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ONU seleciona 11 indígenas do Brasil para programa de bolsas em Genebra

Há uma forte presença de mulheres no programa de bolsas da ONU Direitos Humanos refletindo pautas, demandas e protagonismos. Foto: Hellen Loures/Cimi

Por Assessoria de Comunicação – Cimi

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) divulgou a lista dos selecionados para o Programa de Bolsas para Indígenas de 2026 [1], que oferece capacitação em direitos humanos e mecanismos da ONU para lideranças de diferentes povos ao redor do mundo. Entre os 42 participantes, 11 são do Brasil, integrando o grupo de falantes de língua portuguesa.

Criado em 1997, durante a primeira Década Internacional dos Povos Indígenas, o programa oferece quatro semanas de treinamento intensivo em Genebra, com interpretação simultânea, coincidindo com a sessão anual do Mecanismo de Peritos sobre os Direitos dos Povos Indígenas, em junho e julho.

O programa pretende que os indígenas aprendam e expandam seu conhecimento e compreensão do direito internacional dos direitos humanos e do sistema de direitos humanos das Nações Unidas, bem como a respeito da estrutura internacional para combater o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerância relacionada.

A intenção é que assim os indígenas conheçam, em primeira mão, os mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas e o ACNUDH. De tal maneira que possam interagir com o ACNUDH e os mecanismos de direitos humanos da ONU e fortalecer as habilidades dos participantes em termos de desenvolvimento de propostas de projetos e apresentações.

O programa exige que os bolsistas se comprometam a multiplicar o conhecimento em suas comunidades após o retorno . A formação visa fortalecer a participação indígena nos espaços internacionais de decisão sobre direitos humanos.

A delegação brasileira reúne lideranças de diversos povos e atuações: