Um grito contra o massacre no Pará, um canto para nossos mártires
Um grito contra o massacre no Pará, um canto para nossos mártires
Nós, povos e comunidades tradicionais reunidos neste VI Encontrão de Povos e Comunidades Tradicionais, manifestamos nossa indignação e repúdio ao massacre que derrubou dez trabalhadores, podendo aumentar este número, pois feriu gravemente mais 18 camponeses e camponesas, ocorrido no dia 24 de maio, fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, no estado do Pará, executado pela Polícia Militar do governo de Simão Jatene, do PSDB. Este mesmo partido, em 1996 comandou o massacre em Eldorados dos Carajás no Pará, que assassinou 19 sem terras.
Esse ataque se insere numa sequência de massacres cometidos pelo Estado Brasileiro contra os nossos povos e comunidades tradicionais. Uma trágica história que se repete no nosso dia a dia, numa tentativa de silenciar a nossa história.
Todo sangue já derramado de nossos irmãos e irmãs permanecem em nossa memória alimentando nossa luta. Cada vez que um de nós cai muitos outros se levantam. A nossa força sobrevive para além da brutalidade da bala contra nossos povos.
Diante dessa barbárie, nós, povos e comunidades tradicionais, exigimos do Estado a punição dos policiais e latifundiários envolvidos; o apoio aos familiares que perderam seus entes queridos; a regularização da terra aos camponeses para evitar que massacres como esses continuem acontecendo.
“Maldita toda violência que destrói a vida pela repressão”.
Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão
Teia de Povos da Bahia
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Com este argumento, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela Procuradoria da Funai, pediram ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1a Região, em Brasília, que a suspensão de 45 dias da reintegração de posse requerida pela UZI Construtora, despachada pelo desembargador Kassio Marque, no dia 29 de março, passasse a contar apenas depois de ouvidas testemunhas e levando em consideração que uma solução foi encontrada pelo governo federal para evitar o despejo, conforme o despacho do próprio magistrado. Nesta quinta-feira, 25, o desembargador manteve a reintegração alegando, inclusive, que diferente do que ocorreu esta semana em Redenção (PA) – onde dez trabalhadores rurais foram mortos pela polícia – o procedimento vinha ocorrendo sem conflito e poderia seguir adiante. 






Em meio a uma poderosa frente unificada de lutas dos movimentos sociais contra as reformas trabalhista e previdenciária, somado dos gritos de