Ministro da Justiça afirma compromisso de respeito aos povos indígenas e à preservação de seus direitos
O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou hoje, 03/08, na abertura da 2ª. Reunião ordinária do Conselho de Política Indigenista (CNPI) que a relação do atual governo com os povos indígenas será pautada pelo respeito e a preservação de seus direitos conquistados. O ministro negou que houvesse acontecido no atual governo revogação de demarcações, salvo por decisões judiciais, e manifestou preocupação pela violência, as mortes de lideranças, por tanto pela segurança das comunidades indígenas. Alexandre de Moraes discursou respondendo a questionamentos de lideranças membro da bancada indígena do Conselho sobre a paralisação das demarcações, o sucateamento da Funai, a anunciada municipalização da saúde indígena, a criminalização de lideranças e as múltiplas ameaças aos direitos indígenas em outros âmbitos do Estado.
A respeito da ocupação de cargos, o ministro afirmou que não há nenhum rateio de cargos do Ministério da Justiça e Cidadania para a Funai, e que das indicações para presidência do órgão indigenista, feitas pelo PSC ou por outro partido e ONGS, até o momento nenhum está dentro do perfil que o Ministério pensa para o cargo.
Sobre a proposta de cortes no orçamento e no quadro de funcionários do órgão indigenista, o ministro disse que “Não há nenhuma intenção nem ideia de enfraquecer a Funai”, que a redução orçamentária decorre do orçamento aprovado o ano passado e que remanejamentos (cortes) nos cargos de Direcionamento e Assessoramento Superior – DAS (cargos comissionados) da Funai somente acontecerão após a nomeação dos concursados. O concurso da Funai está previsto para acontecer no final do mês de agosto.
O Conselho Nacional de Política Indigenista foi criado pelo Decreto 8.593 de 17 de dezembro de 2015.
Brasília – DF, 03 de agosto de 2016.
ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL – APIB
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om a Seduc professores não-indígenas nas cidades do entorno das aldeias. Os salários baixos (R$ 1.040 bruto), a falta de pagamento do transporte e compra de materiais não fornecidos pelo governo faz com que estes profissionais "paguem para trabalhar”, diz Flauberth Guajajara. Com isso, a desistência de professores é alta. 

Além das demarcações de terras tradicionais, os povos indígenas do país lutam para o reconhecimento de um outro direito essencial: a Educação Escolar Indígena Diferenciada. Os povos do Maranhão protocolaram o segundo abaixo-assinado listando as principais reivindicações para a área junto à Secretaria Estadual de Educação (Seduc). O primeiro, de 18 de julho deste ano, não obteve quaisquer respostas; o segundo, cobrando o primeiro e ressaltando a demanda, foi entregue dia 24 de julho. Até o momento não foram chamados para tratar do disposto nos documentos. Os povos indígenas afirmam que caso não obtenham respostas efetivas do governo realizarão manifestações no estado. 
O Conselho Indigenista Missionário – Cimi, Regional Amazônia Ocidental, vem a público manifestar sua preocupação frente aos casos de violência e suicídios que estão ocorrendo nas aldeias Madiha (Kulina) do alto Purus.
Sem a demarcação das terras, as comunidades Guarani Mbya vivem sob as lonas e sob as rodas dos caminhões nas margens das rodovias, estaduais e federais, no Sul do país. 





