Regional Sul 4 da CNBB se solidariza ao Cimi diante da CPI
Em nota assinada pelo bispo Dom João Francisco Salm, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Sul 4, os participantes da Assembleia de Pastoral desse regional, reunidos em Lages (SC), nos dias 18 e 19 de setembro manifestam preocupação com a violência praticada contra os povos indígenas do Mato Grosso do Sul.
No mesmo documento, eles expressam solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) diante da aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pela bancada ruralista da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul contra o Cimi.
“Como ficar indiferente diante do fato de que nos últimos 12 anos ao menos 585 indígenas cometeram suicídio e outros 390 foram assassinados nessa mesma região?… A solução para tão grave problema social está na criação de uma CPI para investigar a ação missionária do Cimi que se coloca do lado desses povos sofridos? Por que é tão lenta a ação do governo em regularizar as terras indígenas e de indenizar os ocupantes de boa-fé?”, questionam na nota.
Como contraposição a esta CPI contra o Cimi, organizações e movimentos indígenas e movimentos populares do campo e da cidade lançaram no dia 24 de setembro, no Mato Grosso do Sul, a campanha “Eu Quero CPI do Genocídio!”, que pretende mobilizar a sociedade sul-mato-grossense e nacional, além de organismos internacionais de direitos humanas contra o genocídio orquestrado de indígenas nesse estado, a paralisação das demarcações das terras tradicionais e a criminalização dos movimentos sociais no estado.
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O calor de rachar, característico de uma das cidades mais quentes do país, vai amenizando no final desse dia 22 de setembro. Aos poucos representantes da maioria dos povos indígenas do estado vão chegando ao simpático espaço Krãnipi Casa do Estudante Indígena de Palmas
A capital de Tocantins está envolta nos preparativos do I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que são alvo de muitas críticas e contestações por vários segmentos da sociedade. Neste primeiro dia do seminário foram feitas críticas contundentes a esse evento, por lideranças de vários povos. Uma liderança do povo Karajá chamou atenção para as várias formas que o atual governo vem utilizando para matar os índios, com ações e omissões. Lembrou que enquanto estavam reunidos, em Brasília estavam tentando aprovar o relatório da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 215). Ele avalia que “nenhum indígena do estado de Tocantins deveria participar desses jogos mundiais”.
O Regional Leste do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou hoje (25) uma nota de repúdio em relação ao adiamento da audiência pública que aconteceria, em Montes Claros (MG), no próximo dia 28 para tratar da violenta ação policial contra a jovem indígena Javana
Amanhã (26), às 9h (horário alemão), será realizado em Friburgo, na Alemanha, o lançamento da versão em inglês do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados 2014. O evento faz parte da programação de incidência internacional que, com apoio da União Europeia, acontece nesta e na próxima semana na Suíça, Alemanha, Bélgica e Itália com o objetivo de denunciar o grave aumento da violência e das violações de direitos contra os povos indígenas no Brasil, especialmente a situação de extrema barbárie e crise humanitária que o povo Guarani-Kaiowá enfrenta atualmente no Mato Grosso do Sul.
Os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul, que compõem um Fórum Unitário de luta pelas mais diversas causas, como pelos direitos dos povos indígenas, que estiveram na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (24), pedindo a implantação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Genocídio, para investigar a morte de cerca de 390 indígenas que foram assassinados em Mato Grosso do Sul, reflexo dos conflitos por terra, terão, nesta sexta-feira (25), uma reunião com o bispo Dom Dimas, às 10h30, na Cúria Diocesana, localizada à Rua Armando de Oliveira, 448. Bairro Amambai.
Cerca de 200 pessoas, entre indígenas do povo Terena e movimentos populares do campo e da cidade, ocuparam na manhã desta quinta-feira, 24, o plenário da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, em ato público, para lançar a campanha Eu Quero: CPI do Genocídio!, que pretende mobilizar a sociedade sul-mato-grossense e nacional, além de organismos internacionais de direitos humanos, contra a matança orquestrada de indígenas, a falta de demarcação e a criminalização dos movimentos sociais no estado. A sessão chegou a ser suspensa por conta dos protestos dos manifestantes. 
Os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul, reunidos no dia 22 de setembro de 2015, reafirmam seu total apoio a luta dos povos indígenas por seus direitos, como os de retomar os seus territórios e terem a possibilidade de construir uma vida mais justa e digna. 
Com o objetivo de chamar atenção da sociedade e, principalmente, dos órgãos públicos estaduais e federais para a severa destruição ambiental em curso na região, cerca de 300 indígenas do povo Pataxó ocuparam na manhã desta segunda-feira (21) uma monocultura de eucalipto na fazenda Nedila, no município de Prado, na Bahia. Eles também apreenderam dez equipamentos agrícolas de propriedade da empresa de papel e celulose Suzano, segunda maior produtora mundial de celulose de eucalipto, de acordo com informações da própria empresa. 
“A nossa luta continua, Ka’apor! Não foram caminhões, nem tratores e nem motosserras. Não serão cercas de arame e nem pistoleiros que vão nos impedir de proteger e viver em nosso território, em nossa floresta”