Policiais apreendem armas e drogas em fazenda e proprietário será indiciado por formação de milícia em MS
Indígenas do povo Terena, da Terra Indígena Buriti, em Mato Grosso do Sul, estão apreensivos depois que uma operação da Polícia Militar encontrou armas e drogas com jagunços da fazenda Água Clara, que fica dentro da TI.
“Aqui ficamos muito próximos deles, e agora a polícia descobre esse monte de arma… Dá medo, a gente sabe que têm muita raiva do nosso povo e querem nos tirar da nossa terra de um jeito ou de outro”, diz o cacique Ageu Reginaldo, da aldeia Água Azul, que faz divisa com a fazenda Água Clara. 
Na última quarta-feira (27), os policiais do Batalhão de Choque, durante vistoria determinada pela Justiça, apreenderam quatro jagunços contratados pelo proprietário da fazenda. Com eles, os militares descobriram 600 gramas de maconha, três espingardas calibre 32 e um revólver calibre 38.
Dois dos funcionários são menores de idade. Um deles, de 14 anos, estava com um revólver calibre 38. Os outros dois foram identificados como Olívio Franco e Idiomar Natalício dos Santos. Eles permanecem presos e serão indiciados por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e formação de milícia, acusação que o fazendeiro também deverá responder.
“Prestamos depoimento na delegacia de Policia Civil de Sidrolândia hoje de manhã porque nessa região também existem outros grupos de pessoas armadas. Sabemos que alguns desses estão na fazenda Urna da Estrela, São Sebastião e na fazenda Vassoura, todas aqui perto. Sempre estão atirando pra provocar terror no nosso povo”, conta o cacique Ageu.
Os Terena aguardam há mais de um ano uma resolução do processo de compra de todas as propriedades incidentes sobre a TI Buriti. Ainda não há sinalizações de nova negociação entre Governo e fazendeiros para compra dos 15 mil hectares.
Categories MS
Read More



REDD, REDD +, REDD ++, REDD Indígena e agora até REDD Arroz… A ampliação do conceito de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD) para além das florestas, pode ser explicada pelo fato de que a economia “verde” pretende cada vez mais ampliar os lucros das corporações, instituições financeiras e de outras organizações protagonistas dessa proposta, como empresas de consultoria e grandes ONGs preservacionistas. Desse modo, a agricultura – mesmo que seja intensiva, de monocultivos e transgênica -, e o manejo florestal – mesmo que continue destruindo a floresta -, dentre outras possibilidades de ampliação do REDD, também transformam-se em oportunidades de lucro, e de lucros ainda maiores do que estes setores – que contam com vultosos subsídios e financiamentos governamentais – já obtêm..jpg)

Os indígenas Guarani do Jaraguá convidam a imprensa e todos que se solidarizam com a luta dos povos indígenas a participarem de um ato de resistência amanhã (29), às 10h, na 

Em encontro agendado para o último dia 25 de agosto entre representantes das quatro aldeias Tremembé e membros do Ministério Público Federal (MPF), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na sede do Instituto, na cidade de Fortaleza (capital do Ceará), somente esta última instituição esteve presente. Para a ocasião, era esperada a discussão de maneiras de pressionar pela fiscalização no perímetro das terras indígenas no intuito de coibir atentados e violências contra a comunidade e em favor da demarcação de suas terras.

Pouco mais de um mês depois da prisão motivada por acusações não comprovadas do agente de saúde Xukuru-Kariri José Carlos Araújo Ferreira, solto há duas semanas, outro indígena do povo foi alvo de criminalização e violência partindo da Polícia Militar do município de Palmeira dos Índios, sertão de Alagoas. João Souza de Menezes afirma ter sido espancado por policiais durante a festa de emancipação política da cidade, no último dia 20, e depois retido na viatura durante três horas, sem ser encaminhado à delegacia.

A Articulação dos Povos e Organizações indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME) vêm a público manifestar a sua preocupação quanto a criação de um novo modelo de execução da saúde indígena.