• 09/01/2025

    A polĂ­tica indigenista em 2024: um olhar para o ontem pensando no amanhĂŁ

    Em artigo, Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima, do Cimi Regional Sul, fazem uma retrospectiva da realidade dos povos indĂ­genas em 2024 e analisam perspectivas para os direitos indĂ­genas no novo ano

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  • 04/01/2025

    Nota conjunta de indignação e repúdio aos ataques criminosos contra os Avá-Guarani no oeste do Paraná

    A comunidade Yvy Okaju sofreu quatro ataques em sete dias, deixando seis feridos, barracos e vegetação destruídos; os indígenas temem novos ataques

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  • 01/01/2025

    Pelo terceiro dia consecutivo sob ataque, indígena Avá Guarani do tekoha Yvy Okaju é ferido na virada do ano

    “Estamos cansados de pedir socorro e ninguém está nos ouvindo”, denúncia uma das lideranças; os ataques que deixaram dois feridos foram anunciados há mais de um mês

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  • 30/12/2024

    Indígenas Avá Guarani da TI Tekoha Guasu Guavirá sofreram novo ataque neste domingo (29), no oeste do Paraná

    A ataque iniciou no domingo (29) e prosseguiu pela madrugada desta segunda (30); “Enquanto não matar uns 10 caras desse, vai continuar essa patifaria”, sustenta um homem não identificado, em áudio pelo WhatsApp

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  • 28/12/2024

    Falsas soluções: a armadilha que ameaça a vida dos povos indígenas

    Missionários, lideranças indígenas e assessores da entidade, trataram das diferentes faces de um mercado que busca, por meio de soluções fáceis, capitalizar territórios indígenas

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  • 28/12/2024

    O conto da cabeça que virou a Lua  

    NotĂ­cias sobre os caminhos e descaminhos Madija no Acre e sul do Amazonas – Parte 1

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  • 28/12/2024

    A armadilha do mercado: falsas soluções, reais destruições

    Por Hellen Loures da Assessoria de Comunicação do Cimi – Matéria publicada originalmente na edição 471 do Jornal Porantim

    Veja aqui a edição completa.

    O capitalismo contemporâneo, herdeiro direto do processo de colonização, nĂŁo apenas se estabelece como uma continuidade histĂłrica da invasĂŁo territorial, mas tambĂ©m como a principal engrenagem de problemas sistĂŞmicos. Esse modelo econĂ´mico subsiste gerando e reproduzindo crises — sociais, polĂ­ticas, econĂ´micas e ambientais — que, em vez de solucionados, sĂŁo intensificados por ‘soluções’ que aprofundam as desigualdades e reafirmam a lĂłgica exploratĂłria sobre povos e territĂłrios.

    Essa dinâmica coloca os povos indígenas no cerne de uma luta que transcende a posse da terra, configurando-se como um embate pela preservação de sentidos, saberes e formas de existir que desconstroem as bases desse sistema. A luta indígena pela terra, mais do que um enfrentamento territorial, é a resistência contra a estrutura que reduz a natureza e os povos a mercadorias, contra a mercantilização do sagrado e a coisificação das relações humanas em interface com o meio ambiente.

    O mercado apresenta falsas soluções travestidas de progresso, sob o pretexto de resolver as crises que ele próprio engendra. Projetos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), que buscam compensações financeiras por meio de créditos de carbono, exemplificam essa lógica. Tratam-se de iniciativas que, ao se apropriarem de territórios indígenas sob o discurso de sustentabilidade, neutralizam as lutas por direitos e autonomia, perpetuando a exploração e a predação de culturas de povos indígenas. É a comercialização da natureza financiada por empresas e governos que continuam a poluir e explorar, lucrando sob o disfarce de uma responsabilidade socioambiental.

    Enquanto o capitalismo reivindica para si a condição de solução, ele agrava a crise ambiental

    A transição energética, frequentemente apresentada como alternativa à crise climática, por exemplo, ilustra bem esse mecanismo. Longe de repensar as bases do consumo desenfreado, aposta na ampliação da exploração de recursos naturais, devastando territórios e aniquilando modos de vida. A contradição segue evidente: enquanto o capitalismo reivindica para si a condição de solução, ele agrava a crise ambiental que coloca em risco a existência da humanidade e do planeta.

    No Brasil, essa lógica se materializa em medidas políticas, como a Lei 14.701, que impõe o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Trata-se de um ataque direto aos direitos originários, garantidos pela Constituição de 1988 como cláusulas pétreas. A criação da Câmara de Conciliação sobre o tema ilustra um pacto tácito entre elites econômicas, políticas e jurídicas para modular decisões em favor de interesses privados e econômicos, sobretudo do agronegócio e da mineração. Essa tentativa de conciliar o inconciliável — direitos humanos fundamentais — revela a fragilidade das instituições no enfrentamento às forças que historicamente promovem a espoliação dos territórios indígenas. Para o mercado, é imprescindível o acesso ao território, e esse processo sempre se traduz em tentativas de deslegitimar os povos indígenas, buscando garantir que sua luta não interfira nas dinâmicas de exploração e controle.

    No cenário internacional, por sua vez, a ConferĂŞncia das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), realizada no AzerbaijĂŁo, trouxe Ă  tona mais uma vez as falácias que sustentam o discurso da “sustentabilidade” global. Alessandra Korap Munduruku, liderança indĂ­gena, Ă© enfática ao criticar a ausĂŞncia de ação efetiva nos debates, destacando que as polĂ­ticas climáticas falham em ouvir as populações expostas aos impactos do aquecimento global.

    É uma luta pelo sentido de território, pelo vínculo com ele

    As palavras de Alessandra, ao descrever a postura negacionista e descomprometida das lideranças globais, ecoam uma verdade desconfortável para as políticas ambientais dominantes. Os encontros mundiais historicamente têm falhado em apresentar soluções concretas e, infelizmente, a COP29 não poderá, por si só, trazer verdadeiras soluções e justiça climática para os povos. A expectativa para a COP30, que ocorrerá em Belém, é igualmente alarmante, com o receio de que o governo brasileiro negocie, mais uma vez, as terras indígenas em detrimento dos direitos desses povos, alerta a liderança indígena.

    A luta de Alessandra em defesa dos territórios indígenas, se contrapõem às falsas soluções do mercado e revela outras possibilidades de estar no mundo, baseadas em saberes múltiplos e práticas que em sua natureza escapam à lógica predatória do capitalismo. É uma luta pelo sentido de território, pelo vínculo com ele.

    O verdadeiro enfrentamento às crises climáticas e sociais exige o reconhecimento de que os modos de vida indígenas são, em si mesmos, respostas potentes às contradições de um sistema em colapso. Nesse contexto, é imperativo que a sociedade brasileira e as instituições democráticas abandonem as armadilhas do capital. Os territórios indígenas devem ser preservados como espaços de autonomia e resistência. A luta dos povos indígenas é, acima de tudo, uma luta pela vida — uma vida que desafia o mercado e suas soluções ilusórias, propondo caminhos que apontam para um futuro possível e plural.

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  • 28/12/2024

    Porantim 471: Falsas Soluções – A Armadilha que Ameaça a Vida dos Povos IndĂ­genas

    Missionários, lideranças indígenas e assessores da entidade, trataram das diferentes faces de um mercado que busca, por meio de soluções fáceis, capitalizar territórios indígena.

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  • 17/12/2024

    Aty Guasu chama de “armadilha” e “soluções inconstitucionais” negociações do governo sem conclusĂŁo de julgamento no STF

    A Grande Assembleia Guarani e Kaiowá pede ao governo e ao STF que respeitem o que o próprio STF definiu no Tema 1031

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  • 16/12/2024

    Mesmo após devolução do Manto Tupinambá, povo indígena do sul da Bahia segue sem demarcação de seu território ancestral

    Em incidência junto a órgãos públicos em Brasília, lideranças Tupinambá cobram, mais uma vez, a emissão da portaria declaratória, etapa na qual a demarcação encontra-se emperrada desde 2009

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