19/10/2018

Pastorais sociais apresentam Carta de Solidariedade à CNBB em defesa da democracia nacional

A Carta de Solidariedade destaca a corresponsabilidade das Pastorais Sociais, Pastorais do Campo e outras entidades junto à CNBB, no esforço coletivo para que o Brasil saia da grave crise em que se encontra. 

Foto: Guilherme Cavalli

Pastorais Sociais, Pastorais do Campo e outras entidades tornaram pública nessa quarta-feira (17), uma Carta de Solidariedade à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com intuito de fortalecer a defesa dos princípios evangélicos, da construção da fraternidade e da democracia nacional. O documento reforça o importante papel da Conferência no cumprimento do seu magistério, com serenidade e firmeza, em busca da Justiça e da Paz.

A Carta de Solidariedade destaca a corresponsabilidade das Pastorais Sociais, Pastorais do Campo e outras entidades junto à CNBB, no esforço coletivo para que o Brasil saia da grave crise em que se encontra.

“A atual direção da CNBB faz jus a outros momentos históricos da Conferência no cumprimento de sua missão profética. Perfaz o mesmo caminho árduo para ajudar o país a sair da grave crise que vivemos e que parece longe de encerrar. É também o caminho de justiça que faz sofrer calúnias e ofensas dos que procuram jogar nas costas dos pobres, o fardo da crise num clima emotivo sem característica de perseguir um projeto de justiça na verdade e na fraternidade, pois ‘Bem-aventurados os que são perseguidos pela Justiça, porque deles é o Reino dos céus’ (Mt 5,10)”.

Confira abaixo do documento:

 

CARTA DE SOLIDARIEDADE À CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner,
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

“Todo aquele a quem muito foi dado, muito lhe será pedido;
A quem muito foi confiado, dele será exigido muito mais.”
Lucas 12, 48

Vivemos tempos difíceis, expressão que tem virado lugar comum entre nós. Há quem localize a gravidade do complexo momento atual no rompimento do pacto nascido na redemocratização e que teve o seu ápice na Constituição Federal de 1988, a Carta Magna que orienta o norte de nossas decisões cidadãs.

A espiral da insanidade e dos fundamentalismos de mercado e, sobretudo, do fundamentalismo religioso, se faz presente e encontra nas eleições deste ano mais uma etapa.

Entender o contexto, evitar de se deixar envolver por projetos particulares: uma virtude. Serenidade e ousadia tornam-se um binômio a ser cultivado e vivido com ardor em meio à tempestade de cada dia que a conjuntura nacional desafia a cada um e cada uma de nós em nosso compromisso com a democracia.

“Bem-aventurados os que são perseguidos pela Justiça, porque deles é o Reino dos céus” (Mt 5,10)”.

A atual direção da CNBB faz jus a outros momentos históricos da Conferência no cumprimento de sua missão profética. Perfaz o mesmo caminho árduo para ajudar o país a sair da grave crise que vivemos e que parece longe de encerrar. É também o caminho de justiça que faz sofrer calúnias e ofensas dos que procuram jogar nas costas dos pobres, o fardo da crise num clima emotivo sem característica de perseguir um projeto de justiça na verdade e na fraternidade, pois “Bem-aventurados os que são perseguidos pela Justiça, porque deles é o Reino dos céus” (Mt 5,10).

De nossa parte, reconhecemos o seu múnus de dialogar sem preconceitos e abertura a todos os que procuram interagir com a CNBB. Na verdade, a missão da CNBB é servir!

Por estas razões, afirmamos nossa integral e fraterna solidariedade à CNBB, certos de que ela, que tanto já contribuiu e contribui na defesa dos princípios evangélicos e da construção da fraternidade, da democracia do nosso país, não fraquejará e continuará cumprindo seu importante magistério, com serenidade e firmeza, em busca da Justiça e da Paz, sentindo-nos corresponsáveis com nossos Pastores nesse ingente esforço no cumprimento da Missão. “A esperança não decepciona” (Rom 5,5).

Brasília, 17 de outubro de 2018

Atenciosamente,
Cáritas Brasileira
Centro Cultural de Brasília
Centro de Fé e Política Dom Hélder Câmara
Comissão Brasileira Justiça e Paz
Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília
Comissão Nacional de Presbíteros
Comissão Pastoral da Terra
Conferência dos Religiosos do Brasil
Conferência Nacional dos Institutos Seculares
Conselho Indigenista Missionário
Conselho Nacional do Laicato do Brasil
Conselho Pastoral dos Pescadores
Instituto de Migrações e Direitos Humanos

 

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