Presidente Lula se reúne com povos indígenas no Mato Grosso do Sul
No palanque oficial e nas cerimônias de inauguração de estrada e da Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD, Lula silenciou sobre a questão indígena. Apenas uma referência passageira a novos paradigmas, onde falou de um novo paradigma indígena. Porém, Lula se encontrou com os indígenas numa reunião reservada, que na imprensa local foi assim definido “Lula e índios discutem demarcação a portas fechadas”. (Campo Grande News). A matéria explicita que “A região Sul do Estado, principalmente a Grande Dourados, enfrenta uma guerra judicial por conta das demarcações de terras”.

Foi exatamente sobre a questão da demarcação, ou melhor, da não demarcação das terras, que girou a maior parte do tempo do encontro de Lula com 25 lideranças políticas e religiosas do povo Kaiowá Guarani e Terena. Após o Ñaderu Kaiowá Guarani Getúlio colocar o cocar na cabeça do presidente, este ouviu atentamente o clamor de urgência da demarcação das terras indígenas no estado. Foram apenas 20 minutos de conversa, na qual os indígenas expuseram rapidamente o grave momento por que passam as comunidades, privadas de suas terras e envoltas a uma situação de violência insuportável e sem precedentes. Diante do clamor ouviram do presidente da república sua palavra de sensibilidade pela realidade exposta e seu compromisso de se encontrar com o presidente da Funai ainda no dia da reunião para solicitar o acompanhamento da Polícia Federal aos Grupos de Trabalho de identificação das terras Kaiowá Guarani e Terena. No intuito de minorar a desgastante situação de denúncias contra os direitos humanos e étnicos dos Guarani, ele reafirmou sua vontade de comprar terras para os acampados desse povo, solução essa que já foi rejeitada pelas comunidades, pois não vem ao encontro de seus direitos a seus tekohá, suas terras tradicionais.
No decorrer do encontro, foram entregues ao presidente vários documentos dos quais destacamos a Carta do Povo Kaiowá Guarani ao Presidente Lula, Carta do Povo Terena, Documento da Aty Guasu de Kurusu Ambá, documento final do 7º Acampamento Terra Livre e documento da comunidade do Ypo’i, que teve dois de seus professores assassinados na retomada de suas terras. Na carta ao presidente Lula pedem: “Senhor Presidente, por favor, não prometa nada, mande apenas demarcar nossas terras. O resto, sabemos dos nossos direitos e vamos batalhar por eles. Já esperamos demais e toda nossa enorme paciência acabou. Só esperamos não precisar ir pelo mundo afora, na ONU e nos tribunais internacionais denunciar um governo em que tanto esperamos…Não fazemos pedidos, exigimos direitos. Demarcação de nossas terras com urgência para que nosso povo volte a viver em paz, com felicidade e dignidade.” (Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani e Comissão de Professores Indígenas Kaiowá Guarani)
Na avaliação das lideranças que participaram, foi um momento importante que lhes dá a confiança de que o atual presidente ainda irá identificar as terras Kaiowá Guarani e fazer avançar o reconhecimento de outros processos em andamento, antes do final de seu mandato.
Ypo’i: Comunidade pede apoio de Lula
A comunidade que teve dois de seus professores, Jenivaldo e Rolindo, assassinados barbaramente em novembro do ano passado, estão de volta a seu tekohá. Edson, irmão de Rolindo, esteve pessoalmente com Lula, ocasião em que entregou ao presidente carta da comunidade, em que pede justiça, com a punição rigorosa dos assassinos e a garantia de suas terras. Eles se encontram sitiados e constantemente ameaçados. Lula disse se empenhar para que o caso não fique impune como tantos neste estado e que os grupos de trabalho irão agilizar identificação das terras Guarani. Mais de 200 membros da comunidade estão de volta ao tekohá Ypo’i em situação crítica, pois estão constantemente vigiados e ameaçados pelos pistoleiros do fazendeiro Aurélio Escobar.
Enquanto Lula falava destacando seus grandes feitos, especialmente na área de educação, acadêmicos presentes ao ato ostentavam cartaz clamando por justiça aos professores assassinados.
Os Guarani Ñandeva do Ypo’i esperam que a solidariedade que tem recebida no país e no mundo se amplie para que não sofram novas violências e possam encontrar o corpo de Rolindo, e viver em paz em seu território tradicional.
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It has been nearly three hundred days since the brutal murder of the indigenous teachers, Genivaldo and Rolindo Vera of the Guarani Ñandewa people, in southern Mato Grosso do Sul on the border with Paraguay. The facts were reported nationally and internationally. The body of Genivaldo was found in the Ypo’i
says Antonio Brand. In this sense, he explains, national borders represent a problem for the Guarani because "they hinder this communication". Independent of the territorial division, they "follow their own notions and concepts of frontier, an idea more sociological and ideological, which includes, excludes and defines who belongs and who does not belong to a given collectivity."
They distribute themselves in small nuclei, consisting of one or more family groups, under the leadership of the ñanderu or tekoaruvicha, leaders of a distinctly religious character, whose power was supported by the prestige due to kinship, ability to persuade and their generosity and not by force or physical ability.
But beyond the consequences for the indigenous economy, this process of confinement has created problems for their social organization. As stated above, scattered in small, autonomous macro-familial nuclei, under the authority of elders, ñanderu or tekoaruvicha. When the situation in a given space, for various reasons, becomes inadequate, they seek out other places within this large territory. New villages are formed. The process of confinement forced these nuclei to seek shelter in reserves demarcated by the SPI, which, to manage these "gatherings" of Indians and villages, created the figure of the ‘captains’, indigenous leaders more familiar with the Western way of life, arbitrarily nominated as top leaders in the reserves. And to help them to exercise power and maintain order, over those who had no power, the Indian police were also established. Insofar as the traditional indigenous territory was being occupied by various fronts of exploration, the macro-familial groups were being forced to move into stocks and thus, in addition to live and play lots increasingly smaller groups with other macro family had to submit to the authority of foreign leaders.
From the late 1970s, the Guarani begin to find support in their demand for land by sectors of the Church, through the Indigenous Missionary Council – CIMI, and by civil society through NGOs There is, in the region from 1980, an ambivalent motion. At the same time in which there occurred a

The brothers and sister are the leaders of the community of the Serra do Padeiro, of the indigenous Tupinambá people, in the South of the state of Bahia, Brazil. The leaders have returned to their community. They will have to remain at the disposition of the authorities during the investigations of the allegations.
Struggle for land
History of police aggression