Indígena denuncia agricultora por fraude
A indígena Rosa Souza da Silva Apurinã registrou queixa na delegacia de polícia de Tapauá (AM) – município localizado ao Sul do estado do Amazonas, a
De acordo com o titular da delegacia de polícia de Tapauá, Sargento Rildo da Costa Santos, a indígena compareceu à delegacia no dia 15 de junho passado para prestar depoimento. Rosa Apurinã denunciou que a agricultora vinha se apropriando do dinheiro referente à aposentadoria e de ter feito empréstimo bancários indevidamente, utilizando uma procuração lavrada no livro 027, às folhas 251, no Cartório do Judicial e Anexos da Comarca de Tapauá. Ainda de acordo com o delegado, com base nas informações prestadas pela indígena, foi solicitado ao juiz da Comarca um mandado de busca e apreensão.
“Nós apreendemos na casa de dona Cinete 15 procurações de indígenas e vários cartões magnéticos com os quais ela recebia aposentadoria de indígenas e ribeirinhos da região”, informou sargento Rildo. “O inquérito foi instaurado e, dentro de alguns dias, estaremos encaminhando para a Polícia Federal, que é o órgão competente para investigar o caso envolvendo os indígenas”, acrescentou.
Cinete Vicente da Silva não foi localizada na cidade de Tapauá, onde mora, para prestar informações sobre o caso. Sargento Rildo disse ter tomado conhecimento de que em setembro do ano passado, Cinete Vicente da Silva registrou na delegacia de Manacapuru o desaparecimento de Rosa Souza da Silva Apurinã. Consta no boletim de ocorrência por Cinete Vicente registrado no dia 30 de setembro de 2010 na delegacia daquele município, que ela viaja com destino a Manaus, no barco Silviane, na companhia de Rosa Apurinã “quando esta desapareceu e provavelmente caiu no rio Purus nas proximidades da cidade de Beruri/AM, e apesar da embarcação ter realizado buscas durante três dias e três noites, mas não encontraram seu corpo”.
Manaus (AM), 24 de junho de 2011
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“Documenta bem o pirakuá, pois muitos dos nossos filhos e crianças não o conhecem. Apesar de estar a uma distância de mais ou menos três mil metros da aldeia, esse lugar belo e misterioso é desconhecido por grande parte da população mais jovem da aldeia. Margeando o rio Apa fomos caminhando pela pastagem da fazenda Pedra Branca, onde grande parte da mata ciliar foi destruída. No caminho foi nos mostrando as diversas plantas medicinais e a árvore yvyrá araundu, do qual se faz o “xiru” – uma espécie de cruz e borduna
Indo em direção à sua casa, Jorge foi chamando atenção para o abandono em que estão por parte do município. Estradas como a que vai à sua casa estão intransitáveis, com enormes buracos e atoleiros. Disse que já foi falar na prefeitura, exigir providências, mas até agora nada de arrumarem as estradas. A ponte sobre o rio Apa também está torta, com risco de desabar a qualquer momento, caso não sejam tomadas providências. “Bota no jornal, só assim eles vão fazer algo”, dizia ele.