Lideranças Tupinambá ocupam Núcleo de Educação no sul da Bahia
Cerca de 40 Lideranças Tupinambá, de Olivença, ocuparam hoje o Núcleo Regional de Educação 05, em Itabuna, para cobrar a imediata regularização do transporte escolar que vem se enrolando há um bom tempo e com isto os alunos não conseguem se deslocar para seus locais de estudo. De acordo com a cacique Jamapoty Tupinambá, uma nova reunião ficou marcada para amanhã, mas desta vez na aldeia Igalha, no Distrito de Olivença – Ilhéus Bahia , com representantes do Núcleo de Educação, lideranças indígenas, representantes do colégio e demais pessoas da comunidade. “Estivemos ontem aqui no Núcleo para uma conversa amigável com a Diretora, mas ficou só na promessa, hoje voltamos com um numero maior de lideranças para uma pressão e cobranças das nossas reivindicações. Agora vamos aguardar a reunião de amanhã, não havendo uma solução concreta até segunda feira (27/05), teremos que ter uma atitude mais dura e definitiva”, afirmou o cacique José Sinval.
Para a cacique Jamapoty, será dada essa nova oportunidade para que juntos possam chegar a uma solução. Porém, ela adianta que as lideranças exigem que o problema esteja resolvido até segunda-feira. Do contrário, irão todos voltar até o Núcleo de Educação para tomar as providências que julgarem necessário. “Já foi muita conversa, estamos cheios de promessas não cumpridas”, explicou.
Ainda na reunião de hoje, a explicação dada pela secretaria é que estão com problemas com as empresas que prestam o serviço. Elas participam do processo de licitação e quando ganham querem questionar o contrato. Mas, uma nova empresa demonstrou interesse e com base nisso que o grupo pretende encaminhar alguma solução na reunião de amanhã.
Na pauta das reivindicações, além do transporte escolar, o grupo também reivindica respostas para a contratação de funcionários para um melhor atendimento as necessidades dos prédios escolares; o aumento dos recursos para garantir o transporte dos alunos de forma segura e dentro das demandas que as comunidades exigem. O valor por crianças que é pago hoje é bem abaixo do valor de outras contratações do mesmo porte ou até menores que os das comunidades indígenas;
Outra comissão de lideranças Tupinambá protocolou um documento com as reivindicações da comunidadeem Salvador, na Secretaria de Educação. “A situação da Educação indígena em nossas comunidades precisar melhorar de forma significativa e os nossos direitos devem ser respeitados e garantidos, não abrimos mãos deles”, afirmou a cacique.
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A “resposta positiva” esperada pelos dirigentes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib e seus aliados, após reunião no Palácio do Planalto com o ministro Miguel Rossetto, em 16 de abril, último dia do Acampamento Terra Livre – que reuniu na esplanada dos ministérios mais de 1,5 mil lideranças indígenas do país inteiro, resumiu-se ao anúncio pelo governo federal da homologação de três terras indígenas na região norte do Brasil: TI Arara, habitada por povos Arara e Juruna, no município de Senador José Porfírio, no Pará; TI Mapari, habitada pelo povo Kaixana, nos municípios de Fonte Boa, Japurá e Tonantins, no Amazonas; e TI Setemã, habitada pelo povo Mura, nos municípios de Borba e Novo Aripuanã, no Amazonas.
Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu (PA) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), se pronunciou sobre a questão indígena na manhã desta quarta-feira, 22, durante a 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida do Norte (SP). “Tomo mais uma vez a liberdade de descrever o avanço da dura e conflitiva realidade dos povos indígenas no Brasil. Faço-o no intuito de não apenas relatar atos e omissões, dados e números, mas sim de tocar o coração dos pastores e de todos os homens e mulheres da nossa Igreja”, disse Dom Erwin na abertura de sua intervenção dias depois do Acampamento Terra Livre (ATL) 2015, parte das ações permanentes da Mobilização Nacional Indígena.
para defender os 
Depois da semana de lutas na 11ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), uma delegação com 10 indígenas Guarani-Kaiowá de vários Tekohas do Mato Grosso do Sul continua em Brasília para reivindicações junto aos Três Poderes. Lideranças de Kurusu Amba, Laranjeira Ñanderu, Guaiviry, Pindoroky, Tey’i Juçu e Santiago Kue 

