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Insegurança nos Rios: Indígenas, missionários e servidores da saúde atacados por piratas no Rio Japurá (AM)

Inserido por: Administrador em 19/05/2017.
Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação Cimi


Por Assessoria de Comunicação Cimi Norte I (AM/RO)

O indígena José Sales de Oliveira, do povo Mayoruna, juntamente com outros três ocupantes de uma pequena embarcação, foram atacados e espancados por seis homens fortemente armados. Ele é morador da aldeia Marajaí, do município de Alvarães (AM), distante 531 quilômetros de Manaus. O fato aconteceu na última sexta-feira, 12/05, no rio Japurá, na região do Médio Solimões no Estado do Amazonas. Um barco com motor de 15HP foi tomado no assalto.

No mesmo dia, pela manhã, um grupo de servidores do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), havia sido atacado na altura da comunidade Nova Esperança, quando estava em deslocamento para atendimento às comunidades indígenas da região.

O mesmo bando chegou a perseguir Nelma Catulino de Oliveira e Edvarde Bezerra Júnior, membros do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), após a saída destes da aldeia São Pedro.

“Vivemos horas de terror”, relatou o enfermeiro Everaldo Almeida dos Santos, do Polo-base Cuiu-cuiu.  Além de Everaldo, a equipe de saúde era formada pelos técnicos de enfermagem Edvaldo Cavalcante Praia, Givanildo Barbosa Rodrigues e pelo motorista fluvial Ludgelson Cavalcante Ribeiro.

Segundo relato das vítimas, o bando armado se apresentou como agentes da Polícia Federal.  Os servidores do Dsei ficaram durante algum tempo com armas apontadas em suas cabeças. Os bandidos levaram das vítimas uma pequena quantia em dinheiro.

Cerca de uma hora depois do ataque à equipe de saúde, os missionários do Cimi saíram da aldeia São Pedro. Com dez minutos de viagem, eles avistaram o bando armado saindo da ilha e partindo em sua direção.  “Depois de percebermos que eram os bandidos, retornamos à aldeia”, disse Edvarde Bezerra.

Tanto a equipe do Dsei quanto os missionários registraram ocorrência na Delegacia de Polícia da cidade de Tefé. Na Polícia Federal, os servidores do Dsei foram orientados a relatar minuciosamente o ocorrido para que o fato fosse comunicado à Superintendência da Polícia Federal em Manaus. Os agentes da PF em Tefé disseram que não iriam ao local do ocorrido porque não houve danos a patrimônio da União.  

“Nós ficamos expostos aos bandidos, pois eles nos conhecem, viram nossos rostos e prometeram estourar nossas cabeças. Solicitamos à Coordenação do Dsei mais segurança. Com risco eminente de vida será impossível permanecermos no mesmo polo base”, reclamou Everaldo Almeida.

De acordo com registros da Policia Federal da cidade de Tefé, casos desse tipo têm aumentado na região. “Está ficando mais perigoso. Essa região está descoberta, não tem vigilância fluvial na área”, disse o agente Almeida da Policia Federal, coordenador local do posto da PF, onde estão lotados apenas três agentes para prestar assistência a região do Médio Solimões, formada por oito municípios.  
 

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