Indígenas realizarão ato em protesto pelo assassinato de menino Kaingang em Imbituba (SC)

Na quarta-feira (6), quando o assassinato do menino Kaingang Vítor Pinto completa uma semana, indígenas dos povos Guarani Mbyá e Kaingang de Santa Catarina e apoiadores realizarão um ato na rodoviária de Imbituba (SC), local onde o menino foi assassinado enquanto era alimentado no colo de sua mãe.
O ato inicia ao meio-dia, horário em que o atentado ocorreu. Os indígenas reivindicam justiça e buscam visibilidade para a situação de preconceito e insegurança que sofrem atualmente.
Os pais de Vítor, como muitos outros indígenas costumam fazer nesta época do ano, haviam saído da Terra Indígena Aldeia Kondá, território Kaingang localizado no município de Chapecó (SC), para comercializar artesanato no litoral catarinense, onde pretendiam permanecer até o fim do carnaval junto com Vítor e seus outros dois filhos, um de seis e outro de doze anos.
As motivações para o crime permanecem incertas e, atualmente, um segundo suspeito está temporariamente preso, depois de uma detenção equivocada feita pela polícia.
Vítor faleceu em um local que a família Kaingang imaginava ser seguro. As rodoviárias são espaços frequentemente escolhidos pelos Kaingang para descansar, quando estes se deslocam das aldeias para buscar locais de comercialização de seus produtos.
Violência contra os povos indígenas
Em nota emitida dia 31 de dezembro, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifestou preocupação com o clima de intolerância que se propaga, na região sul do país, contra os povos indígenas. Um racismo – às vezes velado, às vezes explícito – é difundido através de meios de comunicação de massa e em redes sociais. Ocorrem, com certa frequência, manifestações públicas de parlamentares ligados ao latifúndio e ao agronegócio contrários aos direitos dos povos indígenas e que incitam a população contra estes povos.
Em todo o país registram-se casos de violência e de intolerância contra indígenas e quilombolas, manifestadas concretamente nas perseguições, nas práticas de discriminação, na expulsão e no assassinato de indígenas.
Conforme dados levantados pelo Relatório Violência Contra os Povos Indígenas 2014, do Cimi, 138 assassinatos de indígenas foram registrados no Brasil naquele ano. Nos últimos 12 anos, foram 754 assassinatos.
A violência recorrente contra os povos indígenas no Brasil está diretamente ligada à desassistência do poder público e à morosidade na regularização de terras indígenas, o que acirra as situações de conflito, gera insegurança e coloca os indígenas em situação de vulnerabilidade.
Ato por justiça e memória do menino Kaingang Vítor Pinto – Serviço
Data: 06/01/2016
Horário: 12:00
Local: Rodoviária de Imbituba (SC)
Contatos:
Marina Oliveira (Cimi – Regional Sul)
48 96657030
Clóvis Antônio Brighenti (Cimi – Regional Sul)
45 98076716
Cacica Kerexú Yxapyry (Cacica Guarani Mbyá da Terra Indígena Morro dos Cavalos e uma das organizadoras do ato)
48 84305146
Constante (liderança Kaingang da Terra Indígena Aldeia Kondá)
49 91855700
Jacson Santana (Cimi – Regional Sul)
49 91212908
Categories SC
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Um projeto que pretende fragilizar o principal instrumento de prevenção contra desastres e impactos ambientais pode ser votado a qualquer momento no plenário do Senado. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 654/2015 cria um “rito sumário”, curtíssimo, com cerca de oito meses, para o licenciamento ambiental de empreendimentos de infraestrutura que sejam classificados como “estratégicos” pelo governo..jpg)
Integrantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) tornaram-se alvo preferencial no processo de criminalização tocado adiante pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em recesso parlamentar, que investiga a atuação da entidade no Mato Grosso do Sul. Nas sessões da comissão na Assembleia Legislativa do estado, é comum a exposição de missionários e missionárias por fotos e citações pejorativas, associando-os a práticas ilícitas não comprovadas por nenhum dos depoentes à CPI – tampouco pela proponente e presidente da CPI, a deputada ruralista Mara Caseiro (PTdoB).
Homens armados passaram a atacar diariamente um acampamento Guarani e Kaiowá localizado no interior do tekoha – lugar onde se é – Kurusu Ambá, entre os municípios de Coronel Sapucaia e Amambai, no Mato Grosso do Sul. Conforme lideranças indígenas, esses indivíduos também ameaçam verbalmente a comunidade falando em espanhol ou Guarani – idiomas oficiais do Paraguai, sendo a língua tradicional falada habitualmente por não-índios. As ofensivas passaram a ser registradas pelos indígenas ao menos há 30 dias e sempre com os pistoleiros procurando pela liderança indígena Eliseu Guarani e Kaiowá. .jpg)
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