Conselho Nacional de Direitos Humanos repudia ato presidencial que convoca Forças Armadas
Em meio a uma poderosa frente unificada de lutas dos movimentos sociais contra as reformas trabalhista e previdenciária, somado dos gritos de Diretas Já! diante da total ilegitimidade de um governo envolvido com uma escala de escândalos, Michel Temer apelou e em um decreto convocou as Forças Armadas para garantir "a lei e a ordem" no Distrito Federal.
A medida ocorreu após a polícia reprimir com virulência as manifestações desta quarta-feira, 24, em Brasília. O ato de Temer causou profunda indignação não apenas entre os movimentos sociais, mas também de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parlamentares e opinião pública.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), do qual o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) faz parte, publicou uma nota repudiando o decreto e exigindo a sua revogação.
Leia na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO AO DECRETO PRESIDENCIAL DE 24 DE MAIO DE 2017, QUE AUTORIZA O EMPREGO DAS FORÇAS ARMADAS PARA A “GARANTIA DA LEI E DA ORDEM” NO DISTRITO FEDERAL
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos – CNDH, órgão criado pela Lei nº 12.986/2014, repudia o uso das Forças Armadas para reprimir legítima manifestação de Movimentos Sociais na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia 24 de maio de 2017, contra a retirada de direitos constitucionalmente assegurados, após brutal repressão policial contra os manifestantes, comprometendo a estabilidade das instituições democráticas e republicanas deste país.
O Conselho repudia, igualmente, a extensão dos efeitos do Decreto Presidencial de 24 de maio de 2017 por uma semana, quando é de conhecimento público que o ato foi convocado apenas para a tarde deste dia 24 de maio, o que caracteriza inadmissível Estado de Sítio de fato.
O CNDH se posiciona pela revogação imediata do Decreto.
Brasília-DF, 24 de maio de 2017.
CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS – CNDH
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As dez vítimas foram mortas na manhã desta quarta-feira, 24 de maio, durante o cumprimento de uma ação de reintegração de posse determinada pelo juiz da Vara Agrária de Redenção. Ainda segundo informações iniciais, o magistrado determinou que essa ordem fosse cumprida por policiais militares e civis. O juiz não se atentou para as orientações que constam na Cartilha da Ouvidoria Agrária Nacional e nas diretrizes do Tribunal de Justiça, que determinam que esse tipo de ação seja realizada por Batalhão da Polícia Militar especializado nestas situações.

Nós, povo Indígena Xukuru do Ororubá, estivemos reunidos entre os dias 17 à 19 de maio de 2017 durante a realização de nossa assembleia anual que teve inicio com o ritual sagrado, realizado no terreiro do Rei do Ororubá, onde pedimos força aos encantados, ao nosso Pai Tupã e a nossa Mãe Tamaim para abrir os caminhos e orientar nossas atividades. Nesse ano, inauguramos o Espaço Mandaru, em memória do nosso grande líder Xikão Xukuru, que em vida recebeu este nome durante uma pajelança, indicado pelos encantados. Dona Zenilda, a mãe sacarema, fez o batismo do espaço. Inspirada pela Natureza Sagrada, entoou um ponto do toré, fazendo ecoar sua voz por todo ambiente. Este será o local permanente de realização das nossas assembleias, se constitui também num lugar de acolhimento, celebrações e vivências várias que contribuem com nosso processo de construção do Bem Viver Xukuru e todos os povos da Terra. Na criação do espaço Mandaru valorizamos nossa arquitetura tradicional através do trabalho em mutirão.


O Bem Viver






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Aonde nós mulheres vamos lutar?


