• 21/10/2011

    Povo Bororo retoma território no Mato Grosso

    Cansados de esperar pela reintegração de posse de seu território, os Bororo da Terra Indígena Tereza Cristina, em Mato Grosso (MT), iniciaram o processo de retomada.

     

    Nesta sexta-feira (21) um grupo de indígenas Bororo ocupou a fazenda rio Vermelho, encravada na porção do território que não foi homologada, embora já demarcada pelo Marechal Candido Rondon em 1897.

     

    Os Bororo afirmam que cansaram de esperar que o governo brasileiro, através da Funai, efetivasse o processo de reintegração dos mais de 34 mil hectares. Foram vários documentos, manifestações e idas até Brasília sem resultados. Após o estudo efetivado pela Funai em 2003 – levantamentos histórico-antropológicos – que tratava da ocupação tradicional deste território pelos Bororo, nada mais foi feito.

     

    A região onde se situa a fazenda rio Vermelho foi cogitada por pelo menos duas vezes para tornar-se assentamento, não se efetivando pela movimentação e ação dos indígenas que denunciaram a intenção de se lotear Território Indígena. Atualmente esta porção do território vem sendo utilizada de maneira sazonal para a criação de gado.

     

    Desde a demarcação executada por Rondon em 1897, que fixou ‘Tereza Cristina’ com 65.923 hectares, o território foi seguidamente sendo loteado pelo governo estadual, a partir da década de 1950, sendo demarcada menos da metade do território.

     

    Apesar das denúncias feitas pelos próprios membros do então Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e, posteriormente, por funcionários da Funai, o Estado brasileiro não realizou ações no sentido de recuperar o bem da União, que se destina ao ‘usufruto exclusivo’ dos povos indígenas, no caso, dos Bororo.

     

    Espera-se que, com a iniciativa dos indígenas de ocuparem seu território, o processo de reintegração de posse se efetive e os Bororo possam usufruir de maneira integral e exclusiva de seu território tradicional.

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  • 21/10/2011

    Povo Bororo inicia retomada de seu território

    Cansados de esperar pela reintegração de posse de seu território, os Bororo da Terra Indígena Tereza Cristina iniciaram o processo de retomada.

     

    Nesta sexta-feira, 21 de outubro, um grupo de indígenas Bororo ocupou a fazenda rio Vermelho, encravada na porção do território que não foi homologada, embora já demarcada pelo Marechal Candido Rondon em 1897.

     

    Os Bororo afirmam que cansaram de esperar que o governo brasileiro, através da Funai, efetivasse o processo de reintegração dos mais de 34 mil hectares. Foram vários documentos, manifestações e idas até Brasília sem resultados. Após o estudo efetivado pela Funai em 2003 – Estudos e levantamentos histórico-antropológicos – que tratava da ocupação tradicional deste território pelos Bororo, nada mais foi feito.

     

    A região onde se situa a fazenda rio Vermelho foi cogitada por pelo menos duas vezes para tornar-se assentamento, não se efetivando pela movimentação e ação dos indígenas que denunciaram a intenção de se lotear terra indígena. Atualmente esta porção do território vem sendo utilizada de maneira sazonal para a criação de gado.

     

    Desde a demarcação executada por Rondon em 1897, que fixou ‘Tereza Cristina’ com 65.923 hectares, o território foi seguidamente sendo loteado pelo governo estadual, a partir da década de 1950, sendo demarcada menos da metade do território.

     

    Apesar das denúncias feitas pelos próprios membros do então Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e, posteriormente, por funcionários da Funai, o Estado brasileiro não realizou ações no sentido de recuperar o bem da União, que se destina ao ‘usufruto exclusivo’ dos povos indígenas, no caso, dos Bororo.

     

    Espera-se que, com a iniciativa dos indígenas de ocuparem seu território, o processo de reintegração de posse se efetive e os Bororo possam usufruir de maneira integral e exclusiva de seu território tradicional.

     

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  • 21/10/2011

    Povo Bororo inicia retomada de seu território

    Cansados de esperar pela reintegração de posse de seu território, os Bororo da Terra Indígena Tereza Cristina iniciaram o processo de retomada.

     

    Nesta sexta-feira, 21 de outubro, um grupo de indígenas Bororo ocupou a fazenda rio Vermelho, encravada na porção do território que não foi homologada, embora já demarcada pelo Marechal Candido Rondon em 1897.

     

    Os Bororo afirmam que cansaram de esperar que o governo brasileiro, através da Funai, efetivasse o processo de reintegração dos mais de 34 mil hectares. Foram vários documentos, manifestações e idas até Brasília sem resultados. Após o estudo efetivado pela Funai em 2003 – Estudos e levantamentos histórico-antropológicos – que tratava da ocupação tradicional deste território pelos Bororo, nada mais foi feito.

     

    A região onde se situa a fazenda rio Vermelho foi cogitada por pelo menos duas vezes para tornar-se assentamento, não se efetivando pela movimentação e ação dos indígenas que denunciaram a intenção de se lotear terra indígena. Atualmente esta porção do território vem sendo utilizada de maneira sazonal para a criação de gado.

     

    Desde a demarcação executada por Rondon em 1897, que fixou ‘Tereza Cristina’ com 65.923 hectares, o território foi seguidamente sendo loteado pelo governo estadual, a partir da década de 1950, sendo demarcada menos da metade do território.

     

    Apesar das denúncias feitas pelos próprios membros do então Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e, posteriormente, por funcionários da Funai, o Estado brasileiro não realizou ações no sentido de recuperar o bem da União, que se destina ao ‘usufruto exclusivo’ dos povos indígenas, no caso, dos Bororo.

     

    Espera-se que, com a iniciativa dos indígenas de ocuparem seu território, o processo de reintegração de posse se efetive e os Bororo possam usufruir de maneira integral e exclusiva de seu território tradicional.

     

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  • 21/10/2011

    Informe 986: Seminário reúne indígenas e pescadores em protesto contra Belo Monte

    Na próxima semana, de 25 a 27 de outubro, se realiza em Altamira o seminário: “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”.

    Os participantes do seminário analisarão a conjuntura em torno de Belo Monte e discutirão respostas e formas de resistência às situações de risco e impactos geradas pela usina.

    Participam do encontro entre 600 e 800 representantes de populações ameaçadas, ou já impactadas pela usina: indígenas, ribeirinhos, pescadores, pequenos agricultores, pessoas de Altamira cujas casas serão inundadas, barqueiros, entre outros.

    Além dos representantes de Altamira e da Bacia do Xingu, participarão indígenas de outras regiões do Pará, e dos estados do Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Diversas categorias de trabalhadores, através de seus sindicatos, virão em caravana para o evento.

    Audiência na Comissão Interamericana de Direitos Humanos

    O encontro coincide com uma audiência em Washington (EUA), junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos, no dia 26. A CIDH convocou o governo brasileiro, para explicar porque não estão sendo respeitadas as medidas cautelares, emitidas pelo órgão, em abril deste ano.

    A Comissão julgou a continuidade das obras um risco muito grande para as populações indígenas da região, além de considerar que não foram realizadas as obrigatórias consultas prévias junto a estas comunidades. Por isso, solicitou a paralisação das obras, até que as consultas fossem feitas e estipulou uma série de medidas que poderiam proteger as comunidades dos impactos. O governo e Norte Energia, porém, têm ignorado a solicitação e intensificado as obras – a pleno vapor.

    Julgamento no TRF1

    O encontro acontece uma semana depois do primeiro voto do Tribunal Regional Federal da 1ª região do julgamento de uma Apelação do Ministério Público Federal do Pará (MPF/PA) referente a uma das 12 Ações Civis Populares contra a usina. No seu voto, a desembargadora Selene Almeida desqualificou por inteiro a autorização do Congresso e a Licença Ambiental para a construção de Belo Monte, afirmando que não houve consulta prévia junto às comunidades indígenas afetadas.

    O segundo desembargador que deveria votar, Fagundes de Deus, pediu vistas do processo, mas prometeu promulgar seu voto dentro de 14 dias, ou mesmo na quarta-feira, dia 26. Em teoria é possível que coincidam o seminário, a audiência em Washington e o segundo voto do julgamento.

    Programação do seminário

    O primeiro dia do seminário será reservado aos debates conjunturais. Haverá uma mesa com o tema “Impactos dos grandes projetos hidrelétricos na Amazônia: a UHE Belo Monte e suas conseqüências” pela manhã, e outra, “Violação dos direitos dos povos da Amazônia: a UHE Belo Monte e suas conseqüências”, à tarde. Os dias 26 e 27 serão reservados para grupos de discussão e trabalho, e, por fim, a plenária final.

    O seminário foi proposto por organizações da região afetada pela Usina, como as colônias de pescadores de Altamira, Porto de Moz, Senador José Porfírio, a Associação de Exportadores de Peixes Ornamentais (Acepoat), Associação dos Pilotos de Voadeira (Apivoal);

    Foi convocado por organizações como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), movimentos sindicais (Conlutas, Intersindical, Unidos para Lutar e outros), e ONGs, como Fase, Fórum da Amazônia Oriental (Faor), e Unipop, articulados no Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre, de Belém; e apoiado pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre.

     

    Serviço:

    O quê: Seminário Mundial Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu
    Quando: 25 a 27 de outubro
    Onde: Ginásio Esportivo da Catedral de Altamira, PA
    Inscrição: os interessados que virão individualmente, fora das caravanas das organizações de base, deverão preencher o formulário de inscrição, clicando aqui http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/10/informacoes-gerais-sobre-o-seminario_16.html
    Taxa de inscrição: R$ 15
    Obs. Para os jornalistas, haverá sala de imprensa com internet.

    Mais informações:
    Dion Monteiro, Comitê Metropolitano Xingu Vivo: (91) 9103.4340
    Eden Magalhães, Cimi: (61) 9979.6916

    Comunicação MXVPS
    Verena Glass (SP) – (11) 9853.9950
    Tica Minami (SP) – (11) 6597.8359
    Ruy Sposati (Altamira/Pa) – (93) 9173.8389

     

     

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  • 19/10/2011

    Mãos Unidas, corações solidários

    Por Egon Heck

    Voluntários e funcionários da organização espanhola Manos Unidas (Mãos Unidas), o que em Guarani se poderia traduzir por Jopoi – mãos unidas, abertas para a reciprocidade -, estiveram no Brasil visitando as populações que apoiam no Brasil. Entre as ações apoiadas estão algumas ligadas a meninos e meninas de rua, quilombolas, sem terra e povos indígenas, entre outros.

    Enquanto os indignados de seu país se agitavam em enormes concentrações e mobilizações de protesto contra o sistema consumista, capitalista, concentrador e excludente, seis voluntários e funcionários da organização estavam conhecendo a outra face do mesmo sistema. Em duas semanas no Brasil, puderam ter uma ideia aproximada do sofrimento causado por uma das mais pungentes economias mundiais. Ouviram de seus interlocutores o porquê de a 8ª economia do mundo produzir tanta miséria, fome e sofrimento, quando poderia ser um país de grande justiça e igualdade social.

    Em visita a quatro comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul: Guyrá Kambi’y e Yta’i, no município de Douradina, e Panambizinho e Passo Piraju, no município de Dourados, puderam sentir de perto um pouco do sofrimento que cerca dos Kaiowá Guarani do estado. Sofrimento advindo da fome, preconceito e violência de que têm sido vítimas constantes.

    “Queremos conhecer a realidade de vocês para apoiar a construção de um mundo mais justo”, disse Cristovão, que há 25 anos trabalha para na administração da entidade e agora está tendo a oportunidade de conhecer parte da população beneficiada pelos projetos de Manos Unidas. “Tem muita injustiça. Vocês vivem num país rico, mas injusto. Tinha muita vontade de conhecer vocês. Com todo esforço vamos continuar com vocês. Muita coragem, pois irão conseguir seus direitos”, afirmava ao conversar com os indígenas.

    Dos índios, por sua vez, ouviram inúmeras vezes a pergunta: “por que não demarcam nossas terras?”.  Ao que os membros da delegação responderam prontamente: “a demarcação das terras é um direito dos povos indígenas e uma obrigação do governo brasileiro. De nossa parte, Manos Unidas tem apoiado amigos e aliados da causa indígena, como o Cimi, para que com vocês possam cobrar que esse direito, existente em leis do país e em tratados internacionais, seja garantido.

    Antônio, historiador, lembrou que “o povo Guarani tem um potencial moral e ético muito grande. Vocês são um povo de muitíssimas possibilidades. A guerra contra os Guarani não é de agora, são mais de 250 anos”, disse ao fazer referência às guerras de Portugal e Espanha contra as reduções Guarani e o assassinato de Sepé Tiaraju, em 1801.

    Manos Unidas: 50 anos de luta e solidariedade

    Manos Unidas é uma grande rede de voluntários que procura sensibilizar a população espanhola para a solidariedade com os mais pobres e necessitados do mundo. Para tanto organizam eventos e campanhas sobre as diversas realidades e pedem a contribuição da população para organizar a solidariedade.

    “Apoiamos vocês e queremos tê-los sempre no coração. Vosso sofrimento é nosso também”, disse Gloria, que se mostrou muito sensibilizada com a luta e a situação dos acampamentos do povo Guarani espalhados por diversas estradas de Mato Grosso do Sul.

    Sergio falou da importância de estar construindo esse conhecimento e solidariedade. “Vamos fazer chegar até nosso governo a realidade de vocês, e ele, certamente, vai ajudar a causa Kaiowá Guarani”. Depois lembrou que infelizmente nada acontece sem pressão e muita união.

    Relatos do sofrimento e da esperança

    Nas quatro aldeias visitadas, todos fizeram questão de falar sobre suas lutas para conseguirem suas terras e poderem continuar suas vidas do jeito Kaiowá Guarani. “Estamos que nem boi no curral de fazendeiro”, desabafou Carlitos. Falou da falta de liberdade, da escravidão em que vivem. Ouviram denúncias sobre a precária situação do atendimento à saúde, da fome, quando atrasa a cesta básica, das doenças que vêm pelo consumo de água envenenada. “Estamos oprimidos na mão do governo, da Funai e de outras instituições. Estamos oprimidos por parte da política. Estamos silenciados. Hoje somos o restante do massacre”, disse Ezequiel.

    “Queimaram toda nossa cultura tradicional. Caçar e pescar são parte de nossa vida. Nós amamos essa terra. Queremos essa terra de volta”, disse a liderança Joel.

    Ao falarem de suas lutas e sofrimentos, sempre concluíam manifestando sua esperança de conquistarem seus direitos, especialmente à terra.

    A delegação de Manos Unida também insistiu na importância do encontro para se conhecerem e reconhecer que os Kaiowá Guarani são os donos destas terras, e que mais dia menos dia terão suas terras de volta.

    Cimi 40 anos – Equipe Dourados
    Povo Guarani Grande Povo, 18 de novembro de 2011

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  • 19/10/2011

    Votação sobre a nulidade de títulos de invasores de território Pataxó Hã-Hã-Hãe é suspensa pelo STF

    Por solicitação do Governo da Bahia, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a votação da Ação Cível Originária (ACO-312) referente à nulidade de títulos na Reserva Indígena Caramuru-Paraguaçu, extremo sul baiano, terra dos Pataxó Hã-Hã-Hãe.

    O procurador do Estado da Bahia, Antônio José de Oliveira Telles de Vasconcellos, justificou em ofício encaminhado a ministra Carmem Lúcia que "tendo em vista a grave comoção pública e eventual desordem social que uma eventual decisão pode acarretar" a votação deveria ser retirada de pauta.

    No entanto, a ACO-312 não foi apenas retirada, mas também suspensa de votação por tempo indeterminado. Cerca de 80 Pataxó Hã-Hã-Hãe se dirigiram para Brasília (DF) com o intuito de acompanhar a votação. A mobilização continua.  

    Leia na integra nota técnica que subsidia de modo inconteste os direitos territoriais indígenas que estão em pauta na Ação Civil Originária (ACO-312). Clique aqui e tenha aacesso à íntegra da Nota Técnica.

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  • 19/10/2011

    A proteção dos direitos indígenas no Santuário dos Pajés, em Brasília-DF

    Diante dos acontecimentos repercutidos na sociedade brasiliense e na imprensa nacional sobre a invasão da terra indígena Bananal ou Santuário dos Pajés, localizada no Plano Piloto da Capital Federal, o que tem acarretado na destruição do cerrado e em violência física contra indígenas e seus simpatizantes, a Comissão de Assuntos Indígenas (CAI) da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) vem a público alertar para a urgência da identificação, delimitação, demarcação e proteção da área, e prestar os seguintes esclarecimentos:

     

    1. Por solicitação da FUNAI, a ABA indicou dois experientes antropólogos para a elaboração do laudo antropológico sobre a área, cujos nomes foram previamente referendados por lideranças da comunidade indígena do Santuário dos Pajés, onde vivem famílias Fulni-ô, Kariri Xocó e Tuxá, oriundas do Nordeste do país. São eles: Prof. Dr. Jorge Eremites de Oliveira (coordenador) e Prof. Dr. Levi Marques Pereira (colaborador), ambos docentes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), sediada em Mato Grosso do Sul, onde atuam nos programas de pós-graduação em Antropologia e História, tendo participado da produção de diversos laudos administrativos e judiciais sobre terras indígenas naquele estado, todos aprovados pelo órgão indigenista oficial.

     

    2. O estudo intitulado Laudo antropológico referente à diligência técnica realizada em parte da área da antiga Fazenda Bananal, também conhecida como Santuário dos Pajés, localizada na cidade Brasília, Distrito Federal, Brasil, concluído sob a coordenação do antropólogo Prof. Dr. Jorge Eremites de Oliveira, foi entregue no início de setembro de 2011 a servidores da FUNAI em Brasília, a antropólogos do Ministério Público Federal (MPF) e a lideranças da comunidade indígena do Santuário dos Pajés. Mais recentemente, no dia 13/10/2011, foi entregue uma nota complementar com medições da terra indígena à Presidência da FUNAI, MPF e lideranças do Santuário dos Pajés.

     

    3. O Laudo concluído atesta de maneira clara, objetiva e consistente que se trata de terra tradicionalmente ocupada por comunidade indígena, cuja extensão é de, pelo menos, 50,91 hectares. Atesta que a ocupação indígena no Santuário dos Pajés remonta a fins da década de 1950, quando ali chegaram indígenas da etnia Fulni-ô, provenientes de Águas Belas, Pernambuco, e iniciaram o processo de ocupação da área. Posteriormente, a partir da década de 1970, famílias Tuxá e Fulni-ô estabeleceram moradia permanente no lugar e ali passaram a constituir uma comunidade multiétnica, com fortes vínculos de tradicionalidade com a terra e participantes de uma complexa rede de relações sociais. Mais tarde somaram-se a elas famílias Kariri Xocó. Um Processo da FUNAI no qual constavam importantes documentos para o esclarecimento dos fatos, inclusive procedimentos oficiais para a regularização da área, sob Nº 1.607/1996, desapareceu de dentro do próprio órgão indigenista.

     

    4. Nos últimos anos, parte da área tem sofrido impactos negativos diretos pelas obras do Projeto Imobiliário Setor Noroeste, sob a responsabilidade da empresa TERRACAP, cujo licenciamento ambiental ocorreu sem o necessário estudo do componente indígena local. Além disso, tem sido registrada a destruição da área de preservação ambiental e o uso da violência física contra membros das famílias indígenas e seus apoiadores, bem como prejuízos às suas moradias e demais benfeitorias, conforme divulgado pela imprensa nacional.

     

    5. É urgente que a FUNAI constitua um Grupo de Trabalho para proceder aos estudos necessários à identificação, delimitação e demarcação da terra indígena, em conformidade com a lei. Isso é necessário que a Justiça faça jus ao próprio nome e proíba a continuidade das obras, solicitando a retirada das construtoras da área e apurando as violações aos direitos humanos, indígenas e ambientais que têm sido amplamente divulgadas nos meios de comunicação.

     

    6. A morosidade da FUNAI em tomar as providências para assegurar os direitos territoriais, inclusive no que se refere à entrega formal do laudo à Justiça, tem aumentado a situação de vulnerabilidade e causado grandes prejuízos àquela comunidade indígena e à conservação ambiental do lugar. Tal postura favorece os setores ligados à especulação imobiliária em Brasília e seus aliados políticos, inclusive pessoas ligadas a conhecidos esquemas de corrupção no Distrito Federal e segmentos da impressa a elas vinculados, os quais seguidamente distorcem e manipulam os fatos a favor de seus patrocinadores.

     

    Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2011.

     

    João Pacheco de Oliveira

    Coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas/ABA

     

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  • 19/10/2011

    A luta indígena em Santa Catarina

    Um júri popular definiu, na última terça-feira (18/10), que oito pessoas da etnia Kaikang são as culpadas pela morte do fazendeiro Olices Stefani, ocorrida em fevereiro de 2004, na cidade de Abelardo Luz, durante um conflito envolvendo agricultores e indígenas. A decisão é estranha porque, segundo o Cimi, não foram apresentadas provas quanto a quem realmente foi o autor do disparo que acabou matando o fazendeiro na madrugada daquele carnaval. Mesmo assim, quatro deles foram condenados a seis anos de prisão pelo assassinato e outros quatro, condenados a nove anos, acusados também de cárcere privado. Segundo Jakson Santana, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), de Chapecó, a condenação não se sustenta e é muito mais uma condenação ao movimento dos indígenas pela demarcação de suas terras do que da morte em si. “Qualquer pessoa poderia ter matado o fazendeiro. Era madrugada, no meio do nada. Não há provas de que foram os índios.”

     

    A morte de um dos mais importantes fazendeiros da cidade de Abelardo Luz, que era também representante do Sindicato Rural, se deu num contexto de conflito, quando, em fevereiro de 2004 os Kaigang ocuparam uma fazenda na luta pela demarcação de suas terras ancestrais. Havia um processo correndo na Funai, mas tudo estava parado, como é comum quando se trata das terras indígenas. Desde 1998 esse grupo de Kaigang estava acampado em uma pequena extensão de três hectares, esperando que suas terras fossem definitivamente demarcadas para que pudessem viver em paz. Historicamente a etnia Kaigang ocupava um vasto território que vai desde a região do Rio Tietê, em São Paulo, até o Rio Grande do Sul. Com a expansão das fronteiras agrícolas, essa etnia foi sendo empurrada para outros espaços e muitos grupos foram completamente dizimados. A chegada dos colonos estrangeiros, que vinham para o Brasil acreditando nas belas propagandas que o governo fazia, de terra boa, fértil e vazia, acabaram sendo os principais algozes, pois, ao chegarem se deparavam com a fúria dos autóctones. E, visando garantir seus direitos – oferecidos pelo Estado – não se furtavam de matar e “limpar a área”. Não bastasse isso ainda havia os aventureiros, que adentravam o Brasil profundo grilando terra e arrasando a vida que por ali estivesse.

     

    Na cidade de Abelardo Luz, oeste de Santa Catarina, os conflitos de terra são seculares. Mas, no que diz respeito aos Kaigang, foi na década de 50 que o próprio Serviço de Proteção ao Índio (SPI) deu a pá de cal na expulsão dos indígenas da área conhecida como Toldo do Imbu, hoje reivindicada pelos Kaigang. Segundo lembranças de um velho índio que era chefe do grupo na região, Otávio Belino, compiladas por Egon Heck, do Cimi: “naqueles dias eles chegaram, com jagunços armados, e foram colocando todas as nossas coisas num caminhão. Eles nos caçaram e tiraram todo mundo da terra, amarrado. Essa terra sempre foi nossa”.

     

    Mas, como conta Belino, os índios foram tirados à força, com o apoio dos grandes proprietários da região, que hoje assumem uma posição de vítimas. Foi por conta dessa história que, nos anos 90, os Kaigang recrudesceram a luta por aquilo que era deles por direito. A Funai abriu processo para regularizar a área, não sem antes haver toda uma articulação promovida pelos poderosos da região para impedir, até porque as terras roubadas dos índios hoje estão na mãos – em maior volume – dos grandes fazendeiros. É certo que existem pequenos produtores também vivendo na área, mas esses não são os maiores entraves à demarcação. Ressarcidos, eles poderão seguir com suas vidas de pequenos agricultores, já que não são exploradores capitalistas. O que pega mesmo é a pequena parcela de grandes proprietários que transformaram as terras indígenas em empresas rurais.

     

    O crime

     

    A situação que acabou na morte do fazendeiro Olices Stefani é cercada de fatos confusos. Os 250 Kaigangs que lutavam pela demarcação de suas terras decidiram ocupar uma fazenda à margem de uma estrada, visando pressionar a Funai, uma vez que o processo estava engavetado e eles estavam morrendo à míngua num espaço minúsculo, no qual não podiam sequer plantar. A ocupação já durava três dias e havia levantado polvorosa na cidade. Os fazendeiros, liderados pelo Sindicato Rural, pressionavam o governo para que os indígenas fossem retirados, afinal, uma ocupação sempre acaba rendendo debates e isso não seria bom para os que se diziam “donos” da terra que era, na verdade, dos índios. Quatro dias depois da ocupação, em pleno carnaval, por volta da uma hora da manhã, os fazendeiros entraram na fazenda ocupada. O que se seguiu só os que lá estavam podem contar. No meio da madrugada, assustados, os Kaigang imaginaram que seriam massacrados, afinal, a jagunçagem é bem conhecida por aqueles que lutam pelos seus direitos. O fato é que houve um disparo e o fazendeiro acabou morto. Mas, ninguém sabe quem disparou. Os indígenas negam que tivessem armas. O fazendeiro, segundo relatos do Cimi, tinha muitos desafetos na região. “Quem pode garantir que não tenha sido um crime a calhar. E além de tudo, botando a culpa nos índios. Tudo é muito obscuro. E o que esses fazendeiros foram fazer na ocupação, de madrugada, em pleno carnaval?” Essas perguntas ficam sem resposta.

     

    Um seminário promovido pelo Senado Federal, na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, poucos dias depois do conflito, dá conta de como o governo e os fazendeiros estavam lidando com a questão indígena no local. Diz o representante do secretário da Agricultura de SC, Ari Neoman: "Estamos no centro do problema, já que de um lado estão os agricultores, que produzem não apenas para comer, mas também para exportar, aumentando a balança comercial do país. E de outro os índios, que necessitam de suas terras para viver". Ou seja, quem teria mais poder aí? Os índios ou os que aumentam a balança comercial?

     

    Também participou da reunião o representante do prefeito de Seara, procurador Paulo Vantuin, que disse ser um absurdo a Funai querer aumentar as terras indígenas de 900 para 5 mil hectares, pois isso prejudicaria 1.300 pessoas que ocupam a região. E argumenta: “Entendemos também a situação dos índios, mas as famílias que estão na região há mais de cem anos não podem sair tão prejudicadas." Ora, os indígenas, que vivem ali há centenas de anos, podem?

     

    O fazendeiro Ilson de Sousa foi mais longe e falou que há uma “indústria da criação de áreas indígenas no país”. Exigindo a prisão desses que, segundo ele, formam a tal indústria, ainda “acusou” os Kaignag de não trabalharem e também de possuírem carros, celulares e imóveis. "Se os índios têm tudo isso, para que querem mais terras?" Se isso fosse um argumento válido então caberia aqui também perguntar se ele mesmo, o fazendeiro, tem celular, carro e não trabalha (quem trabalha são os empregados), por que precisa também das terras? Isso mostra o tremendo desconhecimento da realidade cultural dos indígenas e mais, expressa o preconceito, o racismo e a intolerância. Nada mais natural num grande proprietário de terra.

     

    O hoje

     

    O fato é que o resultado daquela madrugada obscura foi a morte de um fazendeiro e, agora, a condenação de oito Kaigang. Os indígenas seguem afirmando que não mataram o fazendeiro. Não há provas contundentes de que foram eles, mesmo assim estão condenados. A defesa diz que vai apelar, pois só o argumento de que não há como saber quem atirou, inviabiliza uma condenação. Mesmo assim, o caso haverá de arrastar-se. Os indígenas Albari José Oliveira Santos, Valdecir Oliveira Santos, Mauri Santos Oliveira e Vanderlei dos Santos tiveram penas de nove anos, e Marciano Oliveira dos Santos, César Galvão, Vanderlei Felizardo e Claudir da Silva tiveram penas de seis anos.

     

    A condenação tampouco “resolve” a questão dos conflitos de terra naquela região, porque esse não é um caso de polícia. A demarcação das terras Kaigang é direito de um povo que, como bem lembra o velho chefe Belino, foi retirado à força de seu lugar de vida, para que as terras pudessem ser vendidas pelo próprio estado. Hoje, as famílias de grandes e pequenos proprietários que reivindicam estar na terra há décadas, precisam compreender que ela lhes foi vendida de forma irregular e ilegalmente, à custa da violência e da morte. Já os que simplesmente grilaram a terra, esses não devem nem ser escutados.

     

    O triste episódio daquele fevereiro de 2004 pelo menos fez com que a questão dos Kaigang saísse da gaveta. O processo que estava parado seguiu seu rumo. Já foi feito o levantamento fundiário e começam a ser pagas as benfeitorias que foram feitas na área. A coisa ainda está emperrada porque os fazendeiros ainda tentaram, em 2007, pedir a nulidade da portaria que estabelece a demarcação. Não conseguiram. Segundo o Cimi de Chapecó, vivendo na área que será dos Kaigang existem em torno de 70 famílias, duas ou três com mais de 60% das terras.

     

    No grupo dos Kaigang vivem 250 almas, ainda acampadas numa estreita faixa de três hectares. Os acusados da morte do fazendeiro seguem em liberdade, uma vez que a condenação ainda não esgota o assunto. A luta dos povos indígenas pela recuperação de seus territórios e de viver a vida a seu modo ainda está bem longe de terminar. E, muito mais do que vencer nos tribunais, há que vencer o racismo, o preconceito e a completa ignorância que existe sobre o mundo dos reais donos dessa terra. 

       

    Existe vida no Jornalismo

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  • 18/10/2011

    Encontro em Altamira discutirá conjuntura e respostas a problemas de Belo Monte

    Na próxima semana, de 25 a 27 de outubro, acontece em Altamira o seminário “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”. O encontro pretende analisar a conjuntura em torno de Belo Monte e discutir respostas às situações de risco e impactos geradas pela usina.

    Segundo os organizadores, estão sendo esperados cerca de 600 representantes de populações ameaçadas – comunidades de pescadores, ribeirinhos, pequenos agricultores, garimpeiros, barqueiros, agrovilas e indígenas – tanto da macro-região de Altamira quanto de demais localidades da Bacia do Xingu. Também participarão indígenas de outras regiões do Pará, como Belém, Santarém, Marabá e sul do Estado, além de outros do Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Diversas categorias de trabalhadores, através de seus sindicatos, virão em caravana para o evento.

    De acordo com a programação do seminário, o primeiro dia será reservado aos debates conjunturais (haverá duas mesas, com os temas “Impactos dos grandes projetos hidrelétricos na Amazônia: a UHE Belo Monte e suas conseqüências” pela manhã, e “Violação dos direitos dos povos da Amazônia: a UHE Belo Monte e suas conseqüências”, à tarde). Os dias 26 e 27 serão reservados para grupos de discussão e trabalho, e, por fim, a plenária final.

    Os participantes ficarão alojados em salões e ginásios cedidos pela Prelazia do Xingu, e deverão trazer redes, colchonetes ou barracas, além de itens de uso pessoal. Para custear a alimentação e demais despesas, será cobrada uma taxa de inscrição de 15 reais. Para os jornalistas, haverá sala de imprensa com internet.

    O seminário foi proposto por organizações da região afetada pela Usina, como as colônias de pescadores de Altamira, Porto de Moz, Senador José Porfírio, a Associação de Exportadores de Peixes Ornamentais (Acepoat), Associação dos Pilotos de Voadeira (Apivoal); convocado por organizações como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), movimentos sindicais (Conlutas, Intersindical, Unidos para Lutar e outros), e ONGs, como Fase, Fórum da Amazônia Oriental (Faor), e Unipop, articulados no Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre, de Belém; e apoiado pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre.

    Serviço:

    O quê: Seminário Mundial Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu
    Quando: 25 a 27 de outubro
    Onde: Ginásio Esportivo da Catedral de Altamira, PA
    Inscrição: os interessados que virão individualmente, fora das caravanas das organizações de base, deverão preencher o formulário de inscrição, clicando aqui http://xingu-vivo.blogspot.com/2011/10/informacoes-gerais-sobre-o-seminario_16.html
    Taxa de inscrição: R$ 15
    Obs. Para os jornalistas, haverá sala de imprensa com internet.

    Mais informações:
    Dion Monteiro, Comitê Metropolitano Xingu Vivo: (91) 9103.4340
    Éden Magalhães, CIMI: (61) 9979.6916
    Antonia Melo, Xingu Vivo: (93) 9135.1505

    Comunicação MXVPS
    Verena Glass (SP) – (11) 9853.9950
    Tica Minami (SP) – (11) 6597.8359
    Ruy Sposati (Altamira/Pa) – (93) 9173.8389

     

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  • 18/10/2011

    MPF notifica maior frigorífico do mundo por descumprir acordo no Mato Grosso

    Nesta segunda-feira (17), o Ministério Público Federal (MPF) enviou uma notificação recomendatória ao frigorífico JBS S/A, pelo descumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em maio de 2010, para regularizar a cadeia produtiva da carne em Mato Grosso.

     

    Dentre as obrigações estipuladas no referido Termo de Ajustamento de Conduta, a empresa JBS S/A havia se comprometido a não adquirir gado bovino proveniente de imóveis rurais inseridos na lista de áreas embargadas pelo Ibama ou Sema; que figurem na “lista suja do trabalho escravo" divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego; e de propriedades que estejam localizados em áreas indígenas.

     

    Ocorre que, a partir do cruzamento de dados do Indea (Guia de Transporte Animal – GTA) Ibama, do Incra e do Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público Federal constatou que, apesar de o frigorífico JBS S/A ter se comprometido a rever as suas relações comerciais,  continuou comprando animais para o abate oriundos de propriedades rurais que constam na lista de áreas embargadas por irregularidades ambientais; de propriedades localizadas dentro da Terra Indígena Maraiwatsede; e de uma propriedade que consta no Cadastro de Empregadores que  submeteram trabalhadores a condições análogas a de escravo.

     

    De maio de 2010 a maio de 2011, um total de 3.476 cabeças de gado foram compradas de propriedades em desacordo com as normas estabelecidas no TAC. Agora, o frigorífico JBS S/A tem um prazo de 10 (dez) dias  úteis para responder à notificação enviada pelo Ministério Público Federal informando as providências que serão tomadas para a regularização da compra de animais para o abate e o efetivo cumprimento do TAC assinado.

     

    A proposta do TAC por frigoríficos no Pará, Mato Grosso e Acre, faz parte de um amplo estudo desenvolvido pelo MPF para identificar na cadeia produtiva da carne onde são praticadas as atividades em desacordo com a legislação ambiental e com critérios de sustentabilidade.

     

    – 144 animais oriundos de uma propriedade onde foi identificada a utilização de mão de obra em condições de escravidão.

    – 1.090 animais oriundos de 18 propriedades localizadas dentro da Terra indígena Marãiwatsédé, na região norte de Mato Grosso.

    – 2.242 animais oriundos de 13 propriedades embargadas pelo Ibama.

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