MPF informa PF e PM sobre agressões contra índios Munduruku em Jacareacanga
O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios à Delegacia da Polícia Federal em Santarém e ao Comando Geral da Polícia Militar, em Belém, solicitando atenção para situação de tensão em Jacareacanga, sudoeste do Pará. De acordo com relatos de lideranças indígenas, ontem pela manhã cerca de 500 pessoas atacaram 20 munduruku com rojões. Foram feitas ameaças contra a presença dos indígenas no município.
“Solicito a intervenção deste comando junto à Polícia Militar em Jacareacanga, a fim de que haja efetiva atuação visando controlar a situação e preservar a integridade física de todos os envolvidos”, diz o ofício enviado ao comando da PM pelo procurador da República Camões Boaventura, de Santarém. À PF, o procurador solicitou o envio de uma equipe para fazer diligências no local, com urgência. O MPF também vai solicitar abertura de inquérito policial à PF para apurar as responsabilidades pelas agressões.
De acordo com os relatos, os indígenas estavam se preparando para ir embora da cidade quando foram surpreendidos pela multidão na manhã de ontem. Os índios denunciam a presença de garimpeiros, comerciantes, servidores da prefeitura e até do vice-prefeito de Jacareacanga entre os agressores. Dois índios teriam sido atingidos por rojões lançados pelos participantes da manifestação anti-indígena.
Os munduruku estão a cerca de uma semana na cidade, reivindicando uma solução para as escolas indígenas, que estão sem professores desde que a prefeitura de Jacareacanga demitiu 70 professores, no início do ano escolar, deixando todas as crianças indígenas sem aulas. Os protestos aconteceram na prefeitura até o final da semana passada, quando o MPF intermediou a realização de uma reunião sobre o problema para o próximo dia 15, em Santarém. Em virtude dos acontecimentos de ontem e da tensão em Jacareacanga, no entanto, a reunião foi remarcada para o dia 21 e deve se realizar em Itaituba, com a presença de representantes do Ministério da Educação e da Secretaria de Educação do Estado do Pará.
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O Encontro de Espiritualidade dos Povos Indígenas, que acontece em Campo Grande (MS) até esta quarta-feira (14) em comemoração ao centenário da Congregação Irmãs Lauritas, reuniu povos indígenas
A espiritualidade guerreira dos Xavante ecoou forte. Quirino fez questão de ressaltar “Somos um povo guerreiro, mas somos alegres”. Essa alegria e energia não são apenas ressaltadas nos corpos robustos cobertos de urucum, mas também nos rituais e danças de expressão forte, ritmada.

Em celebração do centenário da Congregação ‘Irmãs Lauritas’, acontece em Campo Grande (MS) até esta quarta-feira (14) o “Encontro de Espiritualidade dos Povos Indígenas”, 



A ANCOP (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa) e o Comitê Popular da Copa de Porto Alegre repudiam a prisão de sete indígenas em Faxinalzinho (RS), nesta sexta-feira (9/5). Entre os detidos está o cacique da reserva de Votouro, Deoclides de Paula. De forma covarde, a Polícia Federal cumpriu os mandados de prisão durante reunião de diálogo entre representantes dos indígenas e agricultores, que acontecia na área urbana do município. Era o primeiro encontro desde as mortes de Anderson e Alcemar de Paula, no dia 29 de abril.
Uma vida totalmente dedicada à causa dos excluídos, em especial dos camponeses e indígenas. Com essa certeza e muita gratidão, representantes de movimentos sociais, organismos, instituições religiosas e civis, pastorais, igrejas, intelectuais, partidos e sindicatos, lotaram a capela na sede da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), na noite desta sexta, dia 09, para uma missa de 7º dia da Páscoa de dom Tomás Balduino.
A missa foi organizada pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP). Na ocasião, o seu coordenador, Pedro Gontijo, destacou um desafio. “Dom Tomás mobilizava muita gente e agora nós precisamos fazer um pouco mais por que, o que ele fazia, não pode parar. A gente precisa continuar dando essa vida que ele dava na sociedade”, afirmou.
Nasceu em Posse (GO), no último dia de 1922. Frei dominicano formado em filosofia, fez o mestrado de teologia em Saint Maximin, na França. Em 1957, nomeado superior da missão dominicana na prelazia de Conceição do Araguaia (PA), viveu de perto a realidade indígena e sertaneja. Para aprimorar seu trabalho junto aos índios, fez mestrado em Antropologia e Linguística, na Universidade de Brasília (UnB), concluído em 1965.