Indígenas denunciam retrocesso e perda de direitos em evento paralelo na ONU
Nesta quarta (21), ao meio-dia no horário do Brasil, a delegação de indígenas em incidência internacional na Organização das Nações Unidas (ONU) realiza um evento paralelo à sessão do Conselho, intitulado “Direitos indígenas: perspectivas em tempos de retrocesso e violência no Brasil”. A atividade é transmitida ao vivo no facebook do Cimi, acompanhe abaixo:
Participam da mesa Elizeu Lopes, liderança Guarani Kaiowá, conselheiro do Aty Guasu; Sônia Bone Guajajara, da coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Telma Taurepang, do grupo Voz das das Mulheres Indígenas, ligado à ONU. Junto às lideranças indígenas, compõem a mesa a relatora especial da ONU para direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, e o procurador do Ministério Público Federal (MPF) de Dourados (MS), Marco Antonio Delfino, com mediação de Ana Maria Suarez-Franco, da Fian International.
No evento, também será lançado internacionalmente o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2015, organizado anualmente pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), um dos proponentes do evento paralelo. A pesquisa foi lançada no Brasil na semana passada, em Brasília, e reúne dados sobre a violência e as violações sofridas pelos povos indígenas no país. Em Genebra, será apresentado um resumo executivo com os principais dados do relatório em inglês.
Também terá seu lançamento internacional o relatório “O Direito Humano à Alimentação Adequada e à Nutrição do povo Guarani e Kaiowá – um enfoque holístico”, produzido pela Fian Brasil em parceria com o Cimi. O documento analisa as violações de direitos e as causas da extrema situação de insegurança alimentar e nutricional entre os Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul.
O evento paralelo finaliza as agendas indígenas na Suíça, onde os indígenas acompanharam a apresentação do relatório de Victoria Tauli-Corpuz sobre sua visita ao Brasil, em março de 2016. “Nos oito anos que se seguiram à visita de meu predecessor, há uma inquietante ausência de avanços para a implementação das recomendações do Relator Especial e na solução de antigas questões de vital importância para os povos indígenas”, afirmou Victoria durante a sessão do Conselho de Direitos Humanos, nesta terça (20).
Elizeu Lopes continua em agenda na Europa, pautando a questão Guarani e Kaiowa em reuniões com membros do parlamento e governantes da Bélgica, Áustria, Suécia, Inglaterra e União Europeia nas próximas duas semanas.
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Manifesto da 7ª Assembleia da Comissão Guarani Yvyrupa
Dom Franco morreu como presidente do Conselho Indigenista Missionário/Cimi (1999-2006) em exercício, como ciclista atropelado e como bispo de Balsas. Mas, ele não era somente bispo de Balsas. Em sua vida puxou muitas balsas, cada uma carregada com causas e casos que lhe foram confiados na necessidade da travessia missionária e na imprevisibilidade de sua biografia, exatamente, como o poeta canta: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. 




e, em 2015, também permaneceu a situação de constante invasão e devastação das terras demarcadas; assim como se manteve a realidade de agressões às pessoas que lutam por seus legítimos direitos, com casos de assassinatos, espancamentos e ameaças de morte, dentre outros; e permaneceu ainda um assustador número de morte de crianças até 5 anos, em muitos casos por doenças facilmente tratáveis.
Brasília (DF).
O Cimi registrou 18 conflitos relativos a direitos territoriais e 53 casos de invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos diversos ao patrimônio dos povos, sendo que o Maranhão é o estado com o maior número de registros, com 18 casos. 