Lewandowski recebe memorial de delegação indígena da Bahia com reivindicações
A delegação de indígenas da Bahia, composta por Pataxó, Kariri, Tupinambá esteve no Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quarta-feira (18) para uma audiência com o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski.
Durante o encontro a delegação entregou um memorial contendo uma carta dos índios que aborda diversos assuntos, incluindo os processos que estão tramitando no STF e fotos mostrando a realidade dos acampamentos indígenas.
Além da entrega, a delegação apresentou os principais problemas enfrentados hoje e cobrou prioritariamente as demarcações em andamento na Bahia e no Brasil, a suspensão das reintegrações de posse e outras questões ligadas aos direitos indígenas. O grupo também relatou a situação de violência física e ameaças que enfrentam na região por parte de fazendeiros.
Lewandowski reiterou o apoio às causas indígenas. Para ele, esses direitos são constitucionais que devem ser respeitados. Ainda de acordo com o ministro, ele foi voto vencido quando compunha a 2ª turma.
Sensível à causa, na semana passada, em caráter de liminar, Lewandowski decidiu pela suspensão da reintegração de posse do povo Guarani-Kaiowá de Kurusu Ambá, no MS, até o processo estar transitado em julgado.
Durante a audiência, outro grupo da mesma delegação aproveitou para entregar o documento contendo as pautas de reivindicações para os outros ministros, visitando cada um dos gabinetes.
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A delegação de indígenas da Bahia que está em Brasília esta semana realizou uma caminhada pelo Eixo Monumental, nesta quarta-feira (18), saindo da Biblioteca Nacional e chegando à praça dos Três Poderes, onde protestaram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto. O ato começou às 10 horas.
Foram se ajeitando e se ajuntando aos poucos. Entre as indumentárias e instrumentos mais importantes os vistosos cocares, o urucum e jenipapo, o maracá, o tacape e arco e flecha rituais.
“Se negarem nossas terras haverá guerra. Não vamos aceitar perder nossas terras. Isso é vandalismo. Fazem das audiências públicas sessões de terrorismo. Morro lutando pelo meu povo. Estou aqui para o que der e vier”.
Na semana em que o Congresso promete reabrir a Comissão Especial para analisar a PEC 215, uma delegação de índios Pataxó, Pataxó Hahãehãe, Kariri e Tupinambá, todos do extremo sul da Bahia, está em Brasília para cumprir uma agenda cheia de visitas e pedidos nas três instâncias de poder para que os direitos indígenas e a Constituição sejam respeitados.


