Três bebês Xavante morrem de pneumonia à beira da estrada aguardando decisão judicial
Há nove meses acampados às margens da rodovia BR-158 aguardando uma resposta da Justiça para retornarem para sua terra de origem, 480 Xavante da terra Marãiwatsede (MT), revoltaram-se ao ver três de suas crianças, com menos de dois anos, morrerem de pneumonia no intervalo de dois dias.
Em condições subumanas, sem abrigo, água potável e alimentação, as 170 crianças acampadas são as maiores vítimas do imbróglio judicial que prorroga a volta dos índios para sua terra. Vendo-se em tal situação de desespero, as lideranças indígenas mostram-se dispostas a retomar a sua terra mesmo que para isso corram risco de vida.
Neste momento, a terra, homologada desde 1998, está nas mãos de invasores e é vigiada por pistoleiros armados que constantemente ameaçam a vida das lideranças indígenas e de seus aliados, como é o caso de Dom Pedro Casaldáliga, Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia.
Os invasores baseiam-se em uma liminar concedida em novembro de 2003 pelo juiz da 5 ª Vara do Tribunal Regional Federal da 1 ª Região, Francisco de Deus. Agora a decisão está nas mãos do juiz José Pires, que prometeu seu parecer para março, mas ainda não decidiu.
Hoje, 12 crianças Xavante, da mesma faixa etária, estão internadas nos hospitais da região com problemas respiratórios e desnutrição.
A solução para o impasse entre o poder judiciário e o executivo, é o respeito à Constituição com a desintrusão dos invasores e a imediata posse da terra ao povo Xavante.
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