03/03/2021

Cimi leva nesta quinta (4) o problema das invasões às Terras Indígenas à diálogo sobre Meio Ambiente no Conselho de Direitos Humanos da ONU

A participação do Cimi no Diálogo Interativo sobre Meio Ambiente e Direitos Humanos está previsto para às 8h, horário de Brasília

Indígenas protestam durante incidência internacional em abril de 2019: de lá para cá, situação piorou. Crédito da foto: Mídia Índia/Apib

Por Assessoria de Comunicação – Cimi

A incidência do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na 46ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas segue nesta quinta-feira (4). Luis Ventura Fernandez, que atua pelo Cimi na Amazônia, participa às 8 horas (horário de Brasília) do “Diálogo Interativo com o Relator Especial de Meio Ambiente”.

Deverá ser reportado à ONU que o quadro ambiental envolvendo as populações indígenas registra o aumento das invasões e exploração indevida dos territórios, a paralisação das demarcações e o desmonte das políticas públicas ambientais em meio à pandemia do novo coronavírus.

O diálogo interativo, que terá início às 10 horas (horário de Brasília) desta quarta, com a apresentação do Relator Especial sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente, David Boyd, é parte da programação desta 46ª sessão.

Trata-se da terceira contribuição das organizações indígenas e indigenistas durante a 46ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. A primeira ocorreu nesta segunda-feira (1), onde o assessor jurídico da Apib Luiz Eloy Terena se dirigiu à ONU para falar sobre a situação dos povos indígenas no Brasil no decorrer da pandemia do novo coronavírus.

O Cimi irá se dirigir ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em mais um Diálogo Interativo, desta vez com a presença do Relator Especial sobre a situação dos Defensores dos Direitos Humanos

A segunda, também na segunda-feira, foi realizada pelo padre Dário Bossi, apresentada em nome de diversas entidades eclesiais, como a Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam), a Rede Continental Iglesias y Minería (ONG vinculada ao Comboni Vivat International), Franciscans International, Serviço Interfranciscano de Justiça e Paz (Sinfrajupe).

Haverá ainda outros três momentos de fala sobre a questão indígena, até o dia 23 de março, nesta que é a principal sessão do ano do organismo internacional com sede em Genebra, na Suíça, mas que nesta 46ª sessão ordinária realiza as conferências por vídeo transmissão.

O Cimi irá se dirigir ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em mais um Diálogo Interativo, desta vez com a presença do Relator Especial sobre a situação dos Defensores dos Direitos Humanos. A fala, porém, será realizada por uma indígena que apresentará as graves situações de violações, ameaças, emboscadas e assassinatos de lideranças indígenas.

Há ainda outros dois debates gerais em que o Cimi fará incidência: um sobre racismo, discriminação racial, xenofobia e formas relacionadas de intolerância, com incidência do Cimi; outro sobre situações que requerem a atenção do Conselho. Neste caso, o Cimi denunciará, novamente, a chacina de indígenas Chiquitano, na fronteira entre Brasil e Bolívia, que segue impune.

 

Agende-se

04/03 – Diálogo Interativo com a participação do relator especial sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente, David Boyd e contribuições do Cimi trazendo as paralisação das demarcações de terras indígenas, o aumento das invasões e exploração dos territórios e o desmonte das políticas públicas ambientais;

05/03 – Diálogo Interativo com o Relator Especial sobre a situação dos Defensores dos Direitos Humanos, com a participação de uma liderança indígena. Na oportunidade ela irá trazer as fragilidades que o programa brasileiro de proteção de defensores tem apresentado, colocando em risco a vida e a luta dos povos indígenas e comunidades tradicionais no Brasil;

11/03 – Item 4: Debate geral sobre situações de direitos humanos que requerem a atenção do Conselho. Neste dia o Cimi denunciará, novamente ao Conselho a chacina de indígenas Chiquitano na fronteira entre Brasil e Bolívia, que segue impune;

18/03 – Item 9: Debate geral sobre racismo, discriminação racial, xenofobia e formas relacionadas de intolerância, acompanhamento e implementação da Declaração e Programa de Ação de Durban. Na data, o Cimi terá oportunidade de denunciar a discriminação racial enfrentada pelos indígenas no Brasil, bem como as medicas adotadas pelos Estado que restringe a autodeclaração indígenas.

 

Serviços

O quê: Cimi denuncia o aumento das invasões e exploração dos territórios indígenas durante principal sessão do ano da CDH/ONU

Quando: Dia 4 de março, 2021, previsto para às 8h (horário de Brasília). Durante a 46º sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas

Quem:  Conselho Indigenista Missionário – Cimi

Por onde acompanhar:  TV web da ONU, site e redes sociais do Cimi

 

Contatos

Assessoria de Comunicação do Cimi: [email protected]

Adi Spezia +55 61 9641-6256

Guilherme Cavalli +55 54 9653-0369

 

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