MPF/MS publica segunda edição de revista digital em homenagem ao Dia do Índio
por Nathaly Campos Feitosa
Publicação especial retrata as dificuldades e as conquistas dos índios em MS, estado com a segunda maior população indígena do país
O Ministério Público Federal
De um lado, as dificuldades encontradas pelos índios de Laranjeira Ñanderu, que vivem às margens de uma das rodovias mais perigosas do estado e enfrentam inúmeros desafios para sobreviver; e os altos índices de suicídio entre os guarani-kaiowá, que coloca Mato Grosso do Sul no topo do ranking dos estados com maior número de jovens que se matam.
A outra face é a arte dos índios kadiwéu que se renova e ganha reconhecimento internacional; e o novo perfil dos indígenas, que agora têm a possibilidade de cursar o Ensino Superior e levar os conhecimentos adquiridos na graduação para melhorar as perspectivas de suas comunidades.
A publicação conta, ainda, com artigo do professor Antônio Brand sobre as consequências do confinamento na economia e na preservação cultural dos índios.
A revista Tekoha, apesar do nome em guarani (que significa terra sagrada), busca homenagear todas as etnias presentes
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Publicação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) constata que número de conflitos pela posse da terra tem crescido no país. O dado faz parte do livro Conflitos no Campo Brasil 2010, lançado hoje (19) pela manhã, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
Aqui não se pode deixar de mencionar ainda os diversos conflitos, ameaças e intimidações sofridas pelos povos e comunidades tradicionais do Xingu (PA), em decorrência da construção da hidrelétrica Belo Monte, que mesmo diante da negativa dessas populações o governo brasileiro insiste
De acordo com Ságuas, a Frente é fruto de uma militância de muitos anos junto aos povos indígenas e às questões sociais já em seu estado de origem, Mato Grosso. Por isso, como parlamentar, encabeçou a criação da Frente, que vem ganhando adesão de outros parlamentares, como forma da Câmara somar junto aos povos indígenas do país, discutindo questões importantes e relevantes relacionadas à saúde, educação, sustentabilidade socioeconômica e cultural, bem como a garantia do direito à terra.
Nesse sentido, as falas de Saulo corroboram com a afirmação dos representantes do Estado, Susana Martelleti Grillo, coordenadora-geral da Educação Escolar Indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Inclusão do MEC, e André Lazaro, secretário executivo da Secretaria de Direitos Humanos. Ambos afirmam que o principal desafio que se vive hoje é a efetivação dos direitos conquistados pelos povos indígenas depois da Constituição Federal de 1988, que pela primeira vez reconheceu legalmente os direitos dessa população, como o acesso à terra e suas formas de expressão.