Povo Mỹky recebe visita de Procuradora da República
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Fotos: Gilberto Vieira |
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Mỹky falam durante audiência e presenteiam as visitantes. |
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Atendendo a solicitação do povo Mỹky, localizado há pouco mais de
Há poucos meses os Mỹky apresentaram ao Ministério Público Federal, através de denúncia encaminhada à Dra. Márcia, a situação de abandono que estão sofrendo no que diz respeito à fiscalização de seu território, somado à lentidão no processo de demarcação de áreas fundamentais para a sobrevivência do povo.
Iniciada em 2007, através da constituição de um Grupo de Trabalho da Funai, o estudo do território para a demarcação até o momento não resultou em passos concretos. Enquanto não se define esta demarcação, áreas importantes para a cultura e demais dimensões da vida dos Mỹky estão sendo destruídas por madeireiros ou pela atividade agropecuária. Na denúncia apresentada pelos indígenas, consta a retirada indiscriminada de madeira dentro da área reivindicada, já afetando de maneira irreversível o taquaral de onde se retirava materiais para flechas e instrumentos próprios da cultura.
Contatados em 1971, quando eram 23 pessoas, os Mỹky foram seguidamente ameaçados e seu território invadido por não indígenas. Um ano após o contato, um fazendeiro abriu uma estrada que avançou em direção à aldeia, parando a cerca de
Resistindo na década de 1970 através do arco e flecha ao processo que os queria eliminar, os Mỹky buscam hoje, através do apelo aos direitos constitucionais e ao Ministério Público atualizar suas formas de luta para garantir que o povo, atualmente com mais de 120 pessoas, continuem crescendo em todas as dimensões.
Fortalecidos pela presença da Procuradoria em sua aldeia, sentindo a vida deles, ouvindo, vendo de perto como são e como vivem, os próprios Mỹky reafirmam a confiança de que não estão isolados em sua luta.
Cuiabá, MT, 29 de outubro de 201.
Gilberto Vieira dos Santos
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Nesta quinta (27/10), por volta da 3 horas da madrugada, sete ônibus com cerca de 400 participantes do seminário foram até o canteiro. Na noite anterior, circulavam por Altamira boatos sobre mobilizações de forças policiais na rodovia, mas o percurso foi tranqüilo, sem barreiras ou outros obstáculos.
Embora a decisão da juíza estadual Cristina Collyer Damásio, que ordenou a desocupação do canteiro, fosse direcionada a ‘pessoas indeterminadas presentes no local’, os oficiais de Justiça e advogados da Nesa insistiram para que fosse feita uma apresentação das “lideranças da invasão”. De acordo com o advogado dos movimentos, Marco Apollo Santana Leão, presidente da Sociedade Paranaense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), houve uma clara tentativa de criminalização das lideranças.
“Hoje falei com meu tio Raoni pelo radio. Ele disse que queria estar conosco. Mas não conseguiu vir dessa vez. Ele me disse que eu ficasse e fizesse tudo para fortalecer a nossa luta, e disse que da próxima vez ele estará junto, com todos os nossos parentes”, disse Irêo Kayapó, uma das lideranças indígenas.
