• 09/03/2007

    CIMI INFO-BRIEF 756


    Justizminister weist Verfahren für das Gebiet Tupinikim und Guarani an FUNAI zurück. Organisationen orten Rechtswidrigkeit


     


    Justizminister Márcio Thomas Bastos hat 120 Tage nach Ablauf der gesetzlichen Frist eine Entscheidung über das Verfahren der Demarkierung der Gebiete Tupinikim/Guarani getroffen. Die Indios und die internationale Firma Aracruz Celulose erheben Anspruch auf die Territorien. Bastos will neue Erhebungen durch die FUNAI, damit „entsprechende Vorschläge ausgearbeitet werden, die den Interessen der Parteien begegnen“.


     


    Laut einem Brief der Organisationen für indigene Rechte und Menschenrechte ist die Berücksichtigung von Interessen illegal, da identifizierte Gebiete gemäß Verfassung unveräußerlich und unverfügbar sind. „Weder der Bund noch die indigenen Völker können über dieses Grundrecht der Indios verhandeln, wie die Verfassung in Artikel 231, § 4 festlegt. (…) Die Absicht des Ministers weist auf die Verzögerung der Demarkierung der Gebiete hin“, kritisieren die 202 Unterzeichner des Briefes.


     


    Die von der ministeriellen Entscheidung betroffenen Gemeinschaften sind bestürzt und verabschiedeten am 3.3.2007 im Rahmen der Generalversammlung der Tupinikim und Guarani, an der 300 Vertreter in der Aldeia Caieras Velha teilgenommen haben, eine Erklärung: „wir akzeptieren keinen Vertrag hinsichtlich unserer Gebiete, auch nicht, dass die FUNAI neue Erhebungen durchführt, um die von der Technikergruppe der FUNAI im Jahr 1997 definierten Grenzen wieder ändert“.


     


    Wir sind aufgebracht (…) denn wir wissen, dass dem Minister alle notwendigen Unterlagen für die Unterzeichnung des Erlasses der Grenzfestlegung vorliegen. Noch bestürzter sind wir über die Entscheidung, von der FUNAI weitere Erhebungen zu verlangen, um unsere Interessen mit denen von Aracruz Celulose in Einklang zu bringen“.


     


    In ihrem Brief fordern die Organisationen die sofortige Aufhebung des Gutachtens, da „diese Entscheidung gegen die Verfassungsrechte und Menschenrechte der Tupinikim und Guarani ist“ und drängen auf die „sofortige Veröffentlichung des Deklaratorischen Erlasses der Demarkierung der Gebiete Tupinikim/Guarani gemäß den Erhebungen der FUNAI“.


     


    Vertrag ist Ursache der Probleme


     


    Im Jahr 1998 schlossen die Indios mit Aracruz Celulose einen Vertag ab, der die Demarkierung der Gebiete Tupinikim und Guarani im Ausmaß von 7.061 ha festlegte und der nicht von 18.000 ha ausging, wie ein früherer anthropologischer Befund auswies. Die Bundesstaatsanwaltschaft hat diesen Vertrag seit jeher in Frage gestellt. Nach dem Abkommen kam es immer wieder zu Konflikten, da ein Teil der Gemeinschaft das gesamte traditionell besetzte Land fordert.


     


     


    Die Bundesstaatsanwaltschaft betrachtet „den Vertrag als nichtig, da die Bundesverfassung bestimmt, dass alle zivilen Akte die auf indigene Gebiete abzielen, unzulässig sind. Der Teil des Abkommens, in dem die Indios irgendein Recht über Land fordern, ist ungültig“ heißt es im Dokument, das Bundesstaatsanwältin Luciana L. Oliveira unterzeichnet hat.


     


    Brasília, 7. März 2007

    Cimi – Indianermissionsrat

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  • 07/03/2007

    Informe n° 756


    Ministro da Justiça devolve à Funai processo de terra Tupinikim e Guarani. Entidades apontam ilegalidade


     


    Cento e vinte dias depois do prazo legal, o Ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, tomou uma decisão sobre o processo de demarcação das terras Tupinikim/Guarani, disputadas pelos índios e pela multinacional Aracruz Celulose. Bastos optou por devolver o processo à Funai para que sejam realizados novos estudos “com vistas a elaborar proposta adequada, que componha os interesses das partes”.


     


    Em carta, entidades ligadas aos direitos indígenas e aos direitos humanos apontam que indicação de “composição entre interesses” é ilegal, porque fere o preceito constitucional de que as terras identificadas como indígenas são inalienáveis e indisponíveis. “Não podem, nem a União, nem mesmo os povos indígenas, transacionar esse direito originário dos índios por ser vedado pela Constituição (art. 231, parágrafo 4º -Constituição Federal).


     


    “Ao que tudo indica a intenção do ministro é protelar a demarcação das terras”, questionam entidades e pessoas físicas em carta com 202 assinaturas.


     


    As comunidades afetadas pela decisão de Thomaz Bastos também manifestaram sua indignação em uma nota redigida durante a Assembléia Geral dos Tupinikim e Guarani, que reuniu 300 representantes do povo na Aldeia Caieras Velha, no último sábado (3/3). No documento, eles afirmam: “não aceitamos qualquer acordo envolvendo nossas terras, nem que a Funai realize novos estudos para mudar os limites já definidos pelo Grupo Técnico da Funai em 1997”.


     


    “Ficamos bastante indignados (…) porque sabemos que o ministro tem em mãos todos os elementos necessários para assinar as Portarias de Delimitação das nossas terras. Mais indignados ficamos com a decisão de solicitar que a Funai realize estudos para conciliar nossos interesses com os da Aracruz Celulose”, continua a nota.


     


    Os 300 representantes que participaram da Assembléia foram à reunião respaldados por reuniões anteriores, realizadas nas comunidades.


    As entidades solicitam, na carta, imediata revogação do despacho que restitui o processo administrativo, “por ser esta decisão contrária aos direitos constitucionais e humanos dos Tupinikim e Guarani”; e pedem “a imediata edição das portarias declaratórias e de demarcação das terras dos Tupinikim e Guarani, conforme os laudos da FUNAI”.


     


    Acordo anterior de acordo é causa dos problemas


     


    Um acordo firmado em 1998 entre índios e a Aracruz Celulose, e questionado pelo Ministério Público Federal desde então, permitiu a demarcação das terras Tupinikim e Guarani com 7.061 hectares, e não com os cerca de 18 mil hectares que haviam sido identificados relatórios antropológicos anteriores. Após o acordo, os conflitos sobre a terra continuaram, porque grande parte das comunidades Tupinikim e Guarani decidiram manter a reivindicação pela totalidade da terra tradicionalmente ocupada.


     


    Para o Ministério Público Federal (MPF) “o acordo é nulo porque a Constituição Federal determina que todos os atos civis que tenham por objeto as terras indígenas são nulos. A parte do acordo em que os indígenas abriram mão de qualquer reivindicação de qualquer direito sobre as terras é inválida”, diz documento assinado pela procuradora federal Luciana L.Oliveira.


     


    Brasília, 7 de março de 2007


    Cimi – Conselho Indigenista Missionário


    www.cimi.org.br


     

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  • 07/03/2007

    O debate campesino na Amazônia.

     


    Na Amazônia, o camponês é todo aquele que se relaciona com a água, a terra e a floresta: o indígena, a comunidade ribeirinha, os pescadores, quilombolas e outros. Aqui na Amazônia, toda e qualquer luta que se fizer vai adquirir um caráter anti-imperialista, pois é necessário colocar para a sociedade uma outra pauta política e econômica, pensando a luta para além das organizações próprias de cada movimento.


    Para tanto é necessário ter uma unidade de análise e de ação, de modo a permitir que toda a luta produza os efeitos esperados para o nosso povo, acumulando forças para um projeto de sociedade que queremos. Para enfrentar esses desafios e fortalecer a organicidade da luta, se realizou entre de 03 de fevereiro a os dias 06 de março de 2007, no Centro de Formação Mártires de março, no bairro de São Félix em Marabá/PA a formação da 1ª turma de militantes da VIA CAMPESINA – Pará.


    Em um espaço ainda por ser construído encontraram-se, pela primeira vez, indígenas das etnias Tembé (NE/PA) e Arapium (Santarém), pescadores, pequenos agricultores, Sem-Terra, jovens do Campo e da cidade e de outros segmentos ameaçados pelos projetos exógenos à região, para debater e aprofundar questões sobre o Estado, a Amazônia, organização política e trabalho de base.


    O curso de militantes destinou-se a jovens a partir de 15 anos, o que resultou no entrelaçamento das idéias de luta em favor de uma nova Amazônia. É certo que houve no início um certo estranhamento, natural quando povos tão diversos que defendem seus territórios se encontram e passam a conviver em um mesmo espaço. Mas a exuberância da juventude logo pôs por terra todas as barreiras. E pode-se, então, ver esses povos da Amazônia, vindos de diversas partes do Pará e até do Tocantins, aplicando suas energias aos estudos para a compreensão dos mecanismos da sociedade e como se constituiu a desigualdade em nosso país.


    Para trabalhar essa questão foi convidado Claudemir Monteiro, Cientista Social e coordenador do CIMI Regional Norte II. O tema trabalhado sugeriu uma reflexão por parte de todos: O que é a Sociedade? De forma simples, foi possível apresentar as diversas explicações de como funcionam as sociedades humanas.


    O Estado e sua constituição também foram estudados, o seu funcionamento, sua estrutura e o peso que significa para a sociedade. Contamos para isso com Raimundinho, do Movimento Consulta Popular em Marabá.


    Daí, passamos a estudar a Amazônia, sua constituição histórica e geográfica, focalizando no tema dos grandes projetos despejados sobre a região a partir da década de 1950.  Fomos assessorados por Neide Coelho do instituto AMAS.


    O esforço dos estudos continuou com a assessoria de Ulisses Manaças e Charles Trocatte, ambos do MST, que apresentaram a história das lutas dos trabalhadores no mundo e a teoria da organização política.


    A notícia do atentado contra a vida do cacique Dadá , coordenador do CITA, deixou tristes e preocupados os indígenas e a todos os demais militantes do curso. Por questão de segurança, receberam orientação para que permanecerem no curso e tiveram notícias que felizmente o cacique já estava de volta a sua aldeia.


    Prosseguimos com a apresentação das diversas formas de organização política, das organizações e movimentos que compõem a VIA CAMPESINA no Pará e as demais entidades convidadas. MST, MPA, MAB, MMC, CPT, CIMI, CPP, CRB, PJR, Cáritas e ainda GCI, CITA, UJCC, FDA.


    A organização da VIA CAMPESINA, sua estrutura e como está espalhada no mundo foi apresentada por Galego, da CPT nacional.


    Um dos dias de lazer da turma foi aproveitado pelos indígenas para visitar os parentes que moram próximo a Marabá. Foram até a aldeia dos índios Guarani em Jacundá, e foram recebidos por Regina Guarani, liderança do povo. Foram convidados a dormir na aldeia, o que não puderam fazer devido ao compromisso com o curso.


    A lição apreendida nesses dias de convivência foi consolidada com a assessoria de Ranulfo Peloso, do CEPIS, que orientou os militantes no trabalho de base. Ainda tivemos nesta semana oficinas de comunicação, pintura indígena, Capoeira, confecção artesanal de redes de pesca, teatro do oprimido.


    Já na última semana do curso, a turma passou a denominar-se Amâncio dos Santos Silva, uma forma de homenagear o primeiro a tombar no massacre da curva do S em Eldorado dos Carajás, no Pará, no ano de 1996. Deste modo, a 1ª turma de militantes da VIA CAMPESINA, Amâncio dos Santos Silva, encerrou esta etapa do curso e os jovens militantes seguiram rumo a Belém para montar o acampamento das mulheres, uma jornada de quatro dias de debates e discussões promovido por movimentos sociais da cidade e do campo durante a semana .


     


     

    Luiz Cláudio (CIMI Norte II)

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  • 07/03/2007

    Carta Aberta da Associação Indigena Moygu Comunidade Ikpeng – Xingu

                  (Nos da comunidade Ikpeng; mulheres, jovens, crianças, adultos, velhos.)


     


    Vimos  por meio desta carta solicitar apoio, que no estado de Mato Grosso os empresários e as autoridades brasileiras , com apoio do Governo Estadual estão comprometendo a bacia hidrográfica do rio Kuluene Xingu, com a construção da usina hidrelétrica Paranatinga II.


     


    No Xingu à 15 etnias apenas duas etnias foram ingenuamente iludido que a usina hidrelétrica traria melhoria  para a comunidade Indígenas, Alguns caciques alto Xinguanos estavam ligado diretamente com o Governo Estadual , isto é, Governo do estado de Mato Grosso, responsável em iludir um desses caciques que assinaram o documento que autorizasse a construção da usina hidrelétrica . Cometeram outro erro de falsificarem assinatura de outras lideranças xinguanos que não estão de acordo com essa construção.


     


    A construção da barragem hidrelétrica causará serio danos ambientais. Não foram consultadas as lideranças de toda região do Xingu, nem as comunidades Indígenas sobre a obra da husina que afetará as aldeias Indígenas.


     


    O rio Kuluene é a fonte da alimentação dos povos Xinguanos, onde precisamos dela para nos alimentar, nós usamos da água para tomarmos banho e cozinhar nossos alimentos, os peixes sobem o rio para desovarem, os animas bebem a água. O rio Kuluene é o rio principal que forma o rio Xingu com outros afluentes.


     


    Os fazendeiros empresários,  o Governo Estadual querem a construção dessa usina hidrelétrica que favorecera eles, os poderosos considerados que eles são o progresso do pais . Com a usina os fazendeiros terão mais facilidade de irrigarem as suas plantações de soja e Arroz. O maio desperdício de água no Brasil e causado pelo irrigação. A muita cidades penas em torno do Xingu, antes eram fazendas o vila, hoje já são cidades penas como Canarana Querência Gaúcha do Norte e outras. Com a construção da usina essas pequenas cidades que já vem desenvolvendo tornara umas grandes cidades com industria e fabricas poluentes que beneficiara os grandes empresários autoridades do poder que só pensão no lucro de ganhar e disse ao mundo que eles e que fazem o pais cresce


     


    Em torno do Xingu a grande monocultora de soja o desmatamento cresce a cada anos a extração de madeira que são vendida ilegalmente, os rios estão sendo contaminado pelo agrotóxico a grande queimada a também desmatamento da mata de galeria ou mata ciciares causando assoreamento, agora com essa usina o problema e mais grave. Comprometera as nossas vidas e a vida de os animas dos peixes da biodiversidade da fauna e da flora. Desequilibra o nosso Eco sistema que o rio a nossa fonte de alimentação da nossa sobrevivência.


     


    Somos povos Indígenas Xinguanos não queremos essa usina no rio Xingu., queremos peixes a fauna e flora queremos o rio limpa, água que mi alimenta a água que mata minha cede a água que abasteci meu corpo a  lagoas com seus peixes a floresta com animais água que leva meu corpo água para todos.


     


    Em 1500 o Brasil foi invadida os índios exterminado mais existimos,  o Brasil não foi descoberta por acaso aqui já estávamos nos. No Mato Grasso assa intolerância volta a ser repetir como ocorreu intensamente desde a chegada dos Bandeirantes desta vês a idéia obcecada das autoridades empresarial que estarão afetando o nosso abitat que causara impacto ambientais.


     


    Não estamos impedindo o progresso do pais pelo contrario estamos defendendo o nosso direito a vida direito territorial direito a manter o nosso Eco sistema que o rio direito de respeitar os povos indígenas e da forma como vivemos direito a nossa cultura e nossa língua. Queremos essa usina seja desfeito não queremos ser iludido queremos que o nosso território seja exemplo de preservação ambientais culturais e lingüísticas.


     


    Quando acusarem os índios Xinguanos de terem muita terra a água para beber lembre se o nosso território é ocupado pelos povos Xinguanos cada um com língua cultura diferente e não por endivido. A no Brasil fazendeiros latifundiários empresários deputados e Governadores que ocupam muito mais terra que vários povos indígenas juntos.


     


    Se estamos vivos e porque sempre lutamos pelo nosso direito não deixaremos que construam a usina  nem que fação a nosso cabeça. Conto com tudos que quiserem apóia.


     


    Muito obrigado.           


     


    Associação Indigena Moygu Comunidade Ikpeng

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  • 07/03/2007

    “Mais indignados ficamos com a decisão de solicitar que a Funai realize estudos para conciliar nossos interesses com os da Aracruz Celulose”

    Ministro da Justiça Exmo. Sr. Márcio Thomaz Bastos


    Com cópia para o Presidente da FUNAI Mércio Pereira Gomes


     


    Da: Comissão dos Caciques e Lideranças Tupinikim e Guarani


     


     


    NOTA da Assembléia Geral dos Povos Tupinikim e Guarani


    do estado do Espírito Santo


     


    Nós, comunidades Tupinikim e Guarani do Espírito Santo, reunidos em Assembléia Geral para avaliar o andamento da nossa luta pela terra, tomamos conhecimento do despacho do Sr. Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, do mês de fevereiro de 2007.


     


    Ficamos bastante indignados com a decisão tomada devolvendo os processos para a Funai, porque sabemos que o ministro tem em mãos todos os elementos necessários para assinar as Portarias de Delimitação das nossas terras.


     


    Mais indignados ficamos com a decisão de solicitar que a Funai realize estudos para conciliar nossos interesses com os da Aracruz Celulose.


     


    Queremos reafirmar que não aceitamos qualquer acordo envolvendo nossas terras, nem que a Funai realize novos estudos para mudar os limites já definidos pelo Grupo Técnico da Funai em 1997.


     


    Exigimos que o Presidente da Funai devolva os processos para o Ministro da Justiça para a assinatura imediata das Portarias de Delimitação e promova a demarcação definitiva das nossas terras.


     


    Nossas comunidades continuam unidas e firmes na luta pela recuperação do nosso território tradicional.


     


    NOSSA TERRA NOSSA LIBERDADE


     


    Aldeia Caieiras Velhas (ES), 3 de março de 2007


     


    Assina a Comissão de Caciques e Lideranças Tupinikim e Guarani:


     


    Nelson dos Santos – Aldeia Três Palmeiras


    Paulo Tupiniquim – Aldeia Caeiras Velha


    Antônio Carvalho – Guarani – Aldeia Boa Esperança


    Valduir de Almeida – Tupiniquim – Aldeia Pau Brasil


    José S. C. – Aldeia Caeiras Velha


    Pedro Silva

    Jonas do Rosário – Tupiniquim

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  • 06/03/2007

    Scores of people from the Dourados Guarani Kaiowa indigenous community

    PUBLIC Amnesty International
    Scores of people from the Dourados Guarani Kaiowa indigenous community
    Index: AMR 19/007/2007
    05 March 2007
    Further Information on UA 42/07 (AMR 19/005/2007, 16 February 2007)
    Starvation/Health concern

    Federal authorities in Mato Grosso do Sul state, western Brazil, have resumed the distribution of emergency food baskets to a number of Indigenous communities. However, a third child has reportedly died of malnutrition. Amnesty International is concerned that members of the Dourados Guarani Kaiowa indigenous community may still face starvation.

    On 25 February, Cleison Benites Lopes, a 10-month-old boy from Bororó village on the Dourados Indigenous reservation, reportedly died of severe malnutrition, hours after being taken to the village health clinic. Staff at the clinic had allegedly given him vitamins and sent him home.
    Amnesty International has also received unconfirmed reports that state and federal governments have now agreed to distribute food parcels jointly. This followed the decision taken by the state government when they took office in January to stop large parts of its spending on social welfare.

    Furthermore, there appears to still be a lack of coordination between agencies responsible for the welfare of the Dourados Indigenous reservation to find long-term solutions to malnutrition, poverty and overcrowding in the Dourados Guarani Kaiowa Indigenous community. Amnesty International will continue to monitor the situation.

    A doctor working for FUNASA (Fundação Nacional de Saúde, the National Health Foundation) – the federal agency which deals with indigenous health issues, stated that although overall health of Indigenous children has improved since 2003, 8 percent of children on the Dourados reservation remain at risk of malnutrition. According to reports, 20 children remain at serious risk of severe malnutrition.

    Child malnutrition can have long term health consequences, even where it does not result in death, and as such the removal of these emergency food baskets could violate the right of those affected to the highest attainable standard of health.

    Subsistence agriculture has provided insufficient supplies of food for the Dourados Guarani Kaiowa indigenous community on the reservation, which is reportedly the most densely populated Indigenous reservation in Brazil. The slowness of the process to transfer ancestral lands back to the Indigenous communities continues to be the root cause of the social and economic deprivation of these communities. The swift resolution the Guarani’s claim to their ancestral lands, allowing them to grow their own food, will be the
    only sustainable way of tackling the starvation and poverty which is devastating their community.

    Amnesty International has been informed that an “integrated plan of action” was presented to the federal government in October to address the plight of the Guarani Kaiowa. However, the plan remains unimplemented at this time.

    RECOMMENDED ACTION: Please send appeals to arrive as quickly as possible, in Portuguese or your own language:

    – welcoming the resumption of the distribution of emergency food baskets to a number of Indigenous communities in Mato Grosso do Sul state, and the steps taken to guarantee the distribution of food parcels jointly by federal and state authorities;
    – expressing concern at the news that another child from the Dourados Indigenous reservation has reportedly died as a result of severe malnutrition;
    – urging the state and federal authorities to keep you informed of their efforts to ensure the distribution of food baskets and health provisions to the Indigenous families, and of the steps being taken to ensure long- term solutions to their plight;
    – calling on the authorities to fulfil their constitutional and international obligations to resolve all outstanding indigenous land claims in Brazil, and to urgently implement an “integrated plan of action” to address poverty and overcrowding in the Dourados Indigenous reservation.

    APPEALS TO:
    Governor of Mato Grosso do Sul State
    Exmo Governador do Estado do Mato Grosso do Sul
    Sr. André Puccinelli
    Parque dos Poderes, Bloco 08
    79031-902 – Campo Grande/MS – Brasil
    Fax:        + 55 67 3318 1120
    Salutation:       Vossa Excelência/ Your Excellency

    Minister of Justice
    Exmo Ministro da Justiça
    Sr. Márcio Thomaz Bastos
    Esplanada dos Ministérios, Bloco “T”
    70712-902 – Brasília/DF – Brasil
    Fax:        + 55 61 3322 6817
    Salutation:       Vossa Excelência/ Your Excellency

    Minister for social development and combating hunger
    Exmo Sr Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
    Sr Patrus Ananias de Sousa
    Esplanada dos Ministérios, Bloco “C” 5º andar
    70046-900 – Brasília/DF– Brasil
    Fax:        + 55 61 34331025
    Salutation:       Vossa Excelência/ Your Excellency

    President of FUNASA (Federal agency dealing with Indigenous health issues)
    Dr Paulo de Tarso Lustosa da Costa
    Funasa Sede – Presidência
    SAS – Q4 – Bl “N” – 5º andar – sala 502 – Ala Norte – Brasília/DF
    CEP: 70070-040- Brasília/DF– Brasil
    Fax: + 55 61 3314 6253
    Salutation: Exmo. Sr Dr

    COPIES TO:
    Federal Human Rights Secretary
    Secretaria Especial de Direitos Humanos
    Exmo. Secretário Especial
    Sr. Paulo de Tarso Vannuchi
    Esplanada dos Ministérios – Bloco “T” – 4º andar, 70.064-900 – Brasília/DF
    – Brasil
    Fax: + 55 61 3226 7980

    and to diplomatic representatives of Brazil accredited to your country.
    PLEASE SEND APPEALS IMMEDIATELY. Check with the International Secretariat,
    or your section office, if sending appeals after 16 April 2007.

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  • 05/03/2007

    Carta de repúdio ao despacho do Ministro da Justiça e em apoio aos Tupinikim e Guarani no ES

    Os Tupinikim e Guarani que ocupam as Terras Indígenas Tupinikim e Comboios no estado do Espírito Santo lutam pela demarcação do território que tradicionalmente ocupam.


                Essas duas terras foram identificadas por estudos realizados por um Grupo Técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai) em 1997. Mesmo com estes estudos, 11 mil hectares continuam ocupados irregularmente pela empresa Aracruz Celulose S.A. Por recomendação do Ministério Público Federal, em 2005, ao Presidente da República e ao Ministro de Estado da Justiça, a Funai retomou o procedimento administrativo para demarcação com base naqueles estudos.


                Após os tramites internos no Ministério da Justiça e passado mais de 120 dias do prazo legal, o Ministro da Justiça, ao invés de seguir as recomendações da Presidência da Funai e da Consultoria Jurídica e assinar as portarias de demarcação, optou por devolver o processo à Funai a fim de serem realizadas estudos com vistas a elaborar proposta que componha os interesses dos Tupinikim/Guarani e da Aracruz Celulose S.A..


                Ao tomar esta decisão o ministro optou pelo o que determina o Decreto nº 1.775/96 (art. 2º, 10, inciso II), mas de forma irregular prescreveu uma diligência que não tem efeito jurídico, por ser inconstitucional.


                Ao que tudo indica a intenção do ministro é que a Funai reveja os limites anteriormente propostos por Grupo Técnico (GT) especializado, e se esta proposição for acatada, estarão ambos incorrendo em flagrante afronta a norma constitucional, uma vez que o espaço territorial proposto pelo GT, a ser demarcado, contém os elementos de uma terra tradicionalmente ocupada pelos Tupinikim e Guarani, em conformidade com o que dispõe a Constituição Federal.


                Segundo dispõe o art. 231, parágrafo 4º Constituição Federal as terras indígenas são inalienáveis e indisponíveis. Ou seja, não pode nem a União, nem mesmo os povos indígenas, transacionar esse direito originário dos índios por ser vedado pela Constituição.


                Ademais, todo ato que tem por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras indígenas, por não índios, são nulos e não produzem efeitos jurídicos segundo dispõe o art. 231, § 6º, também da Constituição Federal.


                Diante do exposto, as entidades signatárias da presente carta repudiam a decisão do Ministro de Estado da Justiça e exigem:


    – a imediata revogação do despacho que restitui o processo administrativo, pelos motivos acima e por ser esta decisão contrária aos direitos constitucionais e humanos dos Tupinikim e Guarani; e


    – a imediata edição das portarias declaratórias e de demarcação das terras dos Tupinikim e Guarani, conforme os laudos da FUNAI.


                Ao mesmo tempo, manifestam solidariedade e apoio à luta dos Tupinikim e Guarani pela recuperação de seu território tradicional.


    Brasília, 02 de março de 2007


    Assinam:

    1.        ABONG Associação Brasileira de ONGs
    2.        Adriana Ferreira de Araújo – Estudante – Vitória/ES

    3.        Adriana Loche – Centro Santos Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo


    4.        Adriana Valle Mota – Nova Pesquisa


    5.        AGB/ES – Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção ES


    6.        Alonso Del Solar Escardó – Presidente – MD- FEUA – Mesa Directiva de la Federación de Estudiantes de la Universidad Nacional Agraria La Molina; Lima – Peru


    7.        Aluisio Matias dos Santos – MNDH/RN


    8.        Ana Cristina Sanches Diniz – Bióloga – Itaúnas/ES


    9.        Ana Maria Resende de Melo – Fórum DCA/SE


    10.     Ana Paula de Oliveira Borsato – Estudante – Vitória/ES


    11.     Ana Paula Pereira Batista – Estudante – Vitória/ES


    12.     ANAÍ – Associação Nacional de Ação Indigenista


    13.     Aneleh Karina Sampaio


    14.     Anieli Vieira dos Santos – Estudante – Vitória/ES


    15.     Antonia Pereira Martins – MMTA-CC – Movimento de Mulheres T. de Altamira Campo e cidade Altamira/PA


    16.     Aparecida Martins – Estudante – Vitória/ES

    17.     APOINME- Articulação dos Povos Indígenas do Noedeste, Minas Gerais e Espírito Santo

    18.     ARA – Wolfgang Kuhlmann, Alemanha
    Assembléia Popular Nacional


    19.     Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombola do Município de Conceição da Barra – ES


    20.     AVCésio e CES/Go – Odesson – Goiânia


    21.     Beatriz Rosane Lang – MNDH/RS


    22.     Betânia Silvano – Articulação de Mulheres Brasileiras e Fórum de Mulheres de Pernanbuco


    23.     Brice Bragato – Ex Deputada Estadual PSOL/ES

    24.     Brigada Indígena – ES

    25.     Bruno Faria Mello de Menezes – Músico e Estudante – Rio de Janeiro/RJ


    26.     CAA – Centro de Agricultura Alternativa – Montes Claros/MG


    27.     Camila Lopes Taquetti – Professora – Vitória/ES


    28.     Campo Limpo – Solidarität mit Brasilien – Alemanha


    29.     Cáritas Brasileira


    30.     Catherine Rowan – Bronx, New York, EUA


    31.     CDDH – Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Extremo Sul da Bahia


    32.     CDDH-Serra – Centro de Defesa dos Direitos Humanos Serra/ES


    33.     CEA – Centro de Estudos Ambientais


    34.     CEAP – C entro de Educação e Assessoria Popular/Rondônia


    35.     CEDIM/Alagoas – Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher de


    36.     Celeste Ciccarone – UFES – Vitória / ES


    37.     Centro de Referência do Movimento da Cidadania pelas Águas Florestas e Montanhas Iguassu Iterei


    38.     CEPEDES – Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul/Ba


    39.     César Sanson – Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (CEPAT) – Curitiba – PR


    40.     CESEP – Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular – SP


    41.     Chris Lang – Germany


    42.     Christopher Hak, Munique, Alemanha


    43.     CPT/ES-RJ – Comissão Pastoral da Terra

    44.     CPT/MG – Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais

    45.     Comissão Quilombola do Sapê do Norte – ES


    46.     CORE – Centro de povos indígenas para direitos humanos no Nordeste da Índia – Índia


    47.     Cristiano Peixoto Diro – Estudante – Vitória/ES


    48.     Cristiane Trindade – Estudante – Vitória/ES


    49.     COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira


    50.     COMIN – Conselho de Missão entre Índios da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil


    51.     Cyntia Pinto da Luz – Centro de Direitos Humano – Joinville/SC


    52.     Dalete Soares de Souza – Centro de Direitos Humanos João Bosco Burnier – Várzea Grande – MT


    53.     Darvin Ferreira da Silva – São Paulo/SP


    54.     Débora de Oliveira Wanderley – Professora de Geografia – BA


    55.     Décio Alves de Rezende – Colatina/ES


    56.     Dr David Fig, Biowatch South Africa

    57.     Dr. Rubens Harry Born – Coord. Executivo – Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz

    58.     Dr Tom Griffiths, Forest Peoples Programme, UK


    59.     Éden Magalhães – CIMI Brasília/DF


    60.     Edson Penha Mendes – Centro de Direitos Humanos – MT


    61.     Eliane Ribeiro de Oliveira – Estudante – Vitória/ES


    62.     Erly dos Anjos – Professor – UFES – Vitória


    63.     Erivelto Flávio – Aracruz-ES


    64.     Espaço Cultural da Paz – Teixeira de Freitas /BA


    65.     Fabiany Castro Andrade – Comissão de Justiça e Paz/RO


    66.     FAOC – Fórum da Amazônia Ocidental


    67.     FASE/ES – Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional


    68.     FASE/BA – Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional


    69.     Fausto José de Pinho e Souza Oliveira – Jornalista / RJ


    70.     FERN- entidade sócio-ambiental – Inglaterra

    71.     Fernanda de Salles. Cavedon – Advogada e Prof Universitária membro da ONG Voluntários pela Verdade Ambiental – Itajaí/SC

    72.     Fernanda Matheus – Eng. Agrônoma – MST


    73.     Flávia Simone Andrade – Belo Horizonte –MG


    74.     Flavia Vivacqua – Artista – SP


    75.     Flávio Danilo Torre – Itaúnas – ES


    76.     Flávio Lazzarin – CPT


    77.     Flora Antonia Soares Ribeiro – Estudante – Vitória/ES


    78.     Fórum de Mulheres do Espírito Santo


    79.     Francesca Belloni – Jornalista – Itália


    80.     Frans Huijben, Netherlands


    81.     Gabriel Jamur Gomes – Plataforma DHESCA Brasil


    82.     Genilza dos Santos Alves – Estudante – Vitória/ES


    83.     Graziela Kunsch – Artista


    84.     Guillermo Cardona Frisales – Centro dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus


    85.     Heberly B. do Nascimento – Estudante – Vitória/ES


    86.     Hilda Fadiga – Rede Mulher

    87.     INESC – Instituto de estudos socioeconômicos

    88.     Isabella Kenfield – Curitiba/PR


    89.     Isaura Maria Martins Moreira – Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá– GHATA


    90.     ITEREI – Refúgio Particular de Animais Nativos – Portaria IBDF 163/78 (DOU 20/04/1978), Membro Oficial da Sociedade Planetária (UNESCO Projeto BRA022/1998)


    91.     Ivo Poletto – Goiânia/GO


    92.     Jacinete T. Teixeira – SDDH – Sociedade Paraense da Defesa dos Direitos Humanos


    93.     Jacira Monteiro de Assis Bulhões – Analista Pericial/antropologia – Ministério Público Federal/ Cuiabá/MT


    94.     Javier Baltodano – Programa de Bosques – Foei – Costa Rica


    95.     Javiera Rulli – Grupo de Reflexion Rural – Argentina


    96.     Jefferson de Albuquerque Junior – Cineasta Ambientalista


    97.     Jefferson Gonçalves Correia – Antropólogo – ES


    98.     João Luiz Monti – Teixeira de Freitas – BA


    99.     João Ives Doti Junior – Sociólogo – Vitória – ES


    100.  José carlos Zanetti – CESE – Coordenadora Ecumênica de Serviços


    101.  Jossiane Iamba – Sociedade Maranhense de Direitos Humanos


    102.  Joilson José Costa – Pastoral da Juventude – São Luís – MA


    103.  Jubileu Brasil


    104.  Juliana Souza dos Santos – Estudante – Vitória/ES


    105.  Julie A. Cavignac – Antropóloga, DAN/UFRN


    106.  Karkaju Pataxó – BA


    107.  Karina Maciel de Almeida – Estudante – Vitória/ES


    108.  Kelder José Brandão Figueira – Paróquia São Pedro de Jacaraípe


    109.  Leidiany Souza Pereira Alves – Estudante – Vitória/ES


    110.  Lídia Celestino Meireles de Oliveira – antropóloga, Vila Velha/es


    111.  Lucia Maria Moraes – Relatora Nacional da Moradia – Plataforma DHESCA


    112.  Luciano Reis PortoMestrando em Direitos Humanos Universidade Carlos III de Madrid – Espanha


    113.  Lucineia Miranda de Freitas – Rondonópolis – MT


    114.  Luís Rocha – Porto, Portugal, Desempregado


    115.  Luzia Premoli – Provincial das Irmas Missionárias Combonianas


    116.  Lydia Bartz – Urgewald e.V. – Germany


    117.  Maciel Cover – PJR Via Campesina


    118.  Maia Calmon – PIDESC/BA


    119.  Marcelo Brito dos Santos – Centro Defesa Direitos Humanos Marçal de Souza – Mato Grosso do Sul


    120.  Márcia Luisa da Silva – Estudante – Vitória/ES


    121.  Márcia S. Hirata – Arquiteta Urbanista/SP

    122.  Márcio Malacarne – Físico – Vitória/ES

    123.  Marcus Colchester – Forest Peoples Programme – Reino Unido

    124.  Margaret Weber – Coordinator of Corporate Responsibility – Adrian Dominican Sisters – Adrian, MI

    125.  Maria Elena Rodrigues – Fase Nacional/RJ


    126.  Maria Inês Ladeira – Coordenadora do Programa Guarani Litoral – CTI – Centro de Trabalho Indigenista


    127.  Maria José Honorato Pacheco – Conselho Pastoral dos Pescadores – BA


    128.  Maria Lúcia Monteiro Pessoa – CMDH – Centro de Migrações e Direitos Humanos/RR


    129.  Maria Lúcia Soares Viana – Movimento de Direitos Humanos – TO


    130.  Marta Falqueto – CDDH – Serra e MNDH/ES


    131.  Matheus H A Otterloo – Coordenador Regional Fase-Amazônia-PA


    132.  Mayrá Lima – Jornalista – CE


    133.  Mércia Alves – CENDHEC


    134.  Miryám Hess – Conselheira do GRUMIN


    135.  MPA/ES – Movimentos dos Pequenos Agricultores


    136.  MST/ES – Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


    137.  Myllena Calasans de Matos – CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria – DF


    138.  Neuza Mafra – Pastoral do Menor – CNBB – SC


    139.  Neuza Soares Carneiro – Historiadora – ES


    140.  Oatá Steungroep – CIMI Holanda – Werkgroep Latijns – Amerika Heerlen Holanda


    141.  Olinda Muniz Silva Wanderley – Índia Pataxó Hãhãhãe


    142.  Oraida Maria Urbanetto de Souza Parreiras – POS-GEO UFF/RJ


    143.  Oscar Gatica – CDVHS – MNDH/CE


    144.  Osvaldo Martins de Oliveira – antropólogo, Vila Velha/ES


    145.  Qorianka Kilcher – Santa Monica – Califórnia


    146.  Pablo de Oliveira – Estudante – Vitória/ES


    147.  PACS – Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul


    148.  Pámela Suelen Teodoro de Moraes – Estudante – Vitória/ES


    149.  Patrícia Campos – CEDECA/CE


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  • 02/03/2007

    DECISION OF BRAZILIAN MINISTRY OF JUSTICE: one more disillusion for Tupinikim and Guarani

    DECISION OF BRAZILIAN MINISTRY OF JUSTICE: ONE MORE DISILLUSION


    Update Tupinikim and Guarani case, March 2007


     


    Finally, the Minister of Justice Márcio Thomas Bastos took a decision about the land issue of the Tupinikim and Guarani indigenous peoples. But instead of fulfilling his promise, assumed in February 2006 in a public meeting in the state of Espirito Santo to demarcate their traditional lands ´right and fast’, the Minister decided to return the file to FUNAI (National Foundation on Indigenous Issues), requesting that this governmental Foundation should make studies to reconcile the interests of the indigenous peoples and of Aracruz Celulose S/A.


     


    With support of CIMI (Missionary Council for Indigenous Peoples), a protest letter against the decision of the Minister of Justice, has been written, which will be circulated at the National Seminar on Human Rights in Brasilia tomorrow (2nd of March), in search for support.


    We also want to ask you as supporters of the Tupinikim and Guarani indigenous peoples to sign this letter until tomorrow 18 hours (Brazilian time).


    This short time period is necessary because next Saturday, 3rd of March, a General Meeting of the Tupinikim and Guarani will be held, and we want to take this letter of support to the meeting, because during this Assembly the indigenous communities will evaluate and discuss the next coming steps in the fight for their land.


    Therefore, it is important that at this moment we, supporters of the Tupinikim and Guarani, show that we are together with them in their struggle!


     


    Confirm your signature by sending an email to: [email protected]


     


    Warm greetings,


    Winnie Overbeek – FASE/ES


    Geertje van der Pas – CIMI


     






    OPEN PROTEST LETTER AGAINST THE DESISION OF THE MINISTER OF JUSTICE, AND IN SUPPORT OF THE TUPINIKIM AND GUARANI IN THE STATE OF ESPÍRITO SANTO


    The Tupinikim and Guarani who are occupying the Indigenous Tupinikim and Comboios Lands in the state of Espírito Santo, are fighting for the demarcation of their traditional territory. These two lands have been identified by studies carried out by a Technical Working Group (GT) of Funai in 1997. In spite of these studies, the company Aracruz Celulose S.A. continued the irregular occupation of 11,000 hectares of indigenous lands. Through a recommendation made by the Federal Public Prosecution Service to the President of the Republic and the State Minister of Justice, Funai decided in 2005 to re-open the administrative procedure for the demarcation of the above-mentioned lands, based on the studies of the GT of Funai.


    Now, after internal procedures at the Ministry of Justice and more than 120 days passed beyond the legal stated period, the Minister of Justice, instead of signing the Decree to demarcate the indigenous lands, following the recommendations of the Presidency of Funai and the Juridical Consultancy Department of the Ministry of Justice, the Minister decided to return the file to Funai in order to carry out studies to develop a proposal that reconciles the interests of the Tupinikim/Guarani and Aracruz Celulose S.A.


    The intention of the Minister points to a further delay of the demarcation of the lands, although Funai can also decide to reconsider the limits proposed before by the Technical Working Group (GT) of Funai. If this will happen, both the Minister and Funai are flagrantly insulting the Brazilian Constitution, because the territorial space proposed by the GT to be demarcated, consists of the elements of a traditionally, by Tupinikim and Guarani occupied, territory, in conformity with what is established in the Brazilian Constitution.


     


    According to article 231, 4th paragraph, of the Federal Constitution, indigenous lands are inalienable and unavailable. The Constitution forbids that neither the Union, nor the indigenous peoples, transfers this native right of the indigenous people to third parties.


    Furthermore, all acts that aim the occupation, the domain and the ownership of indigenous lands, by others than indigenous people, are invalid and they do not have any legal consequences, according to article 231, 6th paragraph, of the Federal Constitution.


    Considering the above, those who sign this protest letter against the decision of the State Minister of Justice demand the following:


              the immediate repeal of the decision that returns the administrative file to Funai, based on the above-mentioned arguments and  being a decision unfavorable to the constitutional and human rights of the Tupinikim and Guarani;


              the immediate edition of the Decrees that recognize and demarcate the lands of the Tupinikim and Guarani, according to the studies realized by the GTs of the FUNAI.



    At the same time, the undersigned demonstrate solidarity and support to the fight of the Tupinikim and Guarani for the recovery of their traditional territory.

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  • 02/03/2007

    Entidades pedem veto à emenda que prejudica fiscalização do trabalho

    Por Iberê Thenório


    Quinze entidades envolvidas na defesa dos direitos dos trabalhadores – entre elas a Repórter Brasil – enviaram, nesta segunda-feira (26), uma carta ao presidente Lula pedindo o veto à emenda de projeto de lei que prejudica o combate ao trabalho escravo. No documento, as entidades afirmam que o texto é inconstitucional e contrário ao interesse público, já que não respeita a separação entre poderes e prejudica a atuação dos auditores fiscais do trabalho.


    A emenda número 3, contida no projeto de lei que cria a Super Receita, foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 13. Ela impede que auditores fiscais do trabalho apontem vínculos empregatícios entre patrões e funcionários quando forem encontradas irregularidades. Segundo a emenda, que aguarda a sanção ou o veto do presidente Lula para ser colocada em prática, apenas a Justiça do Trabalho estaria autorizada a reconhecer esse vínculo.


    “O primeiro efeito prático será, de imediato, a suspensão de toda legislação que protege o empregado. Isso porque todo o ato praticado pelo empregador e empregado terá validade jurídica, mesmo que contrário aos princípios básicos do direito trabalhista”, diz um trecho da carta.


    Apesar de estar otimista em relação ao veto de Lula, o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Sebastião Caixeta, que organizou o documento, afirma que recorrerá à Justiça caso a emenda seja aprovada. “Já conversamos com a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e Anamatra [Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho] e pretendemos entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF se a emenda não for vetada.”


    A carta também foi enviada à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Assinam o documento a Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat), Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (Alal), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social (Anfip), Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação Nacional dos Auditores-Fiscais da Previdência Social (Fenfisp), Associação Luso-Brasileira dos Juristas Trabalhistas (Jutra), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Repórter Brasil, Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait) e Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco).


    Leia a íntegra da carta enviada ao presidente Lula


    Saiba mais sobre a emenda e o projeto de lei que cria a Super Receita

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  • 02/03/2007

    CIMI INFO-BRIEF 755

     


    Biotreibstoff: „Volle Tanks und leere Magen“


     


    Die Produktion von Biotreibstoff aus Zuckerrohr, Rizinusbäumen, Kokospalmen und Soja gilt als alternative Wirtschaft für Kleinproduzenten und als Alternative zu fossilem Treibstoff. Die Bedeutung des Biotreibstoffs gewann in den letzten Wochen mit dem Bericht der UNO über die globale Erwärmung an Bedeutung und ist Thema bei den Verhandlungen mit Uruguay über den Weiterverbleib des Landes bei Mercosul. Auch US-Präsident George W. Bush, der anfangs März Brasilien besuchen wird, ist an einer Zusammenarbeit bei der Produktion von Biotreibstoff interessiert.


     


    Beim Seminar Via Campesina über die Ausdehnung der lateinamerikanischen Zuckerrohrindustrie letzte Woche in São Paulo, stellten Vertreter von sozialen Organisationen und Bewegungen in Brasilien, Bolivien, Costa Rica, Kolumbien, Guatemala und der Dominikanischen Republik die Produktion von Biotreibstoff als reine Energie Einkommensquelle für die ländliche Bevölkerung in Frage.


     


    „Das derzeitige Modell der Produktion von Bioenergie zwingt das Volk, natürliche Ressourcen, Land und Arbeitskraft zu binden“, heißt es in einem Brief der Teilnehmer von Via Campesina mit dem Titel „Volle Tanks auf Kosten von leeren Magen“.


     


    „Die brasilianische Regierung fördert auch die Produktion von Biodiesel, vor allem um den Bestand und die Ausweitung der Monokulturen von Soja zu garantieren. Als Rechtfertigung dieser Politik wird die Produktion von Biodiesel durch Kleinproduzenten angeregt und ihr ein „sozialer Stempel“ aufgerückt. Die zerstörerischen Auswirkungen werden verschwiegen. Die Monokulturen dehnen  sich in indigenen Gebieten und anderen Territorien weiter aus“.


     


    Sorgen bereiten die Arbeitsbedingungen auf den Plantagen, auch die der Indios. Vor allem auf den Zuckerrohrplantagen herrscht oftmals Ausbeutung: niedriger Lohn, fehlende Sicherheit, monatelange Trennung von den Aldeias und den Familien.


     


    Allein in Mato Grosso do Sul sind in den nächsten drei Jahren 32 Fabriken geplant, die 51.000 Arbeitsplätze schaffen sollen. Die Produktion von Biodiesel steigt auch im Nordosten des Landes.


     


    Am 28.2.2007 verwies der Präsident der Caritas Brasilien, Bischof Demétrio Valentim bei der Präsentation des Buches „Menschenrechte in Brasilien  – Diagnose und Perspektiven“ auf die Probleme infolge der Monokulturen. „Ständig muss eine Schlacht um die Menschenrechte geführt werden. Bereits erzielte Arbeitsrechte sind gefährdet. Der Biotreibstoff zum Beispiel bedeutet eine Steigerung der Zuckerrohrplantagen, auf denen Arbeitsbedingungen ähnlich der Sklaverei herrschen“, sagte er.


     


    FUNAI sichert dem Volk Karitiana Identifikation des Gebietes Rio Candeias sowie die Kontrolle der anderen Gebiete zu


     


    Das Volk Karitiana in Rondônia ist aufgrund der Untätigkeit der öffentlichen Hand gezwungen, sein Territorium selbst zu verteidigen und gegen Invasoren in ihre Gebiete vorgehen.  Die Gemeinschaft, die 95 km von Porto Velho, der Hauptstadt von Rondônia, entfernt lebt, hat letzte Woche zwei Jugendliche festgehalten, die das Schild zur Aldeia missachteten und sich ohne Erlaubnis Zugang verschafften. Die Jugendlichen wurden von der Bundesstraßenpolizei auf km 45 der BR 364 aufgrund eines verkehrswidrigen Motorrades an der Weiterfahrt gehinderte und so suchten sie eine andere Möglichkeit, um an ihr Ziel zu gelangen.


     


    Am 27.2.2007 wurden die Jugendlichen frei gelassen, nachdem sich die FUNAI zur sofortigen Kontrolle des Gebietes, zum Abschluss der Demarkierung von Rio Candeias und zum Abzug der Invasoren aus dem bereits demarkierten Gebiet Karitiana verpflichtete.


     


    Im November 2006 haben die Karitiana fünf Schürfer festgenommen, die in ihr Gebiet eingedrungen waren und deren Berichten zufolge, sich weitere 50 Schürfer im indigenen Gebiet aufhielten. Die Indios haben die Festgenommenen an die FUNAI und die Polizei übergeben und forderten die Kontrolle ihres Gebietes.


     


    Die Karitiana drängen auf die Identifikation des Gebietes Rio Candeias, das sie 2003 zurück gewonnen haben. Die FUNAI richtete damals eine Arbeitsgruppe für die Identifikation ein. Die Erhebungen wurden aber gestoppt. Fazendeiros spekulieren mit dem Land für Planafloro (Plan für Landwirtschaft und Waldbewirtschaftung in Amazonien), besetzen das Land, zerstören Wälder und heilige Stätten der Indios. Wäre die Identifikation nicht gestoppt worden, könnten diese Übergriffe verhindert werden.


     


    Die Karitiana leiden auch unter mangelnder gesundheitlicher Betreuung seitens der öffentlichen Hand und unter fehlenden Schulen für die Stufen 5 bis 8 sowie für die mittlere Ausbildung.


     


    Brasília, 1. März 2007


    CIMI – Indianermissionsrat


     

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