• 21/02/2006

    O Centro

    O Centro de Formação Vicente Canhas é uma instância da Pastoral Indigenista, destinado à formação de lideranças indígenas e missionários que atuam junto aos povos indígenas, estando, portanto, vinculado ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


     


    O Centro desenvolve atividades de caráter social na área de educação, oferecendo cursos, tanto na área de formação indigenista, como em áreas temáticas específicas. Além dos cursos oferecidos pelo Centro, seu espaço fisico também é utilizado para realização de encontros e cursos promovidos por outras instituições e entidades afins.


     


    Em funcionamento desde 1996, o Centro vem, a cada ano, aprimorando suas instalações para melhor acomodar e atender às demandas dos encontros, assembléias, reuniões e cursos.

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  • 21/02/2006

    Objetivo

    O objetivo do Centro de Formação Vicente Canhas é oferecer um espaço confortável para atender a demanda na área de formação dos povos indígenas, missionários do Cimi e demais entidades pastorais, sindicais, ligadas ao movimento popular, interessadas na realização de encontros, assembléias e cursos.



    Auditórios: um com capacidade para 200 pessoas e outros 02 com capacidade para 80 pessoas, cada um.

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  • 21/02/2006

    Estrutura

    O Centro de Formação Vicente Canhas é uma chácara com 22 mil m2, constituída de módulos conjugados, com independência das áreas (refeitório, dormitórios, auditório…).



    Refeitório e cozinha com equipamentos industriais.


    O Centro possui:
    – 01
    auditório com capacidade para 200 pessoas;
    – 02 auditórios, cada um com capacidade para 80 pessoas;
    – refeitório;
    – dormitórios com capacidade para 170 pessoas;
    – capela;
    – sala de televisão e vídeo;
    – churrasqueira;
    – lavanderia;
    – secretaria com computadores ligados a internet, copiadora e impressoras;
    – quiosque para eventos culturais;
    – salas individuais para pequenas reuniões e trabalhos em grupo;
    – área verde;
    – quadra de vôlei e campo de futebol.



    Quiosque para atividades festivas e culturais.

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  • 21/02/2006

    Localização e contato

    Nosso endereço: Rua Uberlândia, Quadra 11 Lote 21 – Chácaras Marajoara A – Jardim Ingá – Luziânia/GO


    Telefone: 61 36151427


     

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  • 21/02/2006

    Porque Centro de Formação Vicente Canhas


    Vicente em seu corpo franzino,


    Carregava idéias e ideais fortes.


    Sonhava, com os Pareci, Enawenê-Nawê


    E outros tantos povos indígenas,


    Com quem conviveu, o sonho grande


    E radical, de um Brasil diferente,


    Mais igual e de justiça,


    A partir das diferentes culturas e povos,


    Um país plural.


    Seu testemunho e pensamento,


    Incomodavam os acomodados,


    Na Igreja, na missão, na sociedade,


    Nas estruturas e amarras do capital.


    Não se deixou aprisionar,


    Lutou e relutou,


    Sonhou, viveu e construiu um novo horizonte.


    Foi assassinado por seu compromisso


    Com a vida e futuro dos povos indígenas.


    Vicente Canhas nasceu em Albacete, Espanha, no dia 22 de outubro de 1939.


    Foi morto dia 6 de abril de 1986, na terra


    Dos índios Enawenê-Nawê.


    Neste Centro de Formação buscaremos dar
    Continuidade e forma a seus sonhos e lutas.

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  • 21/02/2006

    Demarcação adiada

    Adital – Uma carta divulgada pela Comunidade Guarani do Morro dos Cavalos, na quinta-feira, 16, denuncia que passados 27 meses do prazo legal para a publicação da portaria do Ministério da Justiça que declara os limites de sua terra, denominada Morro dos Cavalos, em Santa Catarina, o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, devolveu o processo à Funai (Fundação Nacional do Índio). O objetivo seria esfriar a pressão que vinha sofrendo pela demarcação e continuar atendendo ao Governo do Estado e aos ruralistas catarinenses.


     


    Agora, por causa dessa decisão, a Funai terá que nomear outro antropólogo para responder as demandas do ministro. Esse trabalho poderá demorar até um ano. Enquanto a terra não está demarcada, a comunidade ocupa cerca de três hectares num morro íngreme, ao lado da BR-101, uma das rodovias mais perigosas do país. “Sem condições de produzir alimentos, vivemos de cestas básicas doadas por voluntários e do artesanato”, ressalta a carta.


     


    Segundo informações do diretor de Assuntos Fundiários da Funai, Artur Nobre Mendes, a atitude de Bastos foi baseada em uma decisão anterior do Tribunal de Contas da União, que solicitava ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) novos estudos ambientais e sociais para o projeto de duplicação da BR-101, que corta a terra indígena. No entanto, a decisão do Tribunal, publicada no Diário Oficial da União em 12 de maio de 2005, refere-se somente à questão dos custos da duplicação, e não à terra Guarani. “Entendemos que a devolução do relatório foi apenas uma desculpa para se livrar da pressão e ganhar mais tempo, já que se trata de ano eleitoral e uma assinatura poderia desagradar possíveis aliados nas eleições”.


     


    Desde que o Governo Federal criou uma Comissão Especial em âmbito estadual, que avalia as demarcações de terras indígenas em Santa Catarina, em setembro de 2004, nenhuma terra foi demarcada no Estado, segundo os indígenas. A comissão é composta pelos setores contrários à demarcação da terra indígena, como o Governo do Estado e representantes do agronegócio.


     


    Devido a acordos feitos com o Governo do Estado, amplamente divulgados em jornais de circulação estadual, o ministro comprometeu-se a não assinar as portarias que declaram os limites das terras indígenas no Estado e criou a Comissão Especial para decidir sobre as demarcações, “atitude totalmente inconstitucional e ilegítima, porque a demarcação de uma terra indígena é de competência Federal”.


     


    Em agosto de 2005, 22 meses após o vencimento do prazo legal, a comunidade indígena iniciou uma campanha de pressão pela demarcação da terra. Mais de 10 mil cartas, entre cartões postais e e-mails, foram enviados ao Ministério da Justiça. Em dezembro de 2005, o cacique Arthur Benite esteve em Brasília, no Ministério da Justiça, conversando com o secretário especial do ministro, que teria se comprometido a agilizar o processo. “No entanto, para surpresa de todos, o processo foi devolvido à Funai. Nossa comunidade decidiu continuar a campanha de pressão ao ministro”.



     

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  • 20/02/2006

    Carta aberta para a Sociedade

    Comunidade Tupinambá de Olivença


     


    Nós indígenas legítimos da Aldeia Tupinambá de Olivença, vimos pela presente carta informar a toda sociedade brasileira, que, diante do descaso que o governo brasileiro vem fazendo com o nosso povo Tupinambá de Olivença (não dando assistência a nosso povo na saúde, na educação diferenciada indígena e principalmente no atraso do processo de regularização do Território Indígena de Olivença) que é p grande causador dos homicídios e mortes da nossa gente. Decidimos tomar ás medidas cabíveis, ocupando uma fazenda abandonada de aproximadamente 750 hectares de extensão (FAZ  LIMOEIRO).


     


    Por este motivo pedimos o apoio e a compreensão de toda a sociedade, por essa nossa decisão. E permaneceremos até que se regularize esta situação.


     


    ”Somos povos sofridos, massacrados, quase exterminados é desapropriados do nosso território tradicional”.


     


    Atenciosamente


     


    Maria Valdelice Amaral de Jesus


    Cacique


     

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  • 20/02/2006

    Dois meses intensos: apreensão, organização e vitória

    Acampamento Terena – Mãe Terra


     


    Os guerreiros se abraçam, cruzam-se os olhares, lágrimas de alegria e emoção escorrem lentas pelos rostos bronzeados. É a comemoração da vitória na justiça, suspendendo a reintegração de posse. Era tarde de véspera dos dois meses do retorno a parte do território tradicional, que os invasores passaram a chamar fazenda Vitória, no município de Miranda, no Pantanal sul mato-grossense. Vitória da resistência, vitória da liberdade, vitória da união e organização. “Terena unido jamais será vencido!”.


     


    Amanhece o dia 28 de janeiro. No céu nuvens pesadas anunciam que a água virá em forma de benção da vitória e da esperança. Alegria contagiante. Celebrar e agradecer é preciso. Aos poucos o acampamento, com mais de duzentas famílias em seus barracos cuidadosamente erguidos com palha e fé, começa se agitar. É dia especial. Amigos do Cimi, aliados desde a primeira hora, virão trazer seu abraço alegre e solidário.


     


    A chuva cai intensa. A terra absorve rapidamente a água. As árvores se inclinam e acenam ao ritmo do vento. As palhas dos ranchos fazem escorrer a água, mantendo secos os corações ardentes. É a homenagem da natureza.


     


    Após o almoço guerreiros, mulheres, crianças, jovens, idosos pintados, com suas vestimentas de ritual, arcos e flexas, bordunas dirigem-se ao centro do acampamento da aldeia, que fica em frente ao símbolo da invasão e destruição, a sede da fazenda.


     


    O ritual do bate pau e as falas emocionadas


     


    Além da arte expressa nas pinturas os Terena acampados vão também se tornando exímios apresentadores de seus rituais tradicionais, como o bate pau. Depois da apresentação dos homens, também as mulheres fazem uma bonita apresentação de dança ritual. E a terra do terreiro Terena do acampamento aldeia vai se tornando compactado com o deslizar ritmado dos pés. Além de muito bonito, o ritual é carregado de emoção. No final, um gesto de gratidão a pessoas e entidades aliadas. Entrar na dança ritual e depois ser erguido pelos guerreiros com suas as varas do bate pau, é um gesto de profundo simbolismo e emoção que jamais se esquecerá. É tornar-se profundamente comprometido com essa luta, em que se constrói um novo momento na história do povo Terena: a recuperação da terra, da vida, da esperança, de um novo projeto de futuro.


     


    As falas das lideranças expressam toda a alegria do momento de comemoração dos dois anos de retomada com a vitória de uma batalha, nesta longa e árdua guerra pela recuperação da mãe terra. E todos falam com muito orgulho e altivez. “Jamais vamos sair daqui, nunca mais confinados… Estamos aqui com orgulho, pois estamos brigando por nossos direitos, em cima de nossa terra… Estamos numa luta, não estamos num acampamento. Nossos guerreiros estão dispostos a derramar o sangue, se preciso for, por esta terra. Não estamos lutando por coisa pequena. Aqui no Mato Grosso do Sul, 36 mil hectares é muita luta”.


     


    Seria possível desfilar um grande número de falas com cheiro de chão molhado, regado com suor, alegria, certeza e muita convicção da vitória. Chamo atenção para a crescente e importante participação das mulheres, que talvez tenha menos oratória, mas cada palavra por elas expressa cala fundo no caminhar do acampamento.


     


    Vencendo o medo e celebrando  vitórias – “e o sonho tornou-se realidade”


     


    Depois de dois meses, o acampamento Mãe Terra Terena já escreveu uma bonita página na história recente deste povo. Após o gesto corajoso inicial, de apenas 28 famílias, agora já estão no local em torno de duzentas famílias, com aproximadamente setecentas pessoas. Isso demonstra que a cada dia que passa, se está mais próximo da reconquista definitiva deste pedaço do território tradicional Terena. Houve momentos muito difíceis, com capangas dos fazendeiros ameaçando, dando tiros em direção do acampamento, até a liminar de despejo, que hora está afastado por nova decisão judicial. Não foram poucos os momentos de indecisão e medo, de dúvidas e incertezas. Mas aos poucos todos esses fantasmas estão sendo vencidos.


     


    É bonito ver a criançada correndo e brincado com a liberdade e alegria expressa nos olhares. É contagiante perceber os barracos brotando como cogumelos por entre algumas árvores e um lindo horizonte. É gratificante sentir que uma nova vida e esperança brotam dos rostos e corações reanimados pelo cheiro novo da terra.


     


    É momento de celebrar, agradecer ao Deus da vida e a todos os espíritos que animam a luta, o caminho já feito, os passos dados com firmeza e garra, o horizonte livre que desperta a cada amanhecer.


     


    Campo Grande, janeiro de 2006.


     


    Egon Heck e Izaura Vieira


     


    Cimi – Regional Mato Grosso do Sul


     

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  • 20/02/2006

    Sucuri’y: o símbolo do absurdo

    “Porque para ter nosso direito à terra temos que morrer?”


    (Liderança Kaiowá Guarani da TI. Sucuri’y)


     


    Girando os olhos o que se vê é apenas soja começando amarelar. Uma cerca separa as pequenas plantações de mandioca dos Kaiowá Guarani, do mar de soja. Confinados há quase 10 anos, os quase 200 Kaiowá Guarani que ali vivem em seu tekoha, expressam sua crescente revolta diante do absurdo: aprisionados em sua própria terra de 535 hectares, dos quais as cercas dos fazendeiros apenas lhes permitem permanecer em 64,4 hectares. Não se trata de um dos quase 200 tekoha reivindicados pelos Kaiowá Guarani no Mato Grosso do Sul. Sucuri’y é um dos exemplos mais absurdos de como são tratados os direitos constitucionais desse povo à sua terra. Essa terra indígena teve seu procedimento administrativo de regularização totalmente concluído em 2001, quando a terra, demarcada e homologada pelo presidente FHC, foi registrada no Departamento de Patrimônio da União e no livro de registro de imóveis no município de Maracajú.


     


    Razões da revolta


     


    “Eu soube que os fazendeiros, através de seus advogados,  estão querendo tirar o registro da nossa terra do livro aí em Maracaju”, diz indignada uma das lideranças presentes a mais uma das reuniões da comunidade. “Já estamos aqui fechados nesse pedacinho da nossa terra há quase dez anos. Estamos como num chiqueiro. Será que vamos ter que agüentar isso até quando?”, pergunta indignado outro Kaiowá Guarani. “Agora vão fazer nova perícia. Quantos estudos e provas vão ter que arrumar ainda para reconhecer essa terra que é nossa? Eu nasci na beira aí do rio, meus pais estão enterrados aí. Será que eu sou um fantasma?”, exclama outro revoltado. “Aqui não temos mais lugar nem pra fazer uma rocinha. Estamos em quarenta famílias aqui e tem muitas que são da nossa gente e não podem vir porque não tem lugar nem para plantar umas mandiocas, milho, amendoim,batata, banana, feijão ou arroz. E o fazendeiro continua todo ano enchendo quase quinhentos hectares da nossa terra com soja, jogando veneno em nós. Será que isso é certo? Até quando vamos ter que agüentar isso?”, pergunta com voz cansada e revolta contida, um dos líderes da comunidade.


     


    Esperar agindo


     


    “Estamos no início de mais um ano. Vamos ver se em 2006 nossa terra vai ficar liberta para nós. Não é possível que vamos ter que ficar aqui olhando nossa terra ser cada vez mais encharcada com venenos, nossas águas poluídas e nossas crianças sofrendo com os venenos e passando necessidade. Vamos ainda esperar um pouco os prazos que o procurador Charles falou que ainda tem para o processo ser julgado e nós podermos tomar conta da nossa terra. Mas a gente vai ficar acompanhando bem esses prazos da perícia e depois queremos logo que o juiz de Dourados dê a decisão sobre essa ação que estão deixando a gente confinado nesse cantinho da nossa terra”.  Essa espera ativa e vigilante é o resultado das discussões da comunidade Kaiowá Guarani de Sucuri’y, após mais um dia de estudo, debate e decisões sobre seus direitos.


     


    Esperançosos estão começando mais um ano de luta pela sobrevivência e dignidade. Algumas pequenas melhoras já conseguiram. Acaba de estar sendo construído um posto de saúde, e a bomba de água para abastecer a caixa d’água já está funcionando porque a energia já chegou até aí, depois de muita briga. “Agora queremos também luz nas nossas casas”, exigem. O projeto para levar a energia elétrica através do programa Luz para Todos, já está aprovado. Só estão estranhando a demora para executar os serviços.


     


    E assim vai iniciando mais um ano de luta e esperança nesse exemplo absurdo do que está se passando com as terras Kaiowá Guarani no Mato Grosso do Sul.


     


    Terra Indígena Sucuri’y, 19 de fevereiro de 2006.


     


    Egon Heck


    Cimi – Regional Mato Grosso do Sul


     

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  • 20/02/2006

    Tupinambá de Olivença retomam parte do território reivindicado na região da Sapucaieira, Município de Ilhéus, Bahia

    Esta terra sempre teve dono


     


    Cerca de 200 índios Tupinambá de Olivença retomaram em 19 de fevereiro de 2006 a fazendeira Limoeiro, de cerca de 700 hectares. A área retomada fica a cerca de 40 km da sede do município de Olivença, sendo um local de difícil acesso. A situação até a manhã de hoje (20/02) tem sido tranqüila. Não houve resistência do  fazendeiro e algumas famílias de trabalhadores que se encontravam no local saíram de forma pacífica. A fazenda Limoeiro produz cacau e seringa e já foi alvo de ocupação por trabalhadores rurais da região, sendo mas o Incra não a desapropriou pelo fato de ter sido externada reivindicação dos Tupinambá e da Funai em relação às terras.


     


    Cansados de esperar a morosidade da Funai, os Tupinambá estão identificando e retomando o seu território.


     


    Os Tupinambá no sul da Bahia eram conhecidos como “Caboclos de Olivença” até a década de 90, quando reiniciaram a luta pelo reconhecimento étnico e territorial. Em 2000, foram muitos bem recepcionados na Conferencia Indígena em Coroa Vermelha, o que lhes deus muita força e animação na luta. Em 2004 a Funai cria um Grupo Técnico para a identificação do território. Os antropólogos Suzana Viegas e Jorge de Paula são os encarregados pelo relatório, que é entregue à Funai em Brasília em 2005, sendo  que até o momento os índios não tiveram acesso ao trabalho. Já forma feitas diversas visitas a Brasília para a conclusão e a devolução do relatório, sem que a situação seja alterada.


     


    Atualmente, os cerca de 3000 Tupinambá de Olivença  vivem em pequenas glebas de terra, nos município de Ilhéus, Una e Buerarema. Para sobreviver, trabalham “na diária” para os fazendeiros de cacau, seringa, piaçava e gado e de pequenos serviços nas periferias das cidades de Ilhéus e Una.  Estão divididos em três grandes regiões: Os Acuípes, onde o cacique é Alicio Amaral; Olivença, tendo como cacique Valdelice Amaral e na Serra do Padeiro, onde o cacique chama-se Rosivaldo.


     


    Os Tupinambá, hoje participam ativamente do Movimento Indígena Regional, estando presentes em todas as mobilizações dos povos indígenas do Sul e Extremo sul da Bahia, lutando por terra, políticas públicas diferenciadas e pela garantia dos direitos indígenas em geral. 


     


    Ao comunicar a ação de retomada neste dia 19, solicitam a ajuda e solidariedade todos os parentes e aliados nesta luta pela sua sobrevivência física e cultural do povo Tupinambá no sul da Bahia, e reafirmam  ESTA TERRA SEMPRE TEVE DONO – Os Tupinambá. 

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