Conselho do povo Terena repudia a implementação do INSI
Carta de repúdio a implementação forçada do Instituto Nacional de Saúde Indígena e ao desmonte de nossos direitos.
Nós, lideranças e caciques Terena, representantes de nossas comunidades, vimos a público denunciar e repudiar a tentativa de implementação do Instituto Nacional de Saúde Indígena e a maneira arbitrária e sem transparência com que os interessados em sua aprovação tem conduzido este processo.
O povo Terena é deliberadamente contra o INSI, pois na nossa opinião o problema nunca foi a estrutura da Sesai, mas sim o seu sistemático sucateamento. Sabemos que nem um décimo do recurso que a Sesai possui para execução de políticas de saúde foi utilizado neste ano inteiro enquanto crianças indígenas perecem em beiras de rodovias.
Além disso, a tentativa de implementação do INSI se trata de uma terceirização camuflada e um golpe a nossos direitos constitucionais e originários conquistados com o sangue e o suor de nosso povo.
O direito a saúde é um dever do Governo Federal tendo como instrumento de controle social o Ministério Público. Com o INSI as instâncias de controle dos povos indígenas são diretamente atingidas ficando o sistema de saúde a mercê de interesses privados.
Em último ponto o que foi chamado de consulta por parte dos interessados em passar as pressas o INSI, foi na verdade uma prática desleal de pressão com teores colonizadores, “arrebanhando” indígenas suscetíveis a traírem seu povo enquanto as bases das aldeias mal sabem o que esta acontecendo.
Não nos interessa nenhuma arapuca ou tentativa de aperfeiçoamento da proposta do instituto, nós como a segunda maior população indígena do Brasil e o maior distrito de saúde indígena do Brasil, através de nosso Conselho e organização legitima, repudiamos de forma total e clara o INSI, exigindo que a proposta seja retirada imediatamente e seja mantido o sistema de saúde indígena publico ligado ao Sistema Único de Saúde.
Anunciamos que as organizações indígenas do Brasil e as comunidades estão preparadas para iniciar um grande movimento, seja através de retomadas, fechamento de BRs e deslocamento das lideranças até o congresso nacional, bem como acionarmos os meios jurídicos, caso a proposta do instituto seja aprovada.
Antes de morrer por falta de saúde iremos morrer lutando pelos nossos direitos e nosso território.
Povo Terena,
Povo que se levanta!
Conselho do Povo Terena, 25 de setembro de 2014.
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Os bandidos sabiam o que queria porque, segundo a própria perícia realizada no local, todos utilizavam luvas e foram direto às salas da contabilidade e da coordenação. Reviraram arquivos, cortaram os fios de conexão dos computadores e espalharam objetos.
de tudo para continuarem a espoliação dos territórios e subjugando povos e comunidades. Entretanto, denunciamos e repudiamos toda e qualquer forma de violência, seja contra os povos indígenas e trabalhadoras e trabalhadores das comunidades, seja seus apoiadores e aliados, como é o caso do Cimi. .jpg)

A comunidade indígena Guarani/Kaiowá de Guaiviry, em 01 de novembro de 2011, com um grupo de aproximadamente 68 pessoas, dentre elas, homens, mulheres, crianças e idosos – retomaram parcela de seu tekoha (território tradicional), localizado no município de Aral Moreira/MS. 
Nós caciques e membros dos Conselhos Deliberativos, Fiscal e Consultivo e demais lideranças do Povo Apinajé reunidos na V Assembleia Geral da Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ, realizada nos dias 19, 20 e 21 de setembro do corrente ano na aldeia Patizal viemos por meio desta nota pública manifestar contra a proposta do MS de criação do Instituto Nacional de Saúde Indígena INSI, nos seguintes termos:.jpg)

Dezesseis anos se passaram, o PT chegou ao Palácio do Planalto e hoje no governo federal faz uso destas mesmas leis para privatizar a saúde indígena com a criação do paraestatal Instituto Nacional de Saúde Indígena (INSI), no âmbito do Ministério da Saúde. A ADI segue sob análise do STF e a propósito de desculpas quanto ao caráter amplo da composição política do governo, a Saúde é uma das pastas que o PT, na distribuição de cadeiras, jamais deixou de abrir mão. A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), mentora do INSI, é capitaneada por um grupo de petistas, alguns históricos, ligados ao diretório partidário de Brasília (DF).

Em suas falas de abertura, na mesa que contou com a participação do Ministro do Trabalho da Província de Buenos Aires, Oscar Antonio Cuartango, de Gerónimo Venegas, presidente da UATRE e de Gerardo Iglesias, secretário regional da Rel-UITA, destacou-se a importância do debate em torno dos temas da oficina, além do papel relevante que tem cada uma das organizações no envolvimento da sociedade para que as mudanças climáticas, por exemplo, sejamum assunto aprofundado por toda a sociedade. 
Participaram da coletiva, na sede das POM em Brasília (DF), dom Sergio Arthur Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da CNBB e bispo de Ponta Grossa (PR), padre Camilo Pauletti, diretor nacional das POM e Irmã Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB.
Neste sábado, 20 de setembro de 2014, no município de Palmitos, estado de Santa Catarina teve início o I Curso Sul Americano de Sementes Crioulas, realizado pela Cloc Via Campesina. Estavam presente representantes de 9 países e mais de 20 organizações.