SP e pesquisadora do Conselho Indigenista Missionário -CIMI.

    Confira a entrevista.

    IHU On-Line – Os números que o Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil apresenta são alarmantes. Mas a senhora diz que o mais importante não é saber se aumentou ou não a violência contra os índios no Brasil. Qual é a grande mensagem deste relatório ao trazer tais dados?

    Lúcia Helena Rangel – O que queremos transmitir é que uma parcela significativa da população indígena está sendo maltratada, violentada, desrespeitada em todos os níveis e a grande solução para esse problema depende da demarcação das terras indígenas, ou seja, a ampliação do acesso à terra. Há, em cada região, um problema específico. Este relatório demonstra mais uma vez complicações terríveis no sul, por exemplo.

    Essa região foi considerada, desde o tempo do Serviço de Proteção do Índio (SPI), esvaziada de populações indígenas. Além disso, sempre usam o argumento de que os povos indígenas não precisam de terras, que não são índios porque falam português e têm cabelo crespo. No entanto, são regiões com populações grandes, cheias de problemas, onde há um estado lamentável da própria condição humana. Há gente morando à beira da estrada por que há uma negação absurda de negação à terra em regiões onde o desenvolvimento econômico é muito forte.

    Então, a mensagem é muito simples: é possível conviver com o desenvolvimento e os direitos particulares das comunidades indígenas. Neste último relatório pode se perceber uma relação entre a violência contra a pessoa, onde estão os assassinatos, ameaças, racismo. Já na Amazônia há uma relação visível entre falta de assistência à saúde e a mortalidade por falta deste serviço. Se você analisar os dados relativos ao Vale do Javari, que fica no Amazonas, no coração da floresta, verá que a região sofre com epidemias de hepatite, malária, tuberculose e muitas outras doenças que chegam com os madeireiros e os garimpeiros.

    Há uma ameaça na região amazônica que se coloca nesse plano da compulsão biótica, ou seja, uma ameaça à vida que chega lá através dessas doenças epidêmicas. Neste relatório fica claro que nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e uma parte do Centro-Oeste há maior violência contra pessoas. Na região Amazônica a violação de direitos é o principal problema que afeta as populações indígenas.

    IHU On-Line – O relatório aponta que 60 indígenas foram mortos no ano passado. Em que circunstâncias se deram essas mortes?   

    Lúcia Helena Rangel – Seguramente, metade dessas mortes se deu em função de conflitos pela posse da terra. Temos um problema complicado que é a criminalização das lideranças indígenas. Elas estão lutando pela terra e, de repente, são acusadas de serem os violentos e são assassinados ou presos violentamente e ilegalmente. Uma outra parte é de assassinatos entre índios e isso acontece, especialmente, no Mato Grosso do Sul, nas aldeias dos kaiowá-guarani, onde temos verdadeiros núcleos de tensão social por força do confinamento a que esse povo foi submetido.

    Há poucas áreas demarcadas e elas estão superlotadas. Desta forma, os índios não podem plantar, porque não têm espaço. Além disso, a FUNAI coloca povos diferentes dentro de um mesmo espaço de terra. E é aí que nascem as tensões internas que são superdimensionados por envolvimento com bebidas alcoólicas e drogas. Percebemos também que quando um índio mata outro índio ele não usa arma de fogo. Quando foram mortos por arma de fogo, com certeza foi um não indígena que matou. Neste segundo, a maioria dos registros policiais aponta que o autor é desconhecido. Quando há desentendimento entre índios então vão atrás, querem prender o assassino.

    Na nossa análise, o problema foi causado pela questão fundiária. Se as comunidades pudessem cada uma viver em seu lugar próprio, metade desta violência, no mínimo, tenderia a diminuir. Por isso, ela nem aumenta nem diminui, porque em um ano uma aumenta e outra diminui, não tem como caracterizar uma tendência. O problema, e isso sempre nos deixa estarrecidos, é que essas situações se repetem há décadas e nenhuma providência é tomada. A FUNAI, até por força deste relatório, tomou o caso do Mato Grosso do Sul como prioritário e ali foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Esse termo implicou na criação de vários grupos de trabalho, criados dentro dos procedimentos demarcatórios, para apressar a demarcação destas mais de trinta aldeias que as comunidades estão reivindicando.

    Isto foi feito há três anos e não sai do papel. Porém, isso se deve ao fato de que os políticos locais, inclusive o governador do Mato Grosso, e os fazendeiros fazem uma pressão terrível sobre Governo Federal para que a FUNAI não faça as demarcações. Outro estado com situação de pressão semelhante por parte dos políticos e fazendeiros é Santa Catarina.

    IHU On-Line – Por que há tanta dificuldade de respeitar os povos originários?

    Lúcia Helena Rangel – Esse é um fator histórico que está colocado deste os primórdios da colonização. Em cada região, a colonização do Brasil foi feita sobre a desapropriação das terras indígenas. Então, o índio é aquele que foi negado, como categoria social, para que a colonização pudesse florescer. A consequência disto é um racismo muito grande que existe no Brasil inteiro contra a população indígena e uma negação reiterada de direito à terra.

    Isso não é uma coisa que um relatório de violência pode encapar. Essa questão é de fundo histórico e que exigiria uma mudança de mentalidade muito grande. É uma luta que nós sempre faremos. Eu trabalho com a questão indígena há 35 anos, e desde então sempre ouço coisas como: “esse usa roupa, ele não é índio”. Aí tenho que explicar que existe no Brasil uma lei que diz que quem andar nu vai preso. As cidades crescem e chegam perto das áreas indígenas, e, então, as pessoas falam que por morarem perto da cidade eles não são mais índios. A população vai invertendo os argumentos, a situação para sustentar essa ideologia que não admite que alguém tenha algum direito diferente. É uma ideologia cruel, é uma perversidade social que está na espinha dorsal da nossa sociedade, da nossa mentalidade contra o indígena.

    IHU On-Line – Qual é a sua avaliação do governo Lula em relação à violência contra os povos indígenas brasileiros?

    Lúcia Helena Rangel – Essas coisas sempre dependem da conjuntura. Por exemplo, quando aconteceu a Eco 92, o governo Collor foi o campeão de demarcação de terra. Ele tinha enorme interesse que país sediasse o evento e, por isso, liberou a FUNAI para demarcar inúmeras terras. O Fernando Henrique demarcou várias terras, pois os processos estavam todos montados, mas quando chegou a vez de homologar a Raposa Serra do Sol ele empurrou com a barriga e jogou para o Lula.

    Lula assinou e enfrentou a reação dos políticos e dos interessados na terra dos índios em Roraima. Lamentavelmente, acho que o governo Lula deu prioridade para as alianças políticas para governar com seus aliados, e os aliados de Lula estão localizados, em Santa Catarina, no Mato Grosso do Sul, no Maranhão, na região Nordeste. Ao ceder às pressão dos seus aliados, o governo deixou de dar prioridade aos direitos humanos. Ele optou por outra política que foi o Bolsa Família e o Fome Zero. O problema não foi o Lula, mas esperávamos que um governo de um partido popular de trabalhadores fosse dar prioridade a essas questões, mas nos enganamos.

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  • 04/08/2010

    Altamira recebe o acampamento Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte!

    Evento acontece entre os dias 9 e 12 de agosto, na Orla do Cais do Porto e espera receber mais de 500 pessoas entre lideranças indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pescadores, camponeses e urbanos para discutir os impactos dos grandes projetos na Amazônia, com ênfase em Belo Monte.

     

    Entre os dias 9 e 12 de agosto, acontecerá em Altamira, no Pará, o acampamento "Em Defesa do Xingu: Contra Belo Monte!". O evento é organizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Via Campesina e Movimento Xingu Vivo para Sempre.

     

    A mobilização acontecerá na Orla do Cais do porto de Altamira e contará com a presença de diversas lideranças indígenas do país, de ribeirinhos e comunidades tradicionais, bem como populações que serão diretamente atingidas pela hidrelétrica de Belo Monte. Durante o encontro, serão debatidas temáticas relacionadas aos impactos dos grandes empreendimentos na Amazônia, tudo a partir da realidade e experiência dos participantes.

     

    A discussão será dividida em quatro eixos temáticos: grandes empreendimentos (Usina de Belo Monte, hidrelétrica no rio Madeira e rodovia 163, entre outros); luta do Movimento Indígena; luta do Movimento Popular; terras indígenas (demarcação, atividades que impactam a cultura dos povos indígenas, desmatamento).

     

    O evento será uma oportunidade para os povos atingidos manifestarem seu posicionamento, expressarem sua opinião e, principalmente, tentarem um novo diálogo com o governo federal, uma vez que os povos indígenas não tiveram seus direitos de consulta prévia, garantidos pela Constituição Federal, Convenção 169 da OIT e a Declaração da ONU dos Direitos dos Povos Indígenas, respeitados.

     

    O acampamento será finalizado com a elaboração de um documento contendo as reivindicações e propostas sugeridas por todos e com a realização de um ato público pelas ruas de Altamira.

     

    Todas as discussões e encaminhamentos do evento serão levados para o Acampamento Terra Livre, que este ano acontecerá em Campo Grande (MS), de 16 a 20 de agosto. O ATL é o grande evento indígena em âmbito nacional. Ele acontece todos os anos em Brasília, tendo sido transferido de modo excepcional para Mato Grosso do Sul como uma maneira de denunciar as graves violações de direitos a que estão submetidos os Guarani e demais povos indígenas do estado. 

     

    Programação

     

    09/08/2010 (De 8h às 12h)

     

    – Chegada das delegações indígenas.

    – Instalação do Acampamento.

     

     

    (De 14h às 18h)

     

    – Abertura do Acampamento: formação de mesa, apresentação das delegações e da programação.

    – Plenária: orientações metodológicas do Acampamento

    – Formação de Grupos de Trabalho: dividido por 4 eixos temáticos – Grandes Empreendimentos (Usina de Belo Monte, Hidrelétrica do Rio Madeira, Rodovia 163, etc); Terras Indígenas (demarcação, atividades que impactam a cultura dos povos indígenas, desmatamento, etc); A Luta do Movimento Indígena; A luta do Movimento Social.

     

    (Às 20h)

     

    – Lançamento do filme "Xingu: o sangue da nossa sobrevivência", produzido pelo Movimento de Atingidos por Barragens (MAB).

     

    10/08/2010 (De 8h às 12h)

     

    – Debate sobre os grandes projetos na Amazônia: Marcos Apurinã da Coiab; Guilherme (FASE); Prof. Herrera (UFPA); Experiências de lideranças Indígenas de algumas regiões impactadas.

    – Continuação do Grupo de Trabalho: debate e discussão sobre as problemáticas apresentadas.

     

    (De 12h às 14h) – Almoço

     

    (De 14h às 18h)

     

    – Fala do representante da Coica: lutas de resistência em outros países da Amazônia.

    – Apresentação dos Grupos de Trabalho: com exemplificação de casos de grandes projetos na Amazônia Brasileira.

     

    (Às 20h)

     

    – Visão jurídica sobre a usina de Belo Monte: discutir com os povos indígenas, comunidades tradicionais e locais a visão jurídica sobre esse projeto (Ministério Público Federal; Assessoria Jurídica da Prelazia do Xingu; presidente do TRF1; juiz da 9ª Vara Agrária e Ambiental Federal de Belém; Assessoria Jurídica do Cimi; Marco Apolo da SDDH e Antônio Carlos Campelo, juiz Federal).

     

     11/08/2010 (De 8h às 12h)

     

    – Debate sobre os impactos de Belo Monte para a Floresta Amazônica, povos indígenas e comunidades tradicionais (Francisco Hernandez (USP) e painel de especialistas, Sônia Magalhães (UFPA) e representantes do MAB).

     

    (De 12h às 14h) – Almoço.

     

    (De 14h às 18h)

     

    – Formas de luta do Movimento Indígena e Movimentos Sociais acerca de Belo Monte.

     

    (Às 20h) – Noite Cultural.

     

     12/08/2010

    (De 8h às 12h)

     

    – Sistematização das propostas e denúncias sobre Belo Monte e apresentação do documento oficial.

    – Coletiva com a imprensa.

     

    (De 14h às 18h) – Ato Público.

     

    (Às 20h) – Encerramento.

     

    Para mais informações:

     

    Letícia Campos –  assessora de comunicação da Coiab – (61) 3323-5068 / (61) 9949-6926

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