IndĂgenas do Rio Grande do Sul fecham via em BrasĂlia e garantem audiĂŞncia com ministro
Após dois meses tentando marcar uma audiência com os ministros Miguel Rosseto, chefe da secretaria geral da Presidência da República; Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário; e José Eduardo Cardozo, da Justiça, o grupo de lideranças Kaingang, do Rio Grande do Sul, que chegou esta semana em Brasília, fechou as vias de acesso ao eixo monumental, na altura do Palácio do Planalto. “Ficaremos aqui até marcarem o dia e hora que nos receberão”, afirmou Luiz Salvador, cacique Kaingang.
Os indígenas formaram um cordão humano fechando as vias e segurando faixas exigiam que a presidente Dilma Rousseff retome as demarcações das terras indígenas. A segurança do Palácio tentou negociar para que eles liberassem o trânsito e aguardassem enquanto se tentava marcar a audiência, argumentando que aquela ação atrapalhava apenas a população. Em resposta, o cacique contestou:
“Você diz que os índios que estão atrapalhando? Isso é discriminação contra a minha pessoa. A gente não disse que vocês estavam atrapalhando quando chegaram aqui há 500 anos. Vocês tem que atender as nossas demandas, o governo brasileiro deve isso para a população indígena. Quantos mil indígenas o governo brasileiro não matou para tomar as terras? Vocês venderam politicamente as terras do Brasil, não fomos nós que vendemos. A terra é nossa, é isso que vocês têm que entender”.
Enquanto um grupo de assessores ainda tentava negociar um espaço na agenda do ministro Rosseto, a tentativa para liberação das vias continuou. Insistiam para que os indígenas aguardassem fora das pistas com a justificativa de que estavam tentando conseguir um espaço na agenda do ministro. Luiz Salvador, então, continuou: “Resolve o problema, não precisa nos enrolar, enrolado nós já estamos. Vocês tomaram todo o país para manter esses latifundiários. Vocês não estão atacando na Amazônia Legal, os grandes madeireiros estão tomando conta daquelas terras. A água boa que você toma é por causa dos povos indígenas. Olha a usina que estão construindo, hoje o povo de São Paulo sofre com isso e são os índios que estão fazendo maldade? Atendam as nossas demandas”.
Como resultado desta manifestação, que parece ser a única via possível para conseguir serem ouvidos, a audiência com o ministro Rosseto ficou agendada para hoje (26), às 15 horas, no próprio Palácio do Planalto. Os ministros Patrus Ananias e Eduardo Cardozo foram convidados, porém não garantiram a presença. O grupo de Kaingang liberou as pistas assim que obteve a confirmação.
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Nessa segunda-feira (18), lideranças indígenas dos povos Gamela e Krenyê, além de agentes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), estiveram no Ministério Público Federal do Maranhão, requerendo adoção, em caráter de urgência, de medidas que garantam os direitos destes povos.

A comunidade indígena de Curral do Arame é uma das mais miseráveis de Mato Grosso do Sul. Os guarani-kaiowá vivem em barracos improvisados, sem instalações sanitárias e acesso a energia elétrica, cozinham em fogões improvisados o pouco alimento que conseguem, e utilizam água imprópria para o consumo humano, que coletam em um riacho da região, contaminado por agrotóxicos de lavouras do entorno. Esta situação de vulnerabilidade já dura 12 anos. Oito membros da comunidade já foram vítimas de atropelamentos.
O total descaso do governo brasileiro, pela vida de inúmeros indígenas, que circulam pelas aldeias, acampamentos e cidades, demonstra a monstruosidade de uma política genocida, que beneficia somente a grupos econômicos. Em Rondônia, no Noroeste do Mato Grosso e no Sul do Amazonas, a situação não é diferente. A força da soja e do boi tem mais valor que a vida de um ser humano.
“Declare-se interino o presidente da Funai e se preciso for,
Em vários momentos, diante das acusações e arroubos conta os direitos indígenas, a plateia manifestou sua repulsa e indignação gritando: “Nos respeitem… Não falem mentiras… Chega de enganação”.
À Amazônia Real, a chefe da Delegacia de Segurança Institucional da Polícia Federal de Roraima, delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, responsável pelo inquérito policial, disse que na primeira semana da Operação Warari Koxi 100 garimpeiros foram retirados da Terra Indígena Yanomami. Segundo ela, os agentes federais que atuam na ação apreenderam 30 balsas e destruíram 20 acampamentos, cada um podia abrigar cerca de 30 garimpeiros, mais de 600 pessoas.
Em entrevista concedida à Amazônia Real, o servidor público João Batista Catalano disse que foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva, extração de recursos naturais de forma ilegal por suspeitas de ser proprietário de balsas dentro da Terra Indígena Yanomami e participação na evasão de divisas, que é a operação de cambio que envia dinheiro para o exterior.
“Nós, índios Guarani-Kaiowá de
