Líder Guarani Mbya é encontrado morto na Lagoa dos Patos
Inácio Lopes, líder político e religioso Guarani Mbya foi encontrado morto na manhã de hoje, 08, boiando na Lagoa dos Patos, próximo a uma ilha onde habitam algumas famílias do povo Guarani Mbya, no município de Palmares do Sul.
A referida ilha vem sendo oferecida à comunidade Guarani Mbya por fazendeiros do município de Capivari do Sul, como alternativa à terra reivindicada pela comunidade indígena. A Funai iniciou os estudos de identificação e delimitação da Terra Capivari e desde então a comunidade passou a ser visitada por representantes dos fazendeiros que pressionam para que eles se mudem para a ilha.
Inácio se destacou, ao longo dos últimos anos, por sua liderança junto à Comissão de Terra Guarani, posteriormente denominada de Conselho de Articulação do Povo Guarani-CAPG. Colaborou decisivamente para a rearticulação das comunidades acampadas à beira de estradas e afetadas pelas duplicações das rodovias. Inácio também foi cacique da Terra Passo Grande, área que está em estudo de identificação e delimitação pela Funai.
Atualmente, Inácio vivia na área indígena de Torres, uma terra adquirida pelo governo federal como compensação pelos impactos da duplicação da BR-101, que cortou ao meio a terra onde viviam dezenas de famílias Guarani Mbya, na divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Depois de ter passado por intensos processos de estudos, reflexões e aprendizados sobre a religiosidade de seu povo, Inácio estava se destacando como liderança religiosa (Karaí). Na primeira semana de outubro ele foi convocado pelas famílias que vivem na ilha da Lagoa dos Patos para realizar rituais de cura em uma criança que se encontrava muito doente. No domingo, dia 06, as famílias Guarani sentiram falta de Inácio, começaram a procurá-lo e, na manhã de hoje, o corpo foi localizado boiando próximo à ilha.
As causas da morte ainda são desconhecidas. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal em Porto Alegre.
Os Guarani Mbyá sentem a perda dessa importante liderança política e religiosa, que há muito vinha lutando em defesa dos direitos de sua comunidade, e colaborando para restabelecer as condições de vida digna para todos.
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Ela chama de "invasão" a resistência dos índios em não permitir que seus territórios sejam apropriados pelo agronegócio e anuncia: "Para reagir ao avanço dessas invasões, apresentei ao Senado projeto de lei que suspende processos demarcatórios de terras indígenas sobre propriedades invadidas pelos dois anos seguintes à sua desocupação".
“Nos respeitem. Respeitem nossos direitos. Não continuem rasgando a Constituição”. Uma semana de intensa mobilização dos povos indígenas que ocuparam Brasília há quase uma semana. O enterro "simbólico" com rituais verdadeiros de proeminentes inimigos como Kátia Abreu, Ronaldo Caiado, Gleisi Hoffmann e Luis Adams, e a ocupação da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), foram demonstrações inequívocas de uma luta sem tréguas na defesa de seus direitos.
Brasília se enfeitou de verde para acolher os povos indígenas, no espaço da Esplanada dos Ministérios, que já se transformou em patrimônio de luta dos povos originários desse país, na luta pelos seus direitos.
Comitê de Imprensa da Mobilização Nacional,