Guerreiros viram estrelas que nunca perdem o brilho e iluminam nossos caminhos.

Foto: Ana Mendes
Homenagem a um amigo e parente que se foi
Clodiodi ou guri, como era conhecido, foi brutalmente assassinado
por proprietários de terra frios, calculistas, que planejaram este triste e lamentável fim.
Hoje completa um ano que você partiu.
A saudade aumenta a cada dia. Não temos palavras para descrever tamanha dor.
Guri era um jovem muito alegre, sorridente, e por onde passava arrastava sorriso nas multidões.
Sua voz silenciou. Seu sorriso se calou.
Hoje seus amigos, parentes e comunidade choram pela sua perda,
uma perda tão repentina e tão precoce.
Você foi um grande amigo, sentimos muito pela sua partida.
Guerreiros não morrem, sempre estarão vivos na lembrança e na memória.
Guerreiros viram estrelas que nunca perdem o brilho e iluminam nossos caminhos.
Por Cristiano Vera Guarani Kayowá
Reserva Indígena de Caarapó (MS), 14 de junho de 2017
Poema escrito em memória há 1 ano da morte de Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza
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A força-tarefa Avá Guarani prendeu cinco fazendeiros por envolvimento no ataque. Em suas propriedades, apreendeu ao todo 11 armas, 310 cartuchos e dois carregadores de pistola foram recolhidos pela polícia. Foram encontrados dois revólveres e um rifle calibres 38, uma pistola .380 e sete espingardas calibres 16, 22, 28, 32, 36 e 38. Dos 310 cartuchos recolhidos, a maioria são de calibre 22 (91 unidades), 380 (67) e 38 (54). Foram apreendidos carregadores sem a respectiva arma e que armamentos registrados em nome dos fazendeiros presos não foram localizados. Para o MPF, o resultado da busca e apreensão reforça as investigações. “A perícia realizada no local do ataque à comunidade encontrou projéteis deflagrados em calibres similares às munições apreendidas”.
















