Em Porto Velho (RO), assembleia da OPIROMA avalia polĂticas pĂşblicas destinada a indĂgenas

Foto: Cimi Rondônia
Com o objetivo de analisar a conjuntura política do Brasil e avaliar as iniciativas públicas específicas destinadas a indígenas, representante de 26 povos se reuniram na III Assembleia Geral da Organização dos Povos Indígenas de Rondônia, norte do Mato Grosso do Sul e sul do Amazonas (Opiroma). O encontro, que ocorreu entre 12 e 14 de junho em Porto Velho (RO), debateu as realidades de morte trazidas pela construção de hidrelétricas, invasão das Terras Indígenas por garimpeiros, madeireiros e os impactos sociais, culturais e ambientais causados pelas ferrovias e hidrovias.
O coordenador da Opiroma, José Luiz Kassupá, chamou a atenção para a problemática das invasões ocorridas em seus territórios. “Nós precisamos que o Estado se preocupe com a questão dos territórios, pois hoje são os únicos lugares em que existem os recursos naturais”, afirmou. Para ele, as políticas do atual governo são anti-indígenas.

Na audiência pública conduzida pelo deputado Ezequiel Junior, a temática da invasão das Terra Indígena por madeireiros, garimpeiros e grileiros continuou em debate. “Pedimos que façam imediata retirada dos invasores, de madeireiros, garimpeiros e grileiros das Terras Indígenas Uru eu Wau Wau, Paiter/Suruí, Karitiana, Karipuna, Rio Negro Ocaia, Lage Novo, Ricardo Franco-Guaporé, Sotéreo-Mamoré, Mequém e Tubarão Latundê”, exige o documento final da Assembleia. “Pois os mesmo vem causando todos os tipos impactos socioambientais dentro das terras indígenas”.
Para Laura Vicuña Pereira Manso, da coordenação do Cimi Rondônia, projetos de Manejo Florestal, que habilitam a exploração de recursos naturais em determinadas áreas, favorecem a invasão dos territórios destinados aos povos indígenas. “Esses projetos no entorno das comunidades indígenas têm a finalidade de esquentar as madeiras que são roubadas dos territórios indígenas por essas pessoas que assaltam as florestas”.
Estiveram presentes no encontro lideranças dos povos Aruá, Apurinã, Cinta larga, Uru Eu Wau Wau, Jiahui, Tupari, Suruí, Gavião, Sakirabyat, Sabanê, Makurap, Kampé, Migueleno, Oro Mom, Oro Waram Xijem, Karitiana, Puruborá, Guarasugwe, Kaxarari, Parintintin, Karipuna, Kujubim, Tenharin, Kassupá e Salamã.
Com informaçõs do Cimi Rondônia
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A força-tarefa Avá Guarani prendeu cinco fazendeiros por envolvimento no ataque. Em suas propriedades, apreendeu ao todo 11 armas, 310 cartuchos e dois carregadores de pistola foram recolhidos pela polĂcia. Foram encontrados dois revĂłlveres e um rifle calibres 38, uma pistola .380 e sete espingardas calibres 16, 22, 28, 32, 36 e 38. Dos 310 cartuchos recolhidos, a maioria sĂŁo de calibre 22 (91 unidades), 380 (67) e 38 (54). Foram apreendidos carregadores sem a respectiva arma e que armamentos registrados em nome dos fazendeiros presos nĂŁo foram localizados. Para o MPF, o resultado da busca e apreensĂŁo reforça as investigações. “A perĂcia realizada no local do ataque Ă comunidade encontrou projĂ©teis deflagrados em calibres similares Ă s munições apreendidas”.









